O clima político em Sergipe esquentou definitivamente nesta terça-feira (7). O governador Fábio Mitidieri confirmou a saída de Débora Dias do comando da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas. A mudança, embora administrativa, é uma resposta direta ao rompimento político com o ex-governador Belivaldo Chagas, que se consolidou após a ida de Priscila Felizola (filha de Belivaldo) para o partido Republicanos, sinalizando um caminho oposto ao do atual governo.
Débora Dias era considerada uma indicação da cota pessoal e política de Belivaldo dentro da estrutura estadual. Sua saída é vista por analistas como o início de uma “desbolsonarização” — ou melhor, uma “desbelivaldização” — da máquina pública, onde o governador busca cercar-se apenas de aliados que garantam fidelidade para o projeto de reeleição ou sucessão em 2026.
O Próximo Alvo: Simão Dias
Com a queda da primeira peça no primeiro escalão, os olhos da política sergipana se voltam agora para os cargos de segundo e terceiro escalão, especialmente aqueles vinculados ao município de Simão Dias. Como base eleitoral e terra natal de Belivaldo, a cidade possui diversos cargos em comissão em órgãos estaduais que ainda são ocupados por aliados do ex-governador. A expectativa é de que uma “limpeza” ocorra nos próximos dias, atingindo diretorias regionais e postos de confiança, em uma estratégia de enfraquecimento das bases de apoio de Belivaldo Chagas na região Centro-Sul.
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