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Aracaju, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Policial

Golpe do Falso Emprego: Mulher é presa em Sergipe suspeita de causar prejuízo de R$ 290 mil a vítimas

Investigada usava dados e reconhecimento facial durante falsas entrevistas para financiar veículos; ela não residia no estado e foi flagrada após alerta de instituição financeira.

18/09/2026 · 08h39
Golpe do Falso Emprego: Mulher é presa em Sergipe suspeita de causar prejuízo de R$ 290 mil a vítimas

Investigada usava dados e reconhecimento facial durante falsas entrevistas para financiar veículos; ela não residia no estado e foi flagrada após alerta de instituição financeira.

Uma mulher foi presa em flagrante nesta quinta-feira (17) em Sergipe, acusada de liderar um esquema estelionatário conhecido como o “golpe do falso emprego”. De acordo com as apurações da Polícia Civil, a suspeita já causou um prejuízo estimado em R$ 290 mil a pelo menos duas vítimas identificadas na capital sergipana, Aracaju.

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A ação policial foi deflagrada pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) após os investigadores serem notificados pelo setor antifraudes de uma instituição financeira, que detectou movimentações atípicas e suspeitas em contas locais. Segundo o delegado Érico Xavier, as investigações apontam que a mulher não reside em Sergipe e viajou ao estado exclusivamente para praticar as fraudes. Após a abordagem, a suspeita foi conduzida à sede da Polícia Federal no estado, onde a prisão em flagrante foi oficializada.

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Como funcionava o golpe

O esquema criminoso se baseava em engenharia social e exploração da vulnerabilidade de quem busca inserção no mercado de trabalho. A dinâmica ocorria da seguinte forma:

  • A atração: A golpista anunciava falsas oportunidades de trabalho e convocava os interessados para etapas presenciais de entrevista.
  • A coleta de dados: Durante o falso processo seletivo, as vítimas eram induzidas a fornecer dados pessoais sensíveis sob o pretexto de “cadastro na empresa”.
  • A biometria fraudulenta: O ponto crítico do golpe ocorria quando a suspeita solicitava que os candidatos realizassem o reconhecimento facial (biometria) diretamente em aplicativos bancários.
  • O prejuízo: Com a validação facial da própria vítima, a criminosa conseguia invadir e acessar serviços financeiros, utilizando o crédito em nome dos candidatos para aprovar o financiamento de veículos.

Alerta e Prevenção

O delegado André Baronto, que também atua nas investigações, ressaltou que os cibercriminosos estão aperfeiçoando suas táticas. Para evitar novas vítimas, a DRCC listou recomendações de segurança essenciais para processos seletivos:

  • Desconfie de biometria: A exigência de reconhecimento facial por parte do recrutador não é um procedimento padrão em entrevistas de emprego e deve ser tratada como forte indício de golpe.
  • Checagem prévia: Verifique a existência legal da empresa e confirme, por canais oficiais, se a vaga oferecida é verdadeira antes de repassar qualquer documento.
  • Controle do aparelho: Nunca entregue seu telefone celular nas mãos de terceiros durante entrevistas e não permita que realizem cadastros posicionando a câmera para o seu rosto.
  • Ação imediata: Caso note qualquer procedimento estranho, interrompa a entrevista na mesma hora, afaste-se e entre em contato imediato com o seu banco para bloquear operações ou consultar transferências desconhecidas.

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Investigada usava dados e reconhecimento facial durante falsas entrevistas para financiar veículos; ela não residia no estado e foi flagrada após alerta de instituição financeira.

Uma mulher foi presa em flagrante nesta quinta-feira (17) em Sergipe, acusada de liderar um esquema estelionatário conhecido como o “golpe do falso emprego”. De acordo com as apurações da Polícia Civil, a suspeita já causou um prejuízo estimado em R$ 290 mil a pelo menos duas vítimas identificadas na capital sergipana, Aracaju.

A ação policial foi deflagrada pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) após os investigadores serem notificados pelo setor antifraudes de uma instituição financeira, que detectou movimentações atípicas e suspeitas em contas locais. Segundo o delegado Érico Xavier, as investigações apontam que a mulher não reside em Sergipe e viajou ao estado exclusivamente para praticar as fraudes. Após a abordagem, a suspeita foi conduzida à sede da Polícia Federal no estado, onde a prisão em flagrante foi oficializada.

Como funcionava o golpe

O esquema criminoso se baseava em engenharia social e exploração da vulnerabilidade de quem busca inserção no mercado de trabalho. A dinâmica ocorria da seguinte forma:

  • A atração: A golpista anunciava falsas oportunidades de trabalho e convocava os interessados para etapas presenciais de entrevista.
  • A coleta de dados: Durante o falso processo seletivo, as vítimas eram induzidas a fornecer dados pessoais sensíveis sob o pretexto de “cadastro na empresa”.
  • A biometria fraudulenta: O ponto crítico do golpe ocorria quando a suspeita solicitava que os candidatos realizassem o reconhecimento facial (biometria) diretamente em aplicativos bancários.
  • O prejuízo: Com a validação facial da própria vítima, a criminosa conseguia invadir e acessar serviços financeiros, utilizando o crédito em nome dos candidatos para aprovar o financiamento de veículos.

Alerta e Prevenção

O delegado André Baronto, que também atua nas investigações, ressaltou que os cibercriminosos estão aperfeiçoando suas táticas. Para evitar novas vítimas, a DRCC listou recomendações de segurança essenciais para processos seletivos:

  • Desconfie de biometria: A exigência de reconhecimento facial por parte do recrutador não é um procedimento padrão em entrevistas de emprego e deve ser tratada como forte indício de golpe.
  • Checagem prévia: Verifique a existência legal da empresa e confirme, por canais oficiais, se a vaga oferecida é verdadeira antes de repassar qualquer documento.
  • Controle do aparelho: Nunca entregue seu telefone celular nas mãos de terceiros durante entrevistas e não permita que realizem cadastros posicionando a câmera para o seu rosto.
  • Ação imediata: Caso note qualquer procedimento estranho, interrompa a entrevista na mesma hora, afaste-se e entre em contato imediato com o seu banco para bloquear operações ou consultar transferências desconhecidas.

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