O setor de turismo de Sergipe já percebe efeitos favoráveis com a expectativa gerada pelos festejos juninos de 2026. Promovidos pelo Governo do Estado, os 60 dias seguidos de programação na Orla da Atalaia, em Aracaju, são apontados como o maior arraiá à beira-mar do país e contribuem para posicionar Sergipe como um dos destinos juninos de destaque no Nordeste, apontado no texto como o estado mais seguro da região. Hotéis, restaurantes e agências de viagem estimam aumento na ocupação, maior circulação de visitantes e aquecimento da economia criativa e do comércio local.
Quem e por que — A secretária de Estado do Turismo, Daniela Mesquita, afirmou que os festejos funcionam como estratégia de desenvolvimento econômico e promoção do destino, com efeitos diretos na geração de empregos, rendimentos e oportunidades para diversos segmentos. Ela destacou que a programação ampla e descentralizada busca ampliar o tempo de permanência dos turistas e apresentar outras potencialidades do estado, como o Cânion de Xingó, o litoral e a gastronomia local.
Daniela ressaltou também que, pelo quarto ano consecutivo, o Governo de Sergipe antecipou o lançamento da programação junina, medida que facilita o planejamento das viagens e reforça as ações de promoção em feiras e eventos pelo país. Segundo a secretária, essa antecedência amplia a visibilidade do estado e ajuda a atrair visitantes para vivenciar a celebração e conhecer atrações turísticas e culturais sergipanas.
Expectativa do trade — Para Antônio Carlos Franco Sobrinho, presidente da ABIH/SE, a previsão é de ocupação hoteleira expressiva em Aracaju e em municípios integrados aos roteiros juninos, como Estância, com reflexos em emprego e renda. Ele observou que o calendário junino tem se consolidado e citou que julho tende a manter bom desempenho devido à continuidade da programação cultural, incluindo a Vila do Forró, que estende as atividades e amplia o tempo de permanência dos visitantes.
O presidente da Abrasel/SE, Bruno Dórea, avaliou que Sergipe vem se firmando como referência nacional do São João, o que já faz parte do calendário turístico e tem um impacto direto na cadeia gastronômica. Segundo ele, o período provoca aumento do movimento, do faturamento e contratações temporárias que podem virar empregos permanentes.
Thiago Moura, presidente da Abav-SE, afirmou que as agências associadas estão preparadas para atender a demanda dos 60 dias de festejos e atribuiu as expectativas positivas às políticas públicas de promoção turística. Moura apontou uma projeção de crescimento entre 10% e 15% em relação ao ano anterior.

Opinião dos visitantes — O jornalista Diego Almeida, de Feira Santana (BA), disse que retornar a Sergipe é motivo de alegria e elogiou a combinação entre programação cultural e a orla, destacando a experiência familiar e segura. A empreendedora Kelly Andrade, natural de Coronel João Sá, afirmou ter vínculo afetivo com o estado e elogiou o forró sergipano; hospedada para um evento do Sebrae, declarou intenção de acompanhar a abertura oficial dos festejos na sexta-feira, dia 29.
O período junino em Sergipe segue mobilizando o trade turístico e a expectativa é de impacto positivo na economia local e na promoção do destino.
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