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FAEP pede reversão de norma que obriga cercamento de rodovias no PR

Brasil

FAEP pede reversão de norma que obriga cercamento de rodovias no PR

FAEP solicita apoio para reverter decisão da ANTT que proíbe cultivo na faixa de domínio.

21/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 16h13
FAEP pede reversão de norma que obriga cercamento de rodovias no PR

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Entidade que representa produtores rurais do Paraná aciona ANTT, Ministério dos Transportes e deputados federais. Em jogo, regra que exige cercamento das faixas de domínio em 30 dias.

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No dia 19 de junho de 2026, o Sistema FAEP, que representa a agropecuária no Paraná, enviou ofícios à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), ao Ministério dos Transportes e a deputados federais do estado, solicitando apoio para reverter uma recente medida da ANTT. Essa medida restabelece a obrigatoriedade do cercamento das faixas de domínio, áreas localizadas ao longo das rodovias, impondo um prazo de 30 dias para que as concessionárias realizem o cercamento.

As faixas de domínio são áreas onde o cultivo agrícola é proibido, e a decisão da ANTT traz preocupações sobre a insegurança jurídica para as atividades agrícolas e pecuárias no Paraná. Segundo o texto da FAEP, muitos produtores rurais utilizam essas áreas de maneira regularizada, por meio de contratos como o Contrato de Permissão Especial de Uso (CPEU) e o Projeto de Interesse de Terceiro (PIT).

“A medida do órgão do Governo Federal traz insegurança jurídica para a atividade agrícola e pecuária no Estado”, afirma a FAEP.

A entidade destaca que a decisão inviabiliza a continuidade do processo de regularização que vinha sendo desenvolvido em parceria com concessionárias rodoviárias, sindicatos rurais e produtores lindeiros. “Isso gera impactos econômicos significativos para os produtores rurais afetados”, comenta Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP.

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Os pequenos produtores rurais representam cerca de 85% das propriedades do Paraná, e muitos deles possuem menos de 50 hectares. A utilização da faixa de domínio é crucial para a renda familiar e a viabilidade econômica dessas atividades. “É lamentável que estejamos vendo os produtores rurais do Paraná com medo, novamente, sobre uma questão que já estava pacificada”, completa Meneguette.

Desde o início dos contratos de concessão das estradas federais e estaduais no Paraná, em 2024, o Sistema FAEP mobilizou o setor agrícola para assegurar a continuidade do uso da faixa de domínio para produção de alimentos de maneira regular e segura. Meneguette ressalta a importância da segurança viária e da gestão adequada das faixas de domínio, mas critica a nova orientação da ANTT.

“Essa nova orientação só faz retroceder o avanço que já conquistamos na regularização desse uso agrícola da faixa de domínio”, afirma Meneguette.

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De acordo com ele, na concessionária Motiva Paraná, mais de 60% das áreas passíveis de regularização já foram formalizadas, totalizando cerca de um milhão de metros quadrados. Na Via Araucária, aproximadamente 500 mil metros quadrados foram regularizados, e na Via Campo, os trabalhos alcançaram cerca de 15% de um total estimado de 520 quilômetros. Esses números demonstram que concessionárias e produtores estavam construindo soluções que respeitam a segurança operacional das rodovias.

Nos documentos enviados à ANTT, ao Ministério dos Transportes e à bancada paranaense da Câmara dos Deputados, o Sistema FAEP solicita um diálogo institucional com as entidades representativas do setor produtivo rural, visando uma solução que harmonize a segurança viária, a regularização fundiária e a preservação da atividade agropecuária. “Não é possível seguir produzindo alimento e gerando receita para o país, diante da constante insegurança”, conclui Meneguette.

A determinação da ANTT, através do ofício circular nº 2521/2026, proíbe o cultivo agrícola na faixa de domínio das rodovias federais e obriga as concessionárias a instalarem cercas nesses trechos em até 30 dias, o que causa preocupação entre os produtores rurais devido ao impacto nas lavouras.

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Entidade que representa produtores rurais do Paraná aciona ANTT, Ministério dos Transportes e deputados federais. Em jogo, regra que exige cercamento das faixas de domínio em 30 dias.

No dia 19 de junho de 2026, o Sistema FAEP, que representa a agropecuária no Paraná, enviou ofícios à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), ao Ministério dos Transportes e a deputados federais do estado, solicitando apoio para reverter uma recente medida da ANTT. Essa medida restabelece a obrigatoriedade do cercamento das faixas de domínio, áreas localizadas ao longo das rodovias, impondo um prazo de 30 dias para que as concessionárias realizem o cercamento.

As faixas de domínio são áreas onde o cultivo agrícola é proibido, e a decisão da ANTT traz preocupações sobre a insegurança jurídica para as atividades agrícolas e pecuárias no Paraná. Segundo o texto da FAEP, muitos produtores rurais utilizam essas áreas de maneira regularizada, por meio de contratos como o Contrato de Permissão Especial de Uso (CPEU) e o Projeto de Interesse de Terceiro (PIT).

“A medida do órgão do Governo Federal traz insegurança jurídica para a atividade agrícola e pecuária no Estado”, afirma a FAEP.

A entidade destaca que a decisão inviabiliza a continuidade do processo de regularização que vinha sendo desenvolvido em parceria com concessionárias rodoviárias, sindicatos rurais e produtores lindeiros. “Isso gera impactos econômicos significativos para os produtores rurais afetados”, comenta Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP.

Os pequenos produtores rurais representam cerca de 85% das propriedades do Paraná, e muitos deles possuem menos de 50 hectares. A utilização da faixa de domínio é crucial para a renda familiar e a viabilidade econômica dessas atividades. “É lamentável que estejamos vendo os produtores rurais do Paraná com medo, novamente, sobre uma questão que já estava pacificada”, completa Meneguette.

Desde o início dos contratos de concessão das estradas federais e estaduais no Paraná, em 2024, o Sistema FAEP mobilizou o setor agrícola para assegurar a continuidade do uso da faixa de domínio para produção de alimentos de maneira regular e segura. Meneguette ressalta a importância da segurança viária e da gestão adequada das faixas de domínio, mas critica a nova orientação da ANTT.

“Essa nova orientação só faz retroceder o avanço que já conquistamos na regularização desse uso agrícola da faixa de domínio”, afirma Meneguette.

De acordo com ele, na concessionária Motiva Paraná, mais de 60% das áreas passíveis de regularização já foram formalizadas, totalizando cerca de um milhão de metros quadrados. Na Via Araucária, aproximadamente 500 mil metros quadrados foram regularizados, e na Via Campo, os trabalhos alcançaram cerca de 15% de um total estimado de 520 quilômetros. Esses números demonstram que concessionárias e produtores estavam construindo soluções que respeitam a segurança operacional das rodovias.

Nos documentos enviados à ANTT, ao Ministério dos Transportes e à bancada paranaense da Câmara dos Deputados, o Sistema FAEP solicita um diálogo institucional com as entidades representativas do setor produtivo rural, visando uma solução que harmonize a segurança viária, a regularização fundiária e a preservação da atividade agropecuária. “Não é possível seguir produzindo alimento e gerando receita para o país, diante da constante insegurança”, conclui Meneguette.

A determinação da ANTT, através do ofício circular nº 2521/2026, proíbe o cultivo agrícola na faixa de domínio das rodovias federais e obriga as concessionárias a instalarem cercas nesses trechos em até 30 dias, o que causa preocupação entre os produtores rurais devido ao impacto nas lavouras.

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