Criminosos usam jogos online e redes sociais para ganhar a confiança de crianças e adolescentes e coletar dados pessoais. Promessas de presentes, convites para chats privados e pedidos de imagens indicam risco.
Golpistas usam conversas em jogos online e redes sociais para conquistar a confiança de crianças e adolescentes, coletar informações pessoais e tentar chegar aos pais e responsáveis, conforme alerta do Santander. As abordagens passam por falsas amizades, promessas de presentes e ofertas de vantagens nos games, iniciando em partidas, chats e comunidades.
À medida que a interação avança, criminosos podem solicitar dados, pedir imagens ou insistir para que a conversa continue em outro aplicativo. Essas táticas exploram a chamada engenharia social — manipulação para obter informações ou induzir ações — e atingem com particular facilidade públicos em desenvolvimento, como crianças e adolescentes.
Conforme Leandro Granja, responsável pela segurança da informação do Santander, crianças e adolescentes ainda estão desenvolvendo a capacidade de avaliar riscos e reconhecer tentativas de manipulação. Nos jogos, a aproximação pode ocorrer por meio de ofertas de itens virtuais ou recompensas exclusivas. Nas redes sociais, perfis falsos e mensagens privadas ajudam a criar uma relação de proximidade que abre caminho para pedidos indevidos.
O alerta descreve diferenças conforme a faixa etária: personagens, brindes e promessas de acesso a jogos têm maior apelo para crianças; adolescentes ficam sujeitos a abordagens que exploram pressão de grupo, preocupação com reputação e relacionamentos virtuais, com risco de chantagem e extorsão. Ferramentas de inteligência artificial podem tornar essas interações mais convincentes, permitindo mensagens personalizadas, imagens falsas e imitação de vozes — recursos que podem ser usados para simular emergências ou pedidos de alguém conhecido.
Sinais de alerta
- Exigência de segredo: a outra pessoa pede que a criança esconda a conversa ou determinada situação dos responsáveis.
- Pressão para agir imediatamente: mensagens impõem prazos curtos ou ameaçam retirar uma oportunidade caso a vítima não responda.
- Recompensas em troca de ação: presentes, dinheiro ou itens de jogos são oferecidos mediante o envio de informações, imagens ou o cumprimento de um pedido.
- Mudanças no comportamento: medo, isolamento, ansiedade ou preocupação excessiva com uma conversa podem indicar que o contato precisa ser acompanhado.
- Insistência para mudar de aplicativo: alguém conhecido em um jogo ou rede social tenta levar a interação para outro canal de comunicação.
A presença desses sinais recomenda que os pais ou responsáveis conversem com a criança ou o adolescente para compreender o contexto da interação. Pedidos estranhos, urgentes ou secretos devem ser verificados com um adulto de confiança.
Como as famílias podem se proteger
- Revisar configurações de privacidade: ajustar controles das contas para limitar quem vê informações e publicações.
- Reduzir exposição pública de informações: evitar divulgar dados pessoais, rotinas ou localizações em perfis.
- Acompanhar contatos adicionados: verificar quem entra na lista de amigos ou seguidores das crianças.
- Orientar sobre envio de conteúdo: alertar que fotos, vídeos e dados pessoais não devem ser enviados a desconhecidos.
- Encerrar interações desconfortáveis: ensinar a bloquear contatos e usar mecanismos de denúncia das plataformas.
Em suma, diálogo constante, supervisão das contas e manutenção de limites digitais são as recomendações centrais para reduzir riscos e proteger crianças e adolescentes nas interações online.
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