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Luz acesa à noite eleva em 56% risco de insuficiência cardíaca

Brasil

Luz acesa à noite eleva em 56% risco de insuficiência cardíaca

Estudo revela que luz noturna eleva risco de doenças cardiovasculares em adultos.

21/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 16h13
Luz acesa à noite eleva em 56% risco de insuficiência cardíaca

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Dormir com luzes ou telas ligadas pode custar caro ao coração. Pesquisa internacional revela ligação direta entre exposição à luz noturna e doenças cardiovasculares graves.

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Um estudo publicado na revista médica Jama Network Open alerta para os riscos da exposição à luz noturna, especialmente para aqueles que costumam deixar luzes acesas ou utilizam telas durante a noite. A pesquisa indica que essa exposição pode estar relacionada a um aumento significativo no risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares em adultos, com destaque para um aumento de 56% no risco de insuficiência cardíaca.

Intitulada “Exposição à Luz Noturna e Incidência de Doenças Cardiovasculares”, a pesquisa foi conduzida por uma equipe de especialistas de instituições da Austrália, Estados Unidos e Reino Unido, sob a liderança de Daniel P. Windred. O estudo analisou dados de 88.905 participantes do UK Biobank, todos sem histórico de doenças cardiovasculares no início do monitoramento. Os participantes, com idade média de 62,4 anos, sendo 56,9% mulheres, usaram sensores de luz de pulso durante uma semana em seus ambientes habituais. Os dados foram acompanhados ao longo de um período médio de 9,5 anos, entre junho de 2013 e novembro de 2022.

Os pesquisadores classificaram os participantes de acordo com a intensidade da exposição à luz noturna entre 0h30 e 6h. Ao comparar aqueles que passaram a noite em ambientes mais escuros (percentis de 0 a 50) com os expostos a níveis mais altos de luz noturna (percentis de 91 a 100), foi observado um aumento considerável no risco de desenvolver condições cardiovasculares graves.

As doenças identificadas com maior risco incluem:

Os pesquisadores isolaram outros fatores de risco tradicionais, concluindo que a exposição à luz noturna não é causada por hábitos de vida, fatores socioeconômicos ou predisposição genética. Além disso, a associação entre a luz noturna e o risco de insuficiência cardíaca foi mais forte entre as mulheres e também se mostrou mais pronunciada em indivíduos com menos de 40 anos.

Os autores sugerem que a sensibilidade do sistema circadiano à luz diminui com a idade, tornando os jovens mais vulneráveis aos efeitos da luz noturna. O estudo também explica que a luz noturna pode causar disfunções no ritmo circadiano, afetando a pressão arterial, promovendo hipercoagulabilidade, prejudicando a tolerância à glicose e gerando arritmias.

Por fim, os autores recomendam evitar a exposição à luz brilhante à noite, controlando a iluminação dos ambientes e limitando o uso de telas antes de dormir. Essas recomendações devem ser associadas a hábitos saudáveis, como uma alimentação balanceada, prática de exercícios e a evitação de álcool e tabaco.

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Dormir com luzes ou telas ligadas pode custar caro ao coração. Pesquisa internacional revela ligação direta entre exposição à luz noturna e doenças cardiovasculares graves.

Um estudo publicado na revista médica Jama Network Open alerta para os riscos da exposição à luz noturna, especialmente para aqueles que costumam deixar luzes acesas ou utilizam telas durante a noite. A pesquisa indica que essa exposição pode estar relacionada a um aumento significativo no risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares em adultos, com destaque para um aumento de 56% no risco de insuficiência cardíaca.

Intitulada “Exposição à Luz Noturna e Incidência de Doenças Cardiovasculares”, a pesquisa foi conduzida por uma equipe de especialistas de instituições da Austrália, Estados Unidos e Reino Unido, sob a liderança de Daniel P. Windred. O estudo analisou dados de 88.905 participantes do UK Biobank, todos sem histórico de doenças cardiovasculares no início do monitoramento. Os participantes, com idade média de 62,4 anos, sendo 56,9% mulheres, usaram sensores de luz de pulso durante uma semana em seus ambientes habituais. Os dados foram acompanhados ao longo de um período médio de 9,5 anos, entre junho de 2013 e novembro de 2022.

Os pesquisadores classificaram os participantes de acordo com a intensidade da exposição à luz noturna entre 0h30 e 6h. Ao comparar aqueles que passaram a noite em ambientes mais escuros (percentis de 0 a 50) com os expostos a níveis mais altos de luz noturna (percentis de 91 a 100), foi observado um aumento considerável no risco de desenvolver condições cardiovasculares graves.

As doenças identificadas com maior risco incluem:

  • Insuficiência cardíaca: risco aumenta em 56%.

  • Infarto do miocárdio (ataque cardíaco): risco aumenta em 47%.

  • Doença arterial coronariana: risco aumenta em 32%.

  • Fibrilação atrial (arritmia): risco aumenta em 32%.

  • Acidente Vascular Cerebral (AVC/derrame): risco aumenta em 28%.

Os pesquisadores isolaram outros fatores de risco tradicionais, concluindo que a exposição à luz noturna não é causada por hábitos de vida, fatores socioeconômicos ou predisposição genética. Além disso, a associação entre a luz noturna e o risco de insuficiência cardíaca foi mais forte entre as mulheres e também se mostrou mais pronunciada em indivíduos com menos de 40 anos.

Os autores sugerem que a sensibilidade do sistema circadiano à luz diminui com a idade, tornando os jovens mais vulneráveis aos efeitos da luz noturna. O estudo também explica que a luz noturna pode causar disfunções no ritmo circadiano, afetando a pressão arterial, promovendo hipercoagulabilidade, prejudicando a tolerância à glicose e gerando arritmias.

Por fim, os autores recomendam evitar a exposição à luz brilhante à noite, controlando a iluminação dos ambientes e limitando o uso de telas antes de dormir. Essas recomendações devem ser associadas a hábitos saudáveis, como uma alimentação balanceada, prática de exercícios e a evitação de álcool e tabaco.

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