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Economia

Governo prevê arrecadar R$ 4,4 bilhões com taxação de fintechs, casas de apostas e JCP

A equipe econômica projeta um incremento de R$ 4,4 bilhões na arrecadação de 2026 decorrente do aumento de tributos sobre fintechs, casas de apostas...

26/03/2026 · 09h28 · Atualizado às 19h07
Governo prevê arrecadar R$ 4,4 bilhões com taxação de fintechs, casas de apostas e JCP

A equipe econômica projeta um incremento de R$ 4,4 bilhões na arrecadação de 2026 decorrente do aumento de tributos sobre fintechs, casas de apostas online (bets) e os juros sobre capital próprio (JCP). A estimativa consta do primeiro Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do ano, encaminhado ao Congresso Nacional na terça-feira (24).

Alterações na tributação

A legislação aprovada pelo Parlamento em dezembro de 2025 elevou alíquotas em diferentes frentes. No caso das apostas online, a alíquota subiu de 12% para 15%. Para os JCP, o Imposto de Renda passou de 15% para 17,5%. Já para fintechs e outras instituições financeiras foi previsto aumento gradual da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), alcançando 20% a partir de 2028, conforme o tipo de instituição.

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Origem da receita adicional

O relatório da Receita Federal detalha a composição do ganho esperado em 2026:

  • R$ 3,1 bilhões: Imposto de Renda sobre JCP;
  • R$ 1,1 bilhão: CSLL de fintechs e instituições financeiras;
  • R$ 260 milhões: tributos sobre bets.

O total estimado dessas medidas é de R$ 4,4 bilhões.

Corte de benefícios fiscais

Além do aumento de tributos, o governo reduziu em cerca de 10% incentivos fiscais relacionados a tributos como PIS e Cofins. A Receita Federal estima que essa redução de benefícios eleve a arrecadação federal em R$ 16,5 bilhões neste ano.

Combinadas, as elevações de tributos e a redução de incentivos fiscais devem gerar um efeito de R$ 20,9 bilhões em 2026.

Situação das contas públicas

Mesmo com o reforço de receitas, a projeção do governo aponta para um superávit primário de R$ 3,5 bilhões em 2026, sem considerar precatórios e gastos excluídos do arcabouço fiscal. Esse valor fica abaixo do centro da meta fiscal, fixado em superávit de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

Ao incluir precatórios e despesas com defesa, saúde e educação que estão fora do arcabouço, a previsão passa a ser de déficit primário de R$ 59,8 bilhões.

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O relatório também informa que as despesas primárias sujeitas ao limite do arcabouço alcançaram R$ 2,394 trilhões no primeiro bimestre, acima do teto de R$ 2,392 trilhões.

Bloqueio de despesas e motivadores

Para cumprir os limites do arcabouço fiscal, a equipe econômica bloqueou R$ 1,6 bilhão em despesas discricionárias. Segundo o documento, o bloqueio foi necessário após aumento nas despesas obrigatórias, impulsionado principalmente por:

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  • R$ 1,6 bilhão: Previdência Social;
  • R$ 1,9 bilhão: Benefício de Prestação Continuada (BPC);
  • R$ 1,4 bilhão: Programa Nacional de Alimentação Escolar.

O detalhamento do bloqueio por órgãos será publicado em decreto previsto para o fim de março.

Projeções macroeconômicas

O relatório atualizou as previsões econômicas: crescimento do PIB de 2,33% em 2026, ante 2,44% previsto no Orçamento, e inflação medida pelo IPCA de 3,74%, acima da estimativa anterior de 3,6%. O governo também elevou a previsão de receitas com royalties de petróleo em R$ 16,7 bilhões e reduziu a estimativa de arrecadação administrada pela Receita Federal em R$ 8,6 bilhões.

Com informações de Agência Brasil

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A equipe econômica projeta um incremento de R$ 4,4 bilhões na arrecadação de 2026 decorrente do aumento de tributos sobre fintechs, casas de apostas online (bets) e os juros sobre capital próprio (JCP). A estimativa consta do primeiro Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do ano, encaminhado ao Congresso Nacional na terça-feira (24).

Alterações na tributação

A legislação aprovada pelo Parlamento em dezembro de 2025 elevou alíquotas em diferentes frentes. No caso das apostas online, a alíquota subiu de 12% para 15%. Para os JCP, o Imposto de Renda passou de 15% para 17,5%. Já para fintechs e outras instituições financeiras foi previsto aumento gradual da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), alcançando 20% a partir de 2028, conforme o tipo de instituição.

Origem da receita adicional

O relatório da Receita Federal detalha a composição do ganho esperado em 2026:

  • R$ 3,1 bilhões: Imposto de Renda sobre JCP;
  • R$ 1,1 bilhão: CSLL de fintechs e instituições financeiras;
  • R$ 260 milhões: tributos sobre bets.

O total estimado dessas medidas é de R$ 4,4 bilhões.

Corte de benefícios fiscais

Além do aumento de tributos, o governo reduziu em cerca de 10% incentivos fiscais relacionados a tributos como PIS e Cofins. A Receita Federal estima que essa redução de benefícios eleve a arrecadação federal em R$ 16,5 bilhões neste ano.

Combinadas, as elevações de tributos e a redução de incentivos fiscais devem gerar um efeito de R$ 20,9 bilhões em 2026.

Situação das contas públicas

Mesmo com o reforço de receitas, a projeção do governo aponta para um superávit primário de R$ 3,5 bilhões em 2026, sem considerar precatórios e gastos excluídos do arcabouço fiscal. Esse valor fica abaixo do centro da meta fiscal, fixado em superávit de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

Ao incluir precatórios e despesas com defesa, saúde e educação que estão fora do arcabouço, a previsão passa a ser de déficit primário de R$ 59,8 bilhões.

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O relatório também informa que as despesas primárias sujeitas ao limite do arcabouço alcançaram R$ 2,394 trilhões no primeiro bimestre, acima do teto de R$ 2,392 trilhões.

Bloqueio de despesas e motivadores

Para cumprir os limites do arcabouço fiscal, a equipe econômica bloqueou R$ 1,6 bilhão em despesas discricionárias. Segundo o documento, o bloqueio foi necessário após aumento nas despesas obrigatórias, impulsionado principalmente por:

  • R$ 1,6 bilhão: Previdência Social;
  • R$ 1,9 bilhão: Benefício de Prestação Continuada (BPC);
  • R$ 1,4 bilhão: Programa Nacional de Alimentação Escolar.

O detalhamento do bloqueio por órgãos será publicado em decreto previsto para o fim de março.

Projeções macroeconômicas

O relatório atualizou as previsões econômicas: crescimento do PIB de 2,33% em 2026, ante 2,44% previsto no Orçamento, e inflação medida pelo IPCA de 3,74%, acima da estimativa anterior de 3,6%. O governo também elevou a previsão de receitas com royalties de petróleo em R$ 16,7 bilhões e reduziu a estimativa de arrecadação administrada pela Receita Federal em R$ 8,6 bilhões.

Com informações de Agência Brasil

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