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Aracaju, Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
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Política

Governo envia PEC que zera tarifa do transporte coletivo aos fins de semana

Governo enviou ao Congresso PEC que prevê tarifa zero no transporte coletivo aos fins de semana, com parte das emendas impositivas para custear o benefício.

21/10/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h47
Governo envia PEC que zera tarifa do transporte coletivo aos fins de semana

O Governo Federal enviou nesta quarta-feira (21) ao Congresso uma proposta que prevê transporte coletivo gratuito nos fins de semana em todo o país. A proposta foi apresentada como uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que destina parte das emendas parlamentares para arcar com os custos do benefício.

O presidente Lula afirmou esperar que a medida seja votada ainda este ano. A assinatura do texto da PEC ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, segundo o anúncio feito durante o evento.

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“Os parlamentares, mesmo aqueles que não gostam de nós, que são da oposição, irão de convir que, é melhor pegar uma parte da emenda e fazer com o que povo tenha um pouco de respeito e dignidade, do que ficar gastando o dinheiro da forma que ele bem entende. E eu espero que a gente vote ainda este ano, para não deixar as coisas pra depois”.

No pronunciamento, foi explicado que a proposta pretende destinar parte das emendas parlamentares — as chamadas emendas impositivas individuais e de bancada — para custear a gratuidade do transporte coletivo aos finais de semana e feriados. A medida é apresentada como forma de ampliar o acesso de trabalhadores e trabalhadoras aos dias de descanso, em especial após o fim da escala 6×1.

“O fim da escala 6×1 está garantindo à sociedade brasileira dois dias de descanso no final de semana. É justo que a gente faça com o que o transporte seja gratuito no final de semana e feriado, para que essas pessoas, ao terem tempo pra descansar, possam visitar um parente, possa visitar um grupo de amigos, e também receber as visitas. E, muitas vezes, as pessoas ficam em casa no domingo, não conseguem sair de casa, porque não têm o dinheiro da condução”.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, detalhou o percentual das verbas que serão destinadas ao custeio.

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“Destinar a parcela, das emendas impositivas que estão no orçamento, para o transporte coletivo, para a tarifa zero, especialmente aos fins de semana e feriados. A proposta é que um percentual das emendas seja canalizado automaticamente pro custeio desse serviço. E, com muito respeito ao Congresso Nacional, com diálogo, é uma qualificação, é dar qualidade às emendas parlamentares”.

Segundo o Executivo, o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 prevê mais de R$ 44 bilhões em emendas parlamentares de execução obrigatória. Pela PEC, cerca de R$ 12 bilhões seriam destinados ao custeio da gratuidade do transporte público. Ainda conforme o texto apresentado, pelo menos 26,8% das verbas obrigatórias enviadas ao Congresso serão canalizadas para esse fim.

Por se tratar de uma PEC, o texto precisa ser analisado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, com votação em dois turnos em cada casa. Na Câmara, a medida precisa do apoio de pelo menos 308 dos 513 deputados em cada turno; no Senado, necessita do voto favorável de 49 dos 81 senadores.

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O envio da proposta ao Congresso marca o início do processo legislativo para transformar a proposta em regra constitucional, caso atenda às maiorias qualificadas previstas. O debate nas casas legislativas definirá prazos e eventuais ajustes ao texto original.

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O Governo Federal enviou nesta quarta-feira (21) ao Congresso uma proposta que prevê transporte coletivo gratuito nos fins de semana em todo o país. A proposta foi apresentada como uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que destina parte das emendas parlamentares para arcar com os custos do benefício.

O presidente Lula afirmou esperar que a medida seja votada ainda este ano. A assinatura do texto da PEC ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, segundo o anúncio feito durante o evento.

“Os parlamentares, mesmo aqueles que não gostam de nós, que são da oposição, irão de convir que, é melhor pegar uma parte da emenda e fazer com o que povo tenha um pouco de respeito e dignidade, do que ficar gastando o dinheiro da forma que ele bem entende. E eu espero que a gente vote ainda este ano, para não deixar as coisas pra depois”.

No pronunciamento, foi explicado que a proposta pretende destinar parte das emendas parlamentares — as chamadas emendas impositivas individuais e de bancada — para custear a gratuidade do transporte coletivo aos finais de semana e feriados. A medida é apresentada como forma de ampliar o acesso de trabalhadores e trabalhadoras aos dias de descanso, em especial após o fim da escala 6×1.

“O fim da escala 6×1 está garantindo à sociedade brasileira dois dias de descanso no final de semana. É justo que a gente faça com o que o transporte seja gratuito no final de semana e feriado, para que essas pessoas, ao terem tempo pra descansar, possam visitar um parente, possa visitar um grupo de amigos, e também receber as visitas. E, muitas vezes, as pessoas ficam em casa no domingo, não conseguem sair de casa, porque não têm o dinheiro da condução”.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, detalhou o percentual das verbas que serão destinadas ao custeio.

“Destinar a parcela, das emendas impositivas que estão no orçamento, para o transporte coletivo, para a tarifa zero, especialmente aos fins de semana e feriados. A proposta é que um percentual das emendas seja canalizado automaticamente pro custeio desse serviço. E, com muito respeito ao Congresso Nacional, com diálogo, é uma qualificação, é dar qualidade às emendas parlamentares”.

Segundo o Executivo, o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 prevê mais de R$ 44 bilhões em emendas parlamentares de execução obrigatória. Pela PEC, cerca de R$ 12 bilhões seriam destinados ao custeio da gratuidade do transporte público. Ainda conforme o texto apresentado, pelo menos 26,8% das verbas obrigatórias enviadas ao Congresso serão canalizadas para esse fim.

Por se tratar de uma PEC, o texto precisa ser analisado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, com votação em dois turnos em cada casa. Na Câmara, a medida precisa do apoio de pelo menos 308 dos 513 deputados em cada turno; no Senado, necessita do voto favorável de 49 dos 81 senadores.

O envio da proposta ao Congresso marca o início do processo legislativo para transformar a proposta em regra constitucional, caso atenda às maiorias qualificadas previstas. O debate nas casas legislativas definirá prazos e eventuais ajustes ao texto original.

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