Durante o podcast Market Makers em São Paulo, Flávio Bolsonaro declarou que, se eleito, revogará a alíquota de exportação de 12% sobre o petróleo bruto. Ele afirmou que o tributo prejudica a produção nacional e citou efeitos vistos na Argentina.
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou que, se eleito, irá revogar a alíquota de 12% do Imposto de Exportação sobre o petróleo bruto. A declaração ocorreu durante uma entrevista ao podcast Market Makers, realizada em São Paulo, na quinta-feira (6 de agosto de 2026).
Durante a conversa, o senador destacou que a tributação atual prejudica a produção nacional e fez uma comparação com os impostos sobre exportação aplicados na Argentina, que, segundo ele, teriam contribuído para problemas de desabastecimento e aumento nos preços. Flávio Bolsonaro afirmou que o principal objetivo de seu eventual governo será a redução de tributos para estimular a atividade econômica no país.
A alíquota de 12% sobre o óleo bruto e de 50% sobre o diesel foi implementada pelo governo em março, por meio da Medida Provisória 1.340/2026. A justificativa apresentada para essa medida foi a necessidade de assegurar o abastecimento interno em meio a oscilações nos preços internacionais. Contudo, a decisão gerou reações adversas de empresas do setor petroleiro, que já recorreram à Justiça, alegando inconstitucionalidade da medida.
No mês de julho, o Gecex-Camex (Comitê de Gestão da Câmara de Comércio Exterior) decidiu manter a taxa por um período de até 60 dias, devido às tensões geopolíticas que afetam o Oriente Médio. Essa situação tem gerado um clima de incerteza e preocupação entre os agentes do setor.
Além de sua proposta de revogação do imposto sobre o petróleo, Flávio Bolsonaro também se manifestou sobre a reforma tributária, cuja implementação está programada para 2027. O senador criticou o grande número de exceções no texto aprovado, o que, segundo ele, pode resultar em um aumento significativo do IVA (Imposto sobre Valor Agregado), colocando o Brasil entre os países com as maiores taxas do mundo. Ele defendeu a necessidade de reduzir benefícios específicos para simplificar o processo de arrecadação.
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