A cúpula da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência e dirigentes do PL avaliam que não há mais chances de reconciliação entre o senador e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro antes da eleição marcada para 4 de outubro. Internamente, a avaliação é de que não faz sentido investir esforços nessa direção, já que Michelle deixou claro seu desinteresse em manter proximidade.
A expectativa interna é de que não ocorram novas críticas públicas entre os dois. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, chegou a tentar promover uma aproximação entre a ex-primeira-dama e o senador, mas hoje considera a chance disso acontecer praticamente nula.
O rompimento entre Flávio e Michelle representa uma perda significativa para a pré-campanha, pois ela era uma das principais pontes do senador com o eleitorado feminino e evangélico. Michelle, que presidiu o PL Mulher, teve papel importante na ampliação do número de filiadas da legenda e mantém diálogo ativo com lideranças religiosas.
O desgaste ficou público quando a ex-primeira-dama publicou vídeos em que afirmou ter sido “apunhalada” e “humilhada” pelo enteado. Seis dias depois, em 30 de junho, Valdemar Costa Neto tentou convencê-la a reconsiderar as declarações, sem sucesso.
Uma pesquisa da PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (16.jul.2026) indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 45% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 43% — os dois estão tecnicamente empatados, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. Em relação ao levantamento anterior, feito em maio, Lula recuou 1 ponto e Flávio subiu 1 ponto, ambos dentro da margem de erro; a distância entre os candidatos caiu de 4 para 2 pontos percentuais em dois meses.
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