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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Fran Gil renova carreira solo com ‘Onda’, álbum forjado pelo luto

Fran Gil lança nesta quarta o álbum 'Onda', nascido do luto e da reconstrução, com 11 faixas e parcerias como BK, Péricles e a filha Sol de Maria.

17/09/2026 · 08h31 · Atualizado às 09h38
Fran Gil renova carreira solo com ‘Onda’, álbum forjado pelo luto

Após três anos, o cantor do trio Gilsons volta em carreira solo com um disco de 11 faixas que mistura rap, samba, instrumental e pop. O trabalho traz parcerias com BK, Péricles, Pedro Franco e a filha Sol de Maria.

Depois de três anos, Fran Gil, uma das vozes do trio Gilsons, reacendeu a carreira solo com o álbum “Onda”, que lança nesta quarta-feira (16). Em entrevista, o cantor relatou a trajetória pessoal que culminou na produção do disco e explicou como os acontecimentos dos últimos anos moldaram o trabalho.

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Seguinte ao primeiro álbum “Raízes” (2020), “Onda” reúne 11 faixas e parcerias que transitam por ritmos diversos: BK, Péricles, Pedro Franco e a filha do artista, Sol de Maria. O disco mescla influências do rap, do samba, da música instrumental e do pop, segundo o próprio músico, mantendo, no entanto, uma linha sonora contínua ao longo do repertório.

“Eles são fundamentais. BK, trazendo esse peso do rap. O Péricles, essa figura lendária do samba, o mestrinho, o grande músico, da sanfona do acordeão. E Pedro Franco, por exemplo, um instrumentista, violinista de sete cordas (…) Isso já reflete essa variedade que o disco tem, mas que ao mesmo tempo se preserva ali numa numa linearidade. Todo mundo que escuta sempre fala: ‘Impressionante como você consegue passear por vários lugares, mas manter ali uma linha que segue pelo disco todo'”

Das 11 músicas do álbum, apenas uma não é autoral de Fran Gil: ele inclui a própria versão de “Deixar Você”, composição de seu avô Gilberto Gil. O cantor afirmou que essa faixa foi a última a ser gravada e que revisitar as canções do avô foi um ato de ousadia e afeto.

“É sempre um momento de ousadia a hora que você vai ali e resolve investigar essas canções do meu avô e tocá-las”

Outra colaboração destacada no disco veio da filha do cantor. A canção com participação de Sol de Maria nasceu de um encontro íntimo entre pai e filha: ela saiu para o quarto, voltou com uma letra pronta e o pai começou a musicar a ideia.

“Ela foi para o quarto. Ficou 10 minutos e veio com a letra de uma música. Ela, na verdade, foi abrir o caderno dela, porque já tinha várias coisas que escrevia. Eu, até então, nem sabia disso que ela escrevia essas coisas. Foi quando a gente começou a gravar o áudio, quando eu comecei a musicar”

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A divulgação do projeto começou com os lançamentos em agosto dos singles “Reconstruir” e “Mancha de Dendê”. As duas músicas, embora ritmicamente distintas, mantêm identidade próxima: a percussão alegre de “Mancha de Dendê” reforça a retomada de autoestima, enquanto “Reconstruir” traz tom sentimental e remete à memória da mãe do cantor, Preta Gil, que morreu em agosto de 2025.

O lançamento de “Reconstruir” foi simbólico: saiu no dia em que Preta completaria 52 anos e foi complementado por uma carta. A presença da memória da mãe atravessa o disco, mas não é a única influência: o projeto reúne composições que vinham sendo gestadas há quatro ou cinco anos e culminaram em um processo de descoberta da própria sonoridade de Fran Gil.

“‘Onda’ é fruto dessa vivência desses anos todos. Embora eu esteja produzindo esse disco há 3 anos, existem canções que existem há 4 ou 5 anos (…) Foi um período que eu fui entendendo cada vez mais o que era o Fran, o que era essa minha sonoridade. Foi um processo muito profundo de descobertas, de um mergulho em mim”

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O cantor também relatou que pausou o trabalho solo após o sucesso do Gilsons durante a pandemia, período em que viveu turnês e experiências que alimentaram o embrião de “Onda”. Em meio a episódios de depressão e mudanças pessoais, incluindo a separação em 2020, surgiram as primeiras composições que dariam formação ao álbum, marcado por movimentos de perda, reconstrução e crescimento.

“Num dado momento, as coisas se invertiam também. Em momentos de tristeza, eu estava escrevendo sobre felicidade e, em momentos de felicidade, eu estava escrevendo sobre tristezas, sabe? É isso quando eu falo dessa onda”

Além das memórias pessoais, Fran Gil citou referências pop e o projeto de 2018, “Niara”, como caminhos que podem orientar futuros passos na carreira, sinalizando abertura para experiências sonoras diversificadas.

