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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Policial

“Golpe do Motel”: Polícia prende quadrilha que extorquia vítimas após filmá-las em motéis

Esquema era coordenado de dentro de presídios em Charqueadas (RS). Criminosos exigiam até R$ 15 mil via Pix para não expor supostas traições aos familiares das vítimas. Leia também Crime no Santos Dumont: Homem é indiciado por matar colega de trabalho a pauladas dentro de madeireira em Aracaju A Polícia Civil do Rio Grande do […]

02/11/2025 · 12h57 · Atualizado às 19h03
“Golpe do Motel”: Polícia prende quadrilha que extorquia vítimas após filmá-las em motéis

Esquema era coordenado de dentro de presídios em Charqueadas (RS). Criminosos exigiam até R$ 15 mil via Pix para não expor supostas traições aos familiares das vítimas.

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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) deflagrou, nesta sexta-feira (31), uma operação contra uma organização criminosa especializada no “Golpe do Motel”. O grupo extorquia vítimas após fotografar e filmar seus veículos na saída de motéis em Porto Alegre e na Região Metropolitana.

Três pessoas foram presas preventivamente durante a ação nos municípios de Eldorado do Sul, São Leopoldo e Charqueadas.

Como funcionava o golpe

Segundo a investigação, o grupo focava em veículos, principalmente de alto padrão, e registrava imagens na entrada e saída dos estabelecimentos. De posse das placas, os criminosos utilizavam técnicas de engenharia social e aplicativos para obter dados pessoais dos proprietários, como nome completo, número de telefone e até informações sobre seus familiares.

Em seguida, os golpistas entravam em contato com as vítimas, majoritariamente via WhatsApp, e se passavam por detetives particulares. Eles alegavam terem sido contratados pelos respectivos cônjuges para investigar uma suposta traição.

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Para garantir o silêncio e não expor o material fotográfico aos familiares, o grupo exigia pagamentos via Pix. Os valores cobrados chegavam a R$ 15 mil por vítima.

Coordenação de dentro da prisão

A investigação apontou que operadores externos estavam diretamente conectados a núcleos de criminosos que já estavam presos em diferentes unidades prisionais na cidade de Charqueadas.

O coordenador técnico do golpe, segundo a polícia, é um detento de 32 anos, preso desde 2016. De dentro da prisão, ele era o responsável por realizar as consultas dos dados dos veículos e dos proprietários. O investigado possui uma extensa ficha criminal, com passagens por extorsão, estelionato, homicídio, roubo de veículo e porte ilegal de arma de fogo.

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Em outra unidade prisional de Charqueadas, a investigação identificou um segundo núcleo que operava a partir de uma única cela, onde três detentos atuavam em conjunto na execução das extorsões.

Esta é a segunda fase da operação. Ao todo, oito pessoas já foram presas suspeitas de envolvimento no esquema.


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Esquema era coordenado de dentro de presídios em Charqueadas (RS). Criminosos exigiam até R$ 15 mil via Pix para não expor supostas traições aos familiares das vítimas.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) deflagrou, nesta sexta-feira (31), uma operação contra uma organização criminosa especializada no “Golpe do Motel”. O grupo extorquia vítimas após fotografar e filmar seus veículos na saída de motéis em Porto Alegre e na Região Metropolitana.

Três pessoas foram presas preventivamente durante a ação nos municípios de Eldorado do Sul, São Leopoldo e Charqueadas.

Como funcionava o golpe

Segundo a investigação, o grupo focava em veículos, principalmente de alto padrão, e registrava imagens na entrada e saída dos estabelecimentos. De posse das placas, os criminosos utilizavam técnicas de engenharia social e aplicativos para obter dados pessoais dos proprietários, como nome completo, número de telefone e até informações sobre seus familiares.

Em seguida, os golpistas entravam em contato com as vítimas, majoritariamente via WhatsApp, e se passavam por detetives particulares. Eles alegavam terem sido contratados pelos respectivos cônjuges para investigar uma suposta traição.

Para garantir o silêncio e não expor o material fotográfico aos familiares, o grupo exigia pagamentos via Pix. Os valores cobrados chegavam a R$ 15 mil por vítima.

Coordenação de dentro da prisão

A investigação apontou que operadores externos estavam diretamente conectados a núcleos de criminosos que já estavam presos em diferentes unidades prisionais na cidade de Charqueadas.

O coordenador técnico do golpe, segundo a polícia, é um detento de 32 anos, preso desde 2016. De dentro da prisão, ele era o responsável por realizar as consultas dos dados dos veículos e dos proprietários. O investigado possui uma extensa ficha criminal, com passagens por extorsão, estelionato, homicídio, roubo de veículo e porte ilegal de arma de fogo.

Em outra unidade prisional de Charqueadas, a investigação identificou um segundo núcleo que operava a partir de uma única cela, onde três detentos atuavam em conjunto na execução das extorsões.

Esta é a segunda fase da operação. Ao todo, oito pessoas já foram presas suspeitas de envolvimento no esquema.


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