Inspirado na música com 163 milhões de views no YouTube, 'Girls Like Girls' chega aos cinemas dos EUA nesta sexta. A diretora e roteirista Hayley Kiyoko quer ampliar a representatividade LGBTQIA+ nas telas.
A cantora e atriz Hayley Kiyoko, de 35 anos, compartilhou detalhes sobre a produção do filme “Girls Like Girls”, que chega aos cinemas dos Estados Unidos nesta sexta-feira, dia 19 de junho. O longa, que é dirigido e roteirizado pela própria artista, foi inspirado na canção homônima lançada em 2015 e busca trazer a representatividade de um romance lésbico para as telas.
Em entrevista, Kiyoko recordou que a música “Girls Like Girls” se tornou um verdadeiro hino para a comunidade LGBTQIA+, acumulando mais de 163 milhões de visualizações no YouTube. O videoclipe, segundo ela, trouxe à tona importantes reflexões sobre a representatividade. “O trecho ‘Garotas gostam de garotas, assim como os garotos’ coloca a sexualidade de mulheres e meninas no centro do debate”, explicou.
“Depois que lançamos o videoclipe, vi milhares de comentários de fãs dizendo: ‘Eu queria poder assistir a um filme como este’. Pensei comigo mesma: nunca consegui assistir a um filme assim antes”, afirmou Kiyoko.
A artista destacou o desafio de, ao longo de 10 anos, convencer a indústria cinematográfica de que as histórias de mulheres queer negras são relevantes e merecem espaço. “Isso plantou uma semente, e tem sido um desafio enorme convencer a indústria e o mundo de que nossa voz importa; que ser uma mulher queer negra não é um nicho, é mainstream. Somos milhões e merecemos ter histórias que possamos contar”, completou.
O longa-metragem, que já estreou nos cinemas americanos, retrata a vida de Coley (Maya Da Costa), uma adolescente que se apaixona por sua melhor amiga, Sonya (Myra Molloy). Kiyoko revelou que se sentiu representada pelas atrizes que interpretam as protagonistas. Ela ressaltou que a história de “Girls Like Girls” é baseada em suas próprias experiências.
“Se eu não me conectasse com a história, tínhamos que ajustar ou mudar para garantir que eu me visse nela, e eu tinha que confiar que minha experiência pudesse ressoar com outras pessoas”, contou.
A cantora também enfatizou a importância de falar sobre sua orientação sexual e como isso faz parte de sua identidade. “Ser queer não define toda a nossa personalidade, mas é uma parte enorme de quem somos. Há tantas pessoas que não são aceitas pela família e estão em busca de uma família escolhida”, explicou Kiyoko. Ela ainda ressaltou as dificuldades enfrentadas por muitas pessoas que sofrem com a falta de aceitação.
Com a estreia do filme, Kiyoko espera que “Girls Like Girls” inspire outras pessoas a se verem representadas nas histórias contadas nas telonas.
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