Um porta-voz do grupo Houthis, que possui alinhamento com o Irã e é ativo no Iémen, acusou a Arábia Saudita de realizar ataques aéreos contra o Aeroporto Internacional de Sanaa nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026. Segundo as declarações, o reino saudita deverá arcar com as consequências desta ação, que foi interpretada como uma grave violação da trégua vigente entre as partes.
O porta-voz militar dos Houthis, Yahya Saree, fez as declarações em um canal de mensagens no aplicativo Telegram. Ele classificou o ataque como o “fim da fase de desescalada” no conflito entre o grupo e a Arábia Saudita, sinalizando que a situação pode se agravar após essa ofensiva.
“Essa agressão não ficará sem resposta e punição”, afirmou Saree, destacando a determinação do grupo em retaliar a ação militar saudita.
A capital Sanaa, onde ocorreu o ataque, está sob controle dos Houthis, enquanto o governo do Iémen, reconhecido internacionalmente, opera a partir de Aden, no sul do país. Este governo conta com o apoio da Arábia Saudita e de outras nações do Golfo, que têm se envolvido ativamente no conflito que já dura anos.
As tensões entre os Houthis e a Arábia Saudita têm se intensificado ao longo do tempo, especialmente após a suspensão de conversações de paz e o aumento das hostilidades. A Arábia Saudita, por sua vez, tem intensificado sua campanha militar contra os Houthis, que têm sido acusados de receber apoio militar e financeiro do Irã, o que complica ainda mais a situação no Iémen.
Analistas acreditam que este novo ataque pode provocar uma escalada de conflitos na região, já que os Houthis prometeram retaliar. O futuro da trégua e a possibilidade de um cessar-fogo duradouro permanecem incertos, uma vez que ambas as partes parecem estar se preparando para um aumento das hostilidades.
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