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Aracaju, Quarta-feira, 17 de junho de 2026
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Grupo de ortopedistas de Sergipe denuncia precarização na assistência do Hospital da Criança

Saúde

Grupo de ortopedistas de Sergipe denuncia precarização na assistência do Hospital da Criança

O Grupo de Ortopedia e Traumatologia de Sergipe (GOTSE) divulgou na última quinta-feira, 3 de julho, uma nota pública à população sergipana denunciando a substituição de sua equipe no Hospital da Criança Dr. José Machado de Souza, em Aracaju, após a mudança na gestão da unidade.

05/07/2025 · 19h22 · Atualizado às 18h54
Grupo de ortopedistas de Sergipe denuncia precarização na assistência do Hospital da Criança

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O Grupo de Ortopedia e Traumatologia de Sergipe (GOTSE) divulgou na última quinta-feira, 3 de julho, uma nota pública à população sergipana denunciando a substituição de sua equipe no Hospital da Criança Dr. José Machado de Souza, em Aracaju, após a mudança na gestão da unidade.

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Segundo a nota, a nova gestão assumida pela empresa Irmandade Boituva de Saúde e Educação solicitou a rescisão do contrato com o GOTSE, responsável até então pelos serviços ortopédicos da unidade.

A equipe afirma que, ao longo dos últimos três anos, realizou mais de 1.200 cirurgias ortopédicas pediátricas e 30 mil atendimentos a crianças de todo o estado, com um corpo clínico de 30 ortopedistas, incluindo sete especialistas em Ortopedia Pediátrica, reconhecidos pela Sociedade Brasileira de Ortopedia (SBOT) e pela Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica (SBOP).

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De acordo com o GOTSE, a nova equipe contratada conta com apenas sete ortopedistas generalistas, sem comprovação de formação em ortopedia pediátrica e sem vínculo anterior com o estado de Sergipe. A nota ainda traz uma denúncia grave sobre a escala de trabalho do novo responsável técnico pela ortopedia infantil, que, segundo apuração do grupo, estaria escalado para 31 plantões noturnos e 15 plantões diurnos no mês de julho, totalizando 544 horas de trabalho. O grupo alerta que esse volume de horas de trabalho é humanamente impossível e compromete seriamente a saúde do profissional e a segurança dos pacientes, contrariando as normas dos Conselhos de Medicina.

Ainda segundo o comunicado, houve tentativas de negociação para a permanência do GOTSE, mas a proposta apresentada pela nova gestão incluía corte de profissionais e redução de valores que, de acordo com avaliação interna, comprometeriam a qualidade do atendimento. A nota reforça que o grupo apresentou uma contraproposta, até então sem resposta oficial.

O GOTSE encerra o comunicado reafirmando seu compromisso com a assistência pediátrica especializada e demonstrando preocupação com a falta de transparência na condução do processo de transição, além do risco de precarização no atendimento ortopédico infantil.

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O Grupo de Ortopedia e Traumatologia de Sergipe (GOTSE) divulgou na última quinta-feira, 3 de julho, uma nota pública à população sergipana denunciando a substituição de sua equipe no Hospital da Criança Dr. José Machado de Souza, em Aracaju, após a mudança na gestão da unidade.

Segundo a nota, a nova gestão assumida pela empresa Irmandade Boituva de Saúde e Educação solicitou a rescisão do contrato com o GOTSE, responsável até então pelos serviços ortopédicos da unidade.

A equipe afirma que, ao longo dos últimos três anos, realizou mais de 1.200 cirurgias ortopédicas pediátricas e 30 mil atendimentos a crianças de todo o estado, com um corpo clínico de 30 ortopedistas, incluindo sete especialistas em Ortopedia Pediátrica, reconhecidos pela Sociedade Brasileira de Ortopedia (SBOT) e pela Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica (SBOP).

De acordo com o GOTSE, a nova equipe contratada conta com apenas sete ortopedistas generalistas, sem comprovação de formação em ortopedia pediátrica e sem vínculo anterior com o estado de Sergipe. A nota ainda traz uma denúncia grave sobre a escala de trabalho do novo responsável técnico pela ortopedia infantil, que, segundo apuração do grupo, estaria escalado para 31 plantões noturnos e 15 plantões diurnos no mês de julho, totalizando 544 horas de trabalho. O grupo alerta que esse volume de horas de trabalho é humanamente impossível e compromete seriamente a saúde do profissional e a segurança dos pacientes, contrariando as normas dos Conselhos de Medicina.

Ainda segundo o comunicado, houve tentativas de negociação para a permanência do GOTSE, mas a proposta apresentada pela nova gestão incluía corte de profissionais e redução de valores que, de acordo com avaliação interna, comprometeriam a qualidade do atendimento. A nota reforça que o grupo apresentou uma contraproposta, até então sem resposta oficial.

O GOTSE encerra o comunicado reafirmando seu compromisso com a assistência pediátrica especializada e demonstrando preocupação com a falta de transparência na condução do processo de transição, além do risco de precarização no atendimento ortopédico infantil.

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