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Aracaju, Terça-feira, 7 de julho de 2026
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Governo projeta R$ 2,8 trilhões para combustíveis fósseis até 2035

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Governo projeta R$ 2,8 trilhões para combustíveis fósseis até 2035

Governo projeta R$ 2,8 trilhões para combustíveis fósseis no PDE 2035.

07/07/2026 · 14h42
Governo projeta R$ 2,8 trilhões para combustíveis fósseis até 2035

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O Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035, aprovado pelo governo federal, estima um investimento total de R$ 3,5 trilhões no setor de energia nos próximos dez anos. Desse montante, R$ 2,8 trilhões serão direcionados para o segmento de petróleo e gás natural, representando 80% do total projetado.

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O PDE, elaborado anualmente pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), fornece uma visão sobre a evolução da oferta e da demanda de energia no Brasil. A nova versão do documento foi publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira, dia 2 de julho de 2026.

De acordo com o plano, a exploração e produção de petróleo e gás natural concentrará 74% dos investimentos em energia, totalizando R$ 2,6 trilhões até 2035. Para a matriz elétrica, que deverá manter uma renovabilidade entre 88% e 94%, o PDE prevê aportes de R$ 596 bilhões. Dentro desse valor, estão inclusos R$ 38 bilhões para baterias, R$ 79 bilhões para energia eólica, R$ 54 bilhões para energia hidráulica, R$ 36 bilhões para solar e R$ 115 bilhões para biocombustíveis.

O plano também estima R$ 117 bilhões em investimentos em infraestrutura de transmissão, considerada uma das principais dificuldades do sistema elétrico brasileiro. A EPE aponta que todas as fontes de energia renovável devem avançar, com investimentos projetados de R$ 106 bilhões para a Micro e Minigeração Distribuída (MMGD), alcançando 78 GW até 2035 e correspondendo a 21,8% da matriz elétrica nacional.

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Os sistemas MMGD referem-se a pequenas instalações de geração solar ou eólica em residências, comércios e indústrias. Especialistas do setor elétrico veem essa expansão como uma potencial ameaça, uma vez que pode contribuir para o curtailment, ou seja, a limitação da geração de energia quando a oferta supera a demanda.

“O armazenamento é um destaque importante da expansão indicativa do Sistema Interligado Nacional no PDE 2035, de modo que em 2028 verifica-se a expansão de pouco mais de 600 MW e chegando a 6,6 GW em 2035”, afirma o estudo.

Para as tecnologias de armazenamento, que foram incluídas no foco do setor após o primeiro leilão de baterias do país, o PDE estima uma capacidade instalada entre 6 a 7 GW até 2035. A previsão é que essa modalidade seja implementada na rede brasileira a partir de 2028.

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A EPE também projeta um crescimento médio de 3,3% no consumo de energia elétrica no país nos próximos dez anos. O consumo nas residências deve aumentar 3% ao ano, atingindo uma média de 233 kWh/mês até 2035. Já o setor industrial deve registrar um crescimento médio anual de 2,8%. O estudo também prevê um crescimento significativo na capacidade instalada para data centers, passando de 2,5 GW para 26,3 GW, impulsionado pela digitalização e inteligência artificial.

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O Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035, aprovado pelo governo federal, estima um investimento total de R$ 3,5 trilhões no setor de energia nos próximos dez anos. Desse montante, R$ 2,8 trilhões serão direcionados para o segmento de petróleo e gás natural, representando 80% do total projetado.

O PDE, elaborado anualmente pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), fornece uma visão sobre a evolução da oferta e da demanda de energia no Brasil. A nova versão do documento foi publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira, dia 2 de julho de 2026.

De acordo com o plano, a exploração e produção de petróleo e gás natural concentrará 74% dos investimentos em energia, totalizando R$ 2,6 trilhões até 2035. Para a matriz elétrica, que deverá manter uma renovabilidade entre 88% e 94%, o PDE prevê aportes de R$ 596 bilhões. Dentro desse valor, estão inclusos R$ 38 bilhões para baterias, R$ 79 bilhões para energia eólica, R$ 54 bilhões para energia hidráulica, R$ 36 bilhões para solar e R$ 115 bilhões para biocombustíveis.

O plano também estima R$ 117 bilhões em investimentos em infraestrutura de transmissão, considerada uma das principais dificuldades do sistema elétrico brasileiro. A EPE aponta que todas as fontes de energia renovável devem avançar, com investimentos projetados de R$ 106 bilhões para a Micro e Minigeração Distribuída (MMGD), alcançando 78 GW até 2035 e correspondendo a 21,8% da matriz elétrica nacional.

Os sistemas MMGD referem-se a pequenas instalações de geração solar ou eólica em residências, comércios e indústrias. Especialistas do setor elétrico veem essa expansão como uma potencial ameaça, uma vez que pode contribuir para o curtailment, ou seja, a limitação da geração de energia quando a oferta supera a demanda.

“O armazenamento é um destaque importante da expansão indicativa do Sistema Interligado Nacional no PDE 2035, de modo que em 2028 verifica-se a expansão de pouco mais de 600 MW e chegando a 6,6 GW em 2035”, afirma o estudo.

Para as tecnologias de armazenamento, que foram incluídas no foco do setor após o primeiro leilão de baterias do país, o PDE estima uma capacidade instalada entre 6 a 7 GW até 2035. A previsão é que essa modalidade seja implementada na rede brasileira a partir de 2028.

A EPE também projeta um crescimento médio de 3,3% no consumo de energia elétrica no país nos próximos dez anos. O consumo nas residências deve aumentar 3% ao ano, atingindo uma média de 233 kWh/mês até 2035. Já o setor industrial deve registrar um crescimento médio anual de 2,8%. O estudo também prevê um crescimento significativo na capacidade instalada para data centers, passando de 2,5 GW para 26,3 GW, impulsionado pela digitalização e inteligência artificial.

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