No dia 2 de março, a FITERT — Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão esteve presente em encontro realizado no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) destinado a avaliar os estudos sobre a regulamentação da profissão de Multimídia, assunto que preocupa profissionais da radiodifusão.
O coordenador nacional e radialista Fernando Cabral representou a FITERT na reunião, que teve como foco a análise dos efeitos da Lei 15.325, sancionada em 6 de janeiro de 2026, sobre categorias profissionais já regulamentadas e que podem ser afetadas pela nova norma.
Apresentação técnica com base na CBO
A subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE, Paula Montagner, conduziu a apresentação técnica fundamentada na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Foram exibidos dados referentes à quantidade de categorias regulamentadas potencialmente impactadas pela lei, além de avaliações sobre sobreposição de atribuições e áreas de atuação entre ocupações.
A análise técnica apontada durante o encontro ressaltou a importância do acompanhamento pelas entidades sindicais, diante do risco de conflito de competências e de eventual interferência em atividades tradicionalmente exercidas por radialistas.
Entidades presentes
Também participaram do encontro representantes de outras organizações do setor, entre eles Lucas Buermann, presidente da FENARTE, e Expedito Monteiro, que participou em nome da CONTCOP – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Comunicações e Publicidade. A presença das entidades foi destacada como demonstração de mobilização do movimento sindical em defesa das atribuições profissionais dos trabalhadores da radiodifusão e da comunicação.

Posição da FITERT
A FITERT reafirmou, ao final da reunião, o compromisso de acompanhar os desdobramentos técnicos e jurídicos relacionados à nova legislação. A federação enfatizou que qualquer avanço normativo deve respeitar as profissões já regulamentadas, para evitar conflitos de competências e prejuízos aos trabalhadores.
As discussões no MTE prosseguirão com a análise dos impactos apontados pelos estudos e com o monitoramento das ações que possam afetar as categorias envolvidas.
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