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Após três anos, o cantor do trio Gilsons volta em carreira solo com um disco de 11 faixas que mistura rap, samba, instrumental e pop. O trabalho traz parcerias com BK, Péricles, Pedro Franco e a filha Sol de Maria.

Depois de três anos, Fran Gil, uma das vozes do trio Gilsons, reacendeu a carreira solo com o álbum “Onda”, que lança nesta quarta-feira (16). Em entrevista, o cantor relatou a trajetória pessoal que culminou na produção do disco e explicou como os acontecimentos dos últimos anos moldaram o trabalho.

Seguinte ao primeiro álbum “Raízes” (2020), “Onda” reúne 11 faixas e parcerias que transitam por ritmos diversos: BK, Péricles, Pedro Franco e a filha do artista, Sol de Maria. O disco mescla influências do rap, do samba, da música instrumental e do pop, segundo o próprio músico, mantendo, no entanto, uma linha sonora contínua ao longo do repertório.

“Eles são fundamentais. BK, trazendo esse peso do rap. O Péricles, essa figura lendária do samba, o mestrinho, o grande músico, da sanfona do acordeão. E Pedro Franco, por exemplo, um instrumentista, violinista de sete cordas (…) Isso já reflete essa variedade que o disco tem, mas que ao mesmo tempo se preserva ali numa numa linearidade. Todo mundo que escuta sempre fala: ‘Impressionante como você consegue passear por vários lugares, mas manter ali uma linha que segue pelo disco todo'”

Das 11 músicas do álbum, apenas uma não é autoral de Fran Gil: ele inclui a própria versão de “Deixar Você”, composição de seu avô Gilberto Gil. O cantor afirmou que essa faixa foi a última a ser gravada e que revisitar as canções do avô foi um ato de ousadia e afeto.

“É sempre um momento de ousadia a hora que você vai ali e resolve investigar essas canções do meu avô e tocá-las”

Outra colaboração destacada no disco veio da filha do cantor. A canção com participação de Sol de Maria nasceu de um encontro íntimo entre pai e filha: ela saiu para o quarto, voltou com uma letra pronta e o pai começou a musicar a ideia.

“Ela foi para o quarto. Ficou 10 minutos e veio com a letra de uma música. Ela, na verdade, foi abrir o caderno dela, porque já tinha várias coisas que escrevia. Eu, até então, nem sabia disso que ela escrevia essas coisas. Foi quando a gente começou a gravar o áudio, quando eu comecei a musicar”

A divulgação do projeto começou com os lançamentos em agosto dos singles “Reconstruir” e “Mancha de Dendê”. As duas músicas, embora ritmicamente distintas, mantêm identidade próxima: a percussão alegre de “Mancha de Dendê” reforça a retomada de autoestima, enquanto “Reconstruir” traz tom sentimental e remete à memória da mãe do cantor, Preta Gil, que morreu em agosto de 2025.

O lançamento de “Reconstruir” foi simbólico: saiu no dia em que Preta completaria 52 anos e foi complementado por uma carta. A presença da memória da mãe atravessa o disco, mas não é a única influência: o projeto reúne composições que vinham sendo gestadas há quatro ou cinco anos e culminaram em um processo de descoberta da própria sonoridade de Fran Gil.

“‘Onda’ é fruto dessa vivência desses anos todos. Embora eu esteja produzindo esse disco há 3 anos, existem canções que existem há 4 ou 5 anos (…) Foi um período que eu fui entendendo cada vez mais o que era o Fran, o que era essa minha sonoridade. Foi um processo muito profundo de descobertas, de um mergulho em mim”

O cantor também relatou que pausou o trabalho solo após o sucesso do Gilsons durante a pandemia, período em que viveu turnês e experiências que alimentaram o embrião de “Onda”. Em meio a episódios de depressão e mudanças pessoais, incluindo a separação em 2020, surgiram as primeiras composições que dariam formação ao álbum, marcado por movimentos de perda, reconstrução e crescimento.

“Num dado momento, as coisas se invertiam também. Em momentos de tristeza, eu estava escrevendo sobre felicidade e, em momentos de felicidade, eu estava escrevendo sobre tristezas, sabe? É isso quando eu falo dessa onda”

Além das memórias pessoais, Fran Gil citou referências pop e o projeto de 2018, “Niara”, como caminhos que podem orientar futuros passos na carreira, sinalizando abertura para experiências sonoras diversificadas.

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