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Aracaju, Quarta-feira, 1 de julho de 2026
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Gastos da União alcançam R$ 2,6 trilhões e se aproximam do pico da pandemia

Tecnologia

Gastos da União alcançam R$ 2,6 trilhões e se aproximam do pico da pandemia

Gastos da União somam R$ 2,6 trilhões, próximos ao pico da pandemia, com aumento nas despesas.

01/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 17h28
Gastos da União alcançam R$ 2,6 trilhões e se aproximam do pico da pandemia

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As despesas do governo federal estão caminhando para o maior patamar da história, alcançado em novembro de 2020. De acordo com os dados de maio, divulgados na última segunda-feira (29), os gastos da União totalizaram R$ 2,633 trilhões no acumulado de 12 meses, ficando a R$ 189,5 bilhões do pico de R$ 2,822 trilhões registrado durante a pandemia.

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O economista Alexandre Schwartsman aponta que os gastos têm sido impulsionados principalmente pelo aumento nas despesas com a previdência e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). No acumulado de 12 meses, os custos com a Previdência atingiram R$ 1,117 trilhão, o que representa mais do que o dobro dos R$ 440,1 bilhões gastos com pessoal.

“O ritmo de crescimento das despesas não é compatível com as regras do arcabouço fiscal”, afirmou Schwartsman ao comentar a situação fiscal do país.

Ele destaca que a política atual do governo garante o reajuste do salário mínimo baseado na inflação, o que faz com que os gastos obrigatórios, como Previdência e BPC, cresçam automaticamente. Essa situação limita ainda mais o orçamento disponível para investimentos.

“A despesa não pode crescer mais do que 2,5% ao ano acima da inflação, e o que a gente vê é que esse conjunto de regras que determinam a evolução do gasto obrigatório leva a um crescimento da despesa que supera o permitido”, acrescentou o economista.

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Em resposta a essa escalada de gastos, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu ampliar o bloqueio do orçamento para R$ 23,7 bilhões, uma medida que visa garantir o cumprimento das normas fiscais. As projeções para o crescimento das despesas no BPC e nos Benefícios Previdenciários aumentaram para R$ 14,1 bilhões e R$ 11,5 bilhões, respectivamente.

Murilo Viana, especialista em contas públicas, caracteriza a situação do Orçamento da União como um “shutdown à brasileira”, alertando que o crescimento das despesas obrigatórias tem restringido o espaço para despesas discricionárias, impactando a operação da administração pública.

“Estamos vendo restrições significativas em agências reguladoras, e o Banco Central reclama da falta de servidores e de espaço para fazer investimentos em tecnologia”, declarou Viana.

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Ele enfatiza que é urgente reduzir a trajetória de crescimento das despesas, sob o risco de um colapso na máquina pública até 2027. O especialista também aponta que a discussão sobre esse ajuste será politicamente complexa, especialmente em um ano eleitoral.

A dívida pública também é afetada por esse aumento nas despesas. Em abril, a dívida pública federal subiu 1,91%, alcançando R$ 8,798 trilhões, correspondendo a quase 70% do PIB do Brasil de 2025. Solange Srour, diretora de macroeconomia Brasil no UBS GWM, alertou que a dinâmica fiscal atual é insustentável e pode levar o país a uma recessão se não forem feitos ajustes imediatos.

“A gente pode entrar numa recessão bastante profunda, como ocorreu em 2015 e 2016, e o ajuste vem com muita dor, com desemprego subindo e inflação alta”, finalizou Solange.

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As despesas do governo federal estão caminhando para o maior patamar da história, alcançado em novembro de 2020. De acordo com os dados de maio, divulgados na última segunda-feira (29), os gastos da União totalizaram R$ 2,633 trilhões no acumulado de 12 meses, ficando a R$ 189,5 bilhões do pico de R$ 2,822 trilhões registrado durante a pandemia.

O economista Alexandre Schwartsman aponta que os gastos têm sido impulsionados principalmente pelo aumento nas despesas com a previdência e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). No acumulado de 12 meses, os custos com a Previdência atingiram R$ 1,117 trilhão, o que representa mais do que o dobro dos R$ 440,1 bilhões gastos com pessoal.

“O ritmo de crescimento das despesas não é compatível com as regras do arcabouço fiscal”, afirmou Schwartsman ao comentar a situação fiscal do país.

Ele destaca que a política atual do governo garante o reajuste do salário mínimo baseado na inflação, o que faz com que os gastos obrigatórios, como Previdência e BPC, cresçam automaticamente. Essa situação limita ainda mais o orçamento disponível para investimentos.

“A despesa não pode crescer mais do que 2,5% ao ano acima da inflação, e o que a gente vê é que esse conjunto de regras que determinam a evolução do gasto obrigatório leva a um crescimento da despesa que supera o permitido”, acrescentou o economista.

Em resposta a essa escalada de gastos, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu ampliar o bloqueio do orçamento para R$ 23,7 bilhões, uma medida que visa garantir o cumprimento das normas fiscais. As projeções para o crescimento das despesas no BPC e nos Benefícios Previdenciários aumentaram para R$ 14,1 bilhões e R$ 11,5 bilhões, respectivamente.

Murilo Viana, especialista em contas públicas, caracteriza a situação do Orçamento da União como um “shutdown à brasileira”, alertando que o crescimento das despesas obrigatórias tem restringido o espaço para despesas discricionárias, impactando a operação da administração pública.

“Estamos vendo restrições significativas em agências reguladoras, e o Banco Central reclama da falta de servidores e de espaço para fazer investimentos em tecnologia”, declarou Viana.

Ele enfatiza que é urgente reduzir a trajetória de crescimento das despesas, sob o risco de um colapso na máquina pública até 2027. O especialista também aponta que a discussão sobre esse ajuste será politicamente complexa, especialmente em um ano eleitoral.

A dívida pública também é afetada por esse aumento nas despesas. Em abril, a dívida pública federal subiu 1,91%, alcançando R$ 8,798 trilhões, correspondendo a quase 70% do PIB do Brasil de 2025. Solange Srour, diretora de macroeconomia Brasil no UBS GWM, alertou que a dinâmica fiscal atual é insustentável e pode levar o país a uma recessão se não forem feitos ajustes imediatos.

“A gente pode entrar numa recessão bastante profunda, como ocorreu em 2015 e 2016, e o ajuste vem com muita dor, com desemprego subindo e inflação alta”, finalizou Solange.

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