Infecções frequentes, cicatrização demorada, queda de cabelo, aftas recorrentes e fadiga persistente são alguns dos avisos de que o sistema imunológico pode estar em desequilíbrio, alerta a infectologista Dra. Mariela Cometki. Segundo a médica, esses indícios merecem investigação profissional, sobretudo quando se repetem ou evoluem de forma grave.
Equilíbrio, não “superimunidade”
A especialista afirma que o objetivo não é “aumentar” a imunidade, mas regulá-la. “Não existe milagre. O foco é manter o sistema de defesa funcionando sem excessos nem falhas, por meio de escolhas saudáveis, suplementação correta e cuidados diários”, explica.
Riscos da suplementação sem orientação
Dra. Mariela adverte que vitaminas como A e D podem intoxicar quando ingeridas em doses altas. O uso indiscriminado, além de mascarar sintomas, cria falsa sensação de proteção. A recomendação é confirmar deficiências com exames laboratoriais antes de iniciar qualquer suplementação.
Quando procurar ajuda
Cansaço eventual e resfriados isolados são considerados normais. O sinal vermelho acende quando as infecções se tornam repetitivas, intensas ou acompanhadas de perda de peso e dificuldade de recuperação. Nesses casos, a orientação é buscar um especialista.
Pilares do sistema de defesa
Alimentação balanceada, atividade física regular, sono de qualidade, controle do estresse e equilíbrio hormonal e intestinal são apontados pela médica como os fundamentos da imunidade. “Pequenas atitudes diárias, como reduzir ultraprocessados, exercitar-se e respeitar o descanso, impactam diretamente as defesas do corpo”, destaca.
Sono reparador
Durante o repouso noturno, o organismo produz células de defesa e libera hormônios que regulam o sistema imune. Dormir pouco ou mal aumenta a vulnerabilidade a infecções e dificulta a recuperação.
Condições que comprometem a imunidade
Diabetes, hipertensão, câncer, HIV, doenças autoimunes e uso prolongado de corticoides ou quimioterápicos estão entre os fatores que reduzem a capacidade de defesa. Estresse crônico e desequilíbrio emocional também afetam o sistema imunológico.
Medicina preventiva como investimento
Para a infectologista, fortalecer a imunidade significa investir em longevidade e produtividade. “Cuidar do sistema imunológico é uma construção diária, não uma ação pontual”, afirma.
Trajetória profissional
Formada em Medicina pela Universidade do Vale do Aço (MG) e com residência em Infectologia no Hospital Universitário da UFMS, Dra. Mariela soma mais de 15 anos de atuação em hospitais e clínicas. Fundadora da Intervet – Saúde e Imunidade, ela ministra palestras e produz conteúdos sobre prevenção e qualidade de vida. Mais informações estão disponíveis em www.dramarielacometki.com.br.
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