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Governo reconhece tarifas dos EUA como problema, mas não como estrutural

Economia

Governo reconhece tarifas dos EUA como problema, mas não como estrutural

Governo brasileiro reconhece tarifas dos EUA como problema, mas não como estrutural.

17/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h12
Governo reconhece tarifas dos EUA como problema, mas não como estrutural

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A tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos segue em escalada, com a postura do governo brasileiro em relação ao tarifaço imposto por Washington sendo um dos principais obstáculos para avanços nas negociações. Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional, afirma que o governo brasileiro reconhece as tarifas americanas como um problema, mas não as trata como uma questão estrutural.

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Segundo Aragão, a situação tende a piorar antes de melhorar, já que não há abertura para uma nova rodada de negociações neste momento. “Não tem abertura para uma nova negociação nesse momento”, declarou. Ele explica que, do lado americano, qualquer nova rodada exigiria concessões significativas do Brasil em troca de uma redução de apenas cerca de 10 pontos percentuais nas tarifas.

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Para o analista, a melhor alternativa disponível é a negociação caso a caso, em que cada empresa constrói sua própria narrativa para justificar uma eventual isenção tarifária. Ele avalia que o governo brasileiro minimiza o impacto das tarifas, já que os Estados Unidos representam cerca de 10% das exportações globais brasileiras, das quais quase 60% já são isentas. “No final das contas, 4% é tarifado”, observou.

Essa percepção leva o governo a tratar o problema como algo gerenciável, e não como uma crise estrutural, ao contrário do que ocorre com o México. Aragão alerta que o cenário pode se agravar quando Trump voltar a atenção para o Brasil: “Quando ele lembrar, vai ser para tomar uma decisão ativa, que dificilmente vai ser positiva se o governo brasileiro não tentar ativamente buscar algo positivo”, avaliou.

Segundo ele, nos intervalos, a agenda americana se volta para outros temas, como Irã ou questões internas, mas o retorno da atenção tende a vir acompanhado de medidas concretas.

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Segundo Aragão, a situação tende a piorar antes de melhorar, já que não há abertura para uma nova rodada de negociações neste momento. “Não tem abertura para uma nova negociação nesse momento”, declarou. Ele explica que, do lado americano, qualquer nova rodada exigiria concessões significativas do Brasil em troca de uma redução de apenas cerca de 10 pontos percentuais nas tarifas.

Para o analista, a melhor alternativa disponível é a negociação caso a caso, em que cada empresa constrói sua própria narrativa para justificar uma eventual isenção tarifária. Ele avalia que o governo brasileiro minimiza o impacto das tarifas, já que os Estados Unidos representam cerca de 10% das exportações globais brasileiras, das quais quase 60% já são isentas. “No final das contas, 4% é tarifado”, observou.

Essa percepção leva o governo a tratar o problema como algo gerenciável, e não como uma crise estrutural, ao contrário do que ocorre com o México. Aragão alerta que o cenário pode se agravar quando Trump voltar a atenção para o Brasil: “Quando ele lembrar, vai ser para tomar uma decisão ativa, que dificilmente vai ser positiva se o governo brasileiro não tentar ativamente buscar algo positivo”, avaliou.

Segundo ele, nos intervalos, a agenda americana se volta para outros temas, como Irã ou questões internas, mas o retorno da atenção tende a vir acompanhado de medidas concretas.

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