O Governo de Sergipe, acompanhado pela Iguá Saneamento e pela Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), apresentou nesta terça-feira, 14, um plano de ações para reforçar o abastecimento de água em todo o estado. As medidas foram detalhadas em coletiva de imprensa e incluem metas, cronograma de obras e investimentos que, somados, ultrapassarão R$ 1 bilhão até 2026.
Segundo os órgãos envolvidos, o pacote combina intervenções realizadas pela concessão sob responsabilidade da Iguá e obras estruturantes executadas pelo Estado, por meio da Deso. O governador Fábio Mitidieri participou da apresentação e destacou a importância de tornar os projetos visíveis à população, com indicação clara de onde as obras ocorrem, prazos de conclusão e os beneficiados.
O programa prevê obras emergenciais em municípios como Itabaiana, Moita Bonita, Porto da Folha, Poço Redondo, Riachão do Dantas e Lagarto. Essas intervenções somam, conforme divulgado, cerca de R$ 34 milhões, abrangendo a implantação de 59 quilômetros de adutoras e com impacto direto estimado para mais de 70 mil moradores.
Também foram mencionadas ações do chamado Plano de 100 dias, composto por mais de 60 obras distribuídas em mais de 25 municípios, além do Plano Verão, que reúne 20 intervenções direcionadas ao reforço dos sistemas de produção e distribuição de água.
O Governo informou ainda que mantém obras estruturantes cujo valor acumulado chega a R$ 458,3 milhões. Essas iniciativas contemplam aproximadamente 25 municípios e tendem a beneficiar cerca de 922 mil pessoas. Entre os projetos de maior vulto está a adutora do alto sertão, com previsão de conclusão em 2026.
Luciano Góes, diretor-presidente da Deso, afirmou que as intervenções representam ações aguardadas há anos e que devem ampliar a oferta de água e aumentar a segurança hídrica, especialmente nas regiões do sertão. Por sua vez, Fernando Vieira, diretor-presidente da Iguá Sergipe, anunciou a criação de uma plataforma de transparência para que cidadãos acompanhem o avanço das obras em suas cidades.

Vieira detalhou o cronograma financeiro e operacional: já foram aplicados cerca de R$ 250 milhões e a projeção é ultrapassar R$ 500 milhões ainda neste ano. As etapas previstas passam pela redução do rodízio, ampliação da distribuição e, por fim, a regularização do abastecimento. A previsão apontada é que a solução definitiva — com fornecimento 24 horas e pressão adequada — ocorra em até três anos.
Entre as ações em curso estão a operação de um Centro de Controle Operacional que monitora cerca de 90% do volume distribuído, implantação de reservatórios e estações elevatórias, e a ampliação da tarifa social, medida que pode alcançar mais de 100 mil famílias.
Os órgãos afirmaram que a fiscalização das obras será intensificada, com visitas in loco para acompanhar prazos e garantir a entrega dos serviços anunciados.
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