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Economia

Gasparino deixa Conselho da Vale após acusação de vazamento

Marcelo Gasparino renunciou aos cargos na Vale após tentativa de destituição por vazamento de informações.

27/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h47
Gasparino deixa Conselho da Vale após acusação de vazamento

O executivo renunciou aos cargos de vice-presidente no conselho, informou a Vale em 27/07/2026. A saída ocorreu após a empresa anunciar sua intenção de destituí-lo por vazamento de informações confidenciais.

Marcelo Gasparino renunciou aos cargos de vice-presidente e membro do Conselho de Administração da Vale, conforme anunciado pela empresa nesta segunda-feira, 27 de julho de 2026.

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A decisão ocorreu cinco dias após a mineradora informar que o Conselho de Administração havia decidido destituir Gasparino devido ao vazamento de informações confidenciais de uma reunião do colegiado. Embora a destituição ainda precisasse ser submetida à Assembleia Geral Extraordinária, o executivo optou por deixar os cargos antes da deliberação dos acionistas.

“O Conselho de Administração avaliará, nos próximos dias, com o apoio do Comitê de Indicação e Governança da Companhia, as providências necessárias e manterá o mercado oportunamente informado sobre desdobramentos relevantes no tema”, informou a Vale em comunicado.

Além do anúncio da destituição, a empresa declarou que Gasparino foi afastado do Comitê de Indicação e Governança e do Comitê de Pessoas e Remuneração. Apesar disso, o executivo ainda ocupava a vice-presidência e uma vaga no Conselho até a sua renúncia.

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Gasparino atuava como vice-presidente do Conselho da Vale há seis anos e, em 22 de julho, havia disputado a presidência do colegiado em uma eleição para um mandato tampão até abril de 2027, que ocorreu em Assembleia Geral Extraordinária. O resultado da eleição foi desfavorável a Gasparino, que foi derrotado por Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, conhecido como Ollie, que recebeu o apoio da Previ, principal acionista individual da mineradora.

A disputa pela presidência foi impulsionada por uma articulação do fundo de pensão para destituir o ex-presidente do Conselho, Daniel Stieler, que renunciou ao cargo no dia 6 de julho antes que sua saída fosse deliberada.

De acordo com a Vale, Gasparino foi responsabilizado pelo vazamento de informações sigilosas relacionadas a uma reunião do conselho realizada em 19 de junho, quando o colegiado decidiu convocar a eleição para substituir Stieler. A empresa comunicou que essa decisão foi baseada em apuração conduzida por um escritório externo independente, que confirmou o vazamento como um desvio de conduta em conformidade com a Política de Gestão de Desvios de Conduta da Vale.

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A Vale não especificou quais informações foram vazadas, para quem foram repassadas, nem o tema da reunião mencionada. Contudo, reportagens indicam que, nessa reunião, Gasparino teria defendido a permanência de Stieler e compartilhado um voto separado da ata do encontro. Em uma versão ampliada de seu voto, Gasparino afirmou que Stieler havia comunicado aos demais membros do colegiado sobre “fatos graves de que tomou conhecimento nos últimos anos”.

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Marcelo Gasparino renunciou aos cargos de vice-presidente e membro do Conselho de Administração da Vale, conforme anunciado pela empresa nesta segunda-feira, 27 de julho de 2026.

A decisão ocorreu cinco dias após a mineradora informar que o Conselho de Administração havia decidido destituir Gasparino devido ao vazamento de informações confidenciais de uma reunião do colegiado. Embora a destituição ainda precisasse ser submetida à Assembleia Geral Extraordinária, o executivo optou por deixar os cargos antes da deliberação dos acionistas.

“O Conselho de Administração avaliará, nos próximos dias, com o apoio do Comitê de Indicação e Governança da Companhia, as providências necessárias e manterá o mercado oportunamente informado sobre desdobramentos relevantes no tema”, informou a Vale em comunicado.

Além do anúncio da destituição, a empresa declarou que Gasparino foi afastado do Comitê de Indicação e Governança e do Comitê de Pessoas e Remuneração. Apesar disso, o executivo ainda ocupava a vice-presidência e uma vaga no Conselho até a sua renúncia.

Gasparino atuava como vice-presidente do Conselho da Vale há seis anos e, em 22 de julho, havia disputado a presidência do colegiado em uma eleição para um mandato tampão até abril de 2027, que ocorreu em Assembleia Geral Extraordinária. O resultado da eleição foi desfavorável a Gasparino, que foi derrotado por Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, conhecido como Ollie, que recebeu o apoio da Previ, principal acionista individual da mineradora.

A disputa pela presidência foi impulsionada por uma articulação do fundo de pensão para destituir o ex-presidente do Conselho, Daniel Stieler, que renunciou ao cargo no dia 6 de julho antes que sua saída fosse deliberada.

De acordo com a Vale, Gasparino foi responsabilizado pelo vazamento de informações sigilosas relacionadas a uma reunião do conselho realizada em 19 de junho, quando o colegiado decidiu convocar a eleição para substituir Stieler. A empresa comunicou que essa decisão foi baseada em apuração conduzida por um escritório externo independente, que confirmou o vazamento como um desvio de conduta em conformidade com a Política de Gestão de Desvios de Conduta da Vale.

A Vale não especificou quais informações foram vazadas, para quem foram repassadas, nem o tema da reunião mencionada. Contudo, reportagens indicam que, nessa reunião, Gasparino teria defendido a permanência de Stieler e compartilhado um voto separado da ata do encontro. Em uma versão ampliada de seu voto, Gasparino afirmou que Stieler havia comunicado aos demais membros do colegiado sobre “fatos graves de que tomou conhecimento nos últimos anos”.

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