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Levantamento da CNI (Sondagem Especial nº105) mostra que 74% das indústrias compraram máquinas novas em 2025. Apesar disso, apenas 5% dos recursos foram para automação; 72% priorizaram mecanização.
A indústria brasileira continua a investir na renovação do parque fabril, mas a modernização tecnológica ainda é uma prioridade secundária. Essa é a conclusão da Sondagem Especial nº 105 da CNI (Confederação Nacional da Indústria), que revelou dados sobre os investimentos em 2025.
De acordo com a pesquisa, 74% das indústrias adquiriram máquinas e equipamentos novos no ano passado. No entanto, apenas 5% dos investimentos foram direcionados à automatização da produção. O estudo detalhou que os investimentos se concentraram principalmente na mecanização do processo produtivo, com 72% das empresas focando nesse aspecto, enquanto 9% investiram em robotização.
A CNI define a “automatização” como a produção realizada com máquinas conectadas em rede, que possuem capacidade autônoma de transmissão e processamento de dados.
A pesquisa também destacou que a incerteza econômica representa a principal barreira para os investimentos em máquinas e equipamentos, sendo citada por 61% das empresas. Outros fatores que impactam as decisões de investimento incluem a queda das receitas e os entraves tributários, mencionados por 47% dos entrevistados, além das incertezas específicas do setor produtivo, apontadas por 46%. A falta de mão de obra qualificada foi citada por 43% das empresas como um obstáculo.
Outro ponto ressaltado pela pesquisa foi a diferença nos investimentos conforme o porte das empresas. Entre as grandes indústrias, 78% investiram em máquinas e equipamentos novos em 2025. Esse percentual cai para 72% nas médias empresas e para 66% nas pequenas. A adoção de tecnologias mais avançadas também variou, com a automatização representando 7% dos investimentos nas grandes empresas, enquanto nas médias foi de 4% e apenas 2% nas pequenas.
Além disso, as grandes indústrias foram as únicas a adquirir mais máquinas importadas (56%) do que nacionais (40%). Em relação à origem dos equipamentos, a pesquisa mostrou uma mudança em comparação a 2024. No ano anterior, as máquinas importadas lideraram as compras industriais com 48% das aquisições, contra 47% das nacionais. Em 2025, essa situação se inverteu, com os equipamentos fabricados no Brasil representando 48% das aquisições, enquanto os importados ficaram com 47%.
A CNI sugere que ampliar o acesso ao crédito, especialmente para pequenas empresas, pode estimular investimentos em tecnologias mais avançadas e ajudar a reduzir a disparidade tecnológica entre empresas de diferentes portes.
A Sondagem Especial nº 105 da CNI ouviu 599 empresas entre os dias 5 e 14 de janeiro de 2026 para levantar informações sobre os investimentos realizados em 2025.

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