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Aracaju, Segunda-feira, 13 de julho de 2026
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Inflação em junho reforça expectativa de corte na Selic nas próximas reuniões

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Inflação em junho reforça expectativa de corte na Selic nas próximas reuniões

Expectativa de corte na Selic cresce com inflação abaixo do esperado em junho.

13/07/2026 · 12h56
Inflação em junho reforça expectativa de corte na Selic nas próximas reuniões

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A inflação mais