O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), fez duras críticas ao deputado federal Patrus Ananias (PT-MG), que foi definido pelo Partido dos Trabalhadores como candidato ao governo do estado. Durante o 10º Encontro Nacional do Novo, realizado em São Paulo no sábado, 18 de julho de 2026, Zema se referiu a Ananias como um “fantoche” e afirmou que a esquerda está “praticamente esquecida” em Minas Gerais.
Como pré-candidato à Presidência da República, Zema avaliou que a disputa pelo governo mineiro em 2026 deve se concentrar entre nomes da “direita e da centro-direita”. Ele apontou que o PT enfrentou dificuldades para formar uma chapa competitiva no estado, o que, segundo ele, evidencia a fragilidade da legenda na atualidade.
O ex-governador mencionou que o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), foram cogitados pelo PT para encabeçar a candidatura ao governo, mas ambos teriam recusado o convite. Zema destacou que o partido anunciará Patrus Ananias como candidato na próxima segunda-feira, 20 de julho.
“Lá [em Minas] não teve candidato em 2022 e esse ano vai ter um fantoche lá. Nem candidato é. Arrumaram um fantoche, chamaram o Rodrigo Pacheco para ser boi de piranha – ou vaca de piranha – ele não aceitou. Chamaram a prefeita de Contagem para ser boi de piranha, ela não aceitou. E agora encontraram lá um tal de Patrus, que vai aceitar, acho que mais para poder atender o partido do que propriamente por vontade própria”, afirmou Zema.
Além das críticas à candidatura do PT, Zema projetou a participação de outros partidos na disputa estadual. Ele destacou que o PL e os Republicanos devem lançar um pré-candidato conjunto para as eleições de 2026. “Provavelmente PL junto com Republicanos devem lançar um pré-candidato em Minas Gerais. Ou seja, a esquerda está praticamente esquecida, independentemente do nome que PL e Republicanos vierem a apoiar”, disse.
O ex-governador também afirmou que, independentemente do nome escolhido, o eleitorado mineiro terá opções do campo conservador na disputa. “A esquerda vai ter um candidato só para constar. Acho que até porque, de tanto que eu vinha criticando essa situação, os candidatos viáveis serão candidatos da direita e da centro-direita”, concluiu Zema.
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