Seja para presidente, governador, senador ou deputados, o Brasil adota dois modelos matemáticos distintos para definir os eleitos; compreenda as regras e a força do voto de legenda.
Nas Eleições 2026, o destino político do Brasil será traçado nas urnas, mas você sabe exatamente como o seu voto se transforma em um mandato político? A Justiça Eleitoral brasileira utiliza dois modelos distintos para a contagem dos votos e a definição dos eleitos: o sistema majoritário e o sistema proporcional. Compreender a diferença entre eles é o primeiro passo para o exercício consciente da cidadania, já que a forma de preenchimento das vagas muda drasticamente de acordo com o cargo em disputa.
O sistema majoritário é o formato mais direto. Ele é aplicado nas eleições para os cargos do Poder Executivo (presidente da República, governadores e prefeitos) e também para o Senado Federal. Para os cargos executivos no âmbito estadual, federal e em municípios com mais de 200 mil eleitores, a regra é rigorosa: para vencer no primeiro turno, o candidato precisa alcançar a maioria absoluta, ou seja, mais de 50% dos votos válidos (excluindo-se os brancos e nulos). Se ninguém atingir essa marca, os dois mais votados avançam para a decisão em segundo turno.
Já para as prefeituras de municípios com menos de 200 mil eleitores e para a disputa do Senado, vigora a regra da maioria simples: vence quem tiver mais votos, independentemente de alcançar a metade do eleitorado. Um detalhe crucial para 2026 é que ocorrerá a renovação de dois terços do Senado. Portanto, cada eleitor escolherá dois senadores diferentes, preenchendo um total de 54 vagas para a próxima legislatura em todo o país.
Por outro lado, a eleição para o Poder Legislativo (deputados federais, estaduais e distritais, assim como vereadores) é regida pelo complexo sistema proporcional. Nesse modelo, a votação esmagadora de um único candidato não define, de forma isolada, o resultado. A Justiça Eleitoral contabiliza a soma total dos votos destinados aos candidatos e à própria sigla para determinar quantas cadeiras cada partido ou federação terá direito a ocupar. Após a definição do tamanho da “fatia” que cada grupo conquistou, as vagas são distribuídas para os candidatos mais votados daquela legenda específica.
É justamente dentro da matemática do sistema proporcional que entra a figura estratégica do voto de legenda. O eleitor que se identifica com as bandeiras de um partido, mas não deseja votar em um nome específico, pode digitar apenas o número da sigla na urna eletrônica. Esse voto não vai para o lixo; pelo contrário, ele é integralmente somado ao montante do partido ou federação, sendo fundamental para garantir que o grupo político conquiste mais assentos e aumente sua força dentro do parlamento.
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