Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 16 de julho de 2026
Pular para o conteúdo

Isenções preservam bilhões em exportações do agronegócio brasileiro

Economia

Isenções preservam bilhões em exportações do agronegócio brasileiro

Isenções tarifárias mantêm bilhões em exportações do agronegócio brasileiro para os EUA.

16/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 20h15
Isenções preservam bilhões em exportações do agronegócio brasileiro

Publicidade

As isenções tarifárias anunciadas recentemente têm um papel crucial na preservação de bilhões de dólares em exportações do agronegócio brasileiro. Os Estados Unidos, um dos principais destinos das exportações do setor, adquiriram cerca de US$ 11,4 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Publicidade

Publicidade

Entre os produtos que se beneficiaram das isenções estão o café e a carne bovina, que possuem significativa exposição ao mercado norte-americano. Na safra 2024/25, os EUA importaram 7,47 milhões de sacas de café do Brasil, o que representa 16,4% do total exportado. Essa quantidade de café seria equivalente a uma receita de aproximadamente US$ 2,4 bilhões, embora a cifra seja estimativa, já que o Cecafé não detalha o faturamento por país.

Além do café, a carne bovina também apresenta números expressivos. Os Estados Unidos foram o segundo maior comprador brasileiro entre janeiro e julho de 2025, com exportações de 199,7 mil toneladas, resultando em uma receita de US$ 1,16 bilhão. A isenção tarifária evita uma sobretaxa adicional de 25% sobre esse comércio, que já ultrapassa US$ 1 bilhão por ano.

O suco de laranja é outro produto de destaque que ficou fora da lista de sobretaxas. Os Estados Unidos dependem fortemente das importações de suco de laranja brasileiro. Antes das isenções, a CitrusBR havia projetado que uma tarifa adicional poderia acarretar custos de cerca de US$ 100 milhões anuais, valor que foi evitado com a exclusão dos códigos tarifários.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Por outro lado, produtos que passarão a ser taxados, como o tabaco, têm uma exposição menor, mas ainda significativa. Em 2024, as exportações de tabaco do Brasil para os EUA totalizaram aproximadamente US$ 255 milhões. Uma tarifa de 25% sobre esse fluxo comercial poderia gerar um custo adicional de cerca de US$ 63,8 milhões.

No setor de etanol, as vendas para os EUA somaram US$ 181,8 milhões em 2024. Com uma sobretaxa de 25%, isso representaria uma incidência bruta de aproximadamente US$ 45 milhões. Já no açúcar, a nova tarifa afeta principalmente as usinas do Norte e Nordeste, diminuindo a competitividade brasileira no mercado americano.

As máquinas agrícolas também foram incluídas na lista de produtos que enfrentarão a tarifa adicional de 25%. O setor havia solicitado isenção, argumentando que a cobrança prejudicaria as empresas americanas que importam esses equipamentos do Brasil. Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 38,8 milhões em máquinas agrícolas para os EUA, e a nova tarifa pode resultar em um custo adicional de aproximadamente US$ 9,7 milhões.

Publicidade

Embora o impacto da tarifa nas máquinas agrícolas seja menor em comparação ao café e à carne, pode ser significativo para empresas com contratos específicos no mercado americano. A USTR reconheceu que os fabricantes americanos que dependem desses equipamentos poderão enfrentar aumento de custos ou redução de investimentos.

Em resumo, as isenções tarifárias foram fundamentais para manter fluxos comerciais bilionários em produtos como café, carne bovina e suco de laranja, enquanto os produtos como tabaco, etanol e açúcar poderão enfrentar desafios significativos devido às novas tarifas.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

Publicidade

As isenções tarifárias anunciadas recentemente têm um papel crucial na preservação de bilhões de dólares em exportações do agronegócio brasileiro. Os Estados Unidos, um dos principais destinos das exportações do setor, adquiriram cerca de US$ 11,4 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Entre os produtos que se beneficiaram das isenções estão o café e a carne bovina, que possuem significativa exposição ao mercado norte-americano. Na safra 2024/25, os EUA importaram 7,47 milhões de sacas de café do Brasil, o que representa 16,4% do total exportado. Essa quantidade de café seria equivalente a uma receita de aproximadamente US$ 2,4 bilhões, embora a cifra seja estimativa, já que o Cecafé não detalha o faturamento por país.

Além do café, a carne bovina também apresenta números expressivos. Os Estados Unidos foram o segundo maior comprador brasileiro entre janeiro e julho de 2025, com exportações de 199,7 mil toneladas, resultando em uma receita de US$ 1,16 bilhão. A isenção tarifária evita uma sobretaxa adicional de 25% sobre esse comércio, que já ultrapassa US$ 1 bilhão por ano.

O suco de laranja é outro produto de destaque que ficou fora da lista de sobretaxas. Os Estados Unidos dependem fortemente das importações de suco de laranja brasileiro. Antes das isenções, a CitrusBR havia projetado que uma tarifa adicional poderia acarretar custos de cerca de US$ 100 milhões anuais, valor que foi evitado com a exclusão dos códigos tarifários.

Por outro lado, produtos que passarão a ser taxados, como o tabaco, têm uma exposição menor, mas ainda significativa. Em 2024, as exportações de tabaco do Brasil para os EUA totalizaram aproximadamente US$ 255 milhões. Uma tarifa de 25% sobre esse fluxo comercial poderia gerar um custo adicional de cerca de US$ 63,8 milhões.

No setor de etanol, as vendas para os EUA somaram US$ 181,8 milhões em 2024. Com uma sobretaxa de 25%, isso representaria uma incidência bruta de aproximadamente US$ 45 milhões. Já no açúcar, a nova tarifa afeta principalmente as usinas do Norte e Nordeste, diminuindo a competitividade brasileira no mercado americano.

As máquinas agrícolas também foram incluídas na lista de produtos que enfrentarão a tarifa adicional de 25%. O setor havia solicitado isenção, argumentando que a cobrança prejudicaria as empresas americanas que importam esses equipamentos do Brasil. Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 38,8 milhões em máquinas agrícolas para os EUA, e a nova tarifa pode resultar em um custo adicional de aproximadamente US$ 9,7 milhões.

Embora o impacto da tarifa nas máquinas agrícolas seja menor em comparação ao café e à carne, pode ser significativo para empresas com contratos específicos no mercado americano. A USTR reconheceu que os fabricantes americanos que dependem desses equipamentos poderão enfrentar aumento de custos ou redução de investimentos.

Em resumo, as isenções tarifárias foram fundamentais para manter fluxos comerciais bilionários em produtos como café, carne bovina e suco de laranja, enquanto os produtos como tabaco, etanol e açúcar poderão enfrentar desafios significativos devido às novas tarifas.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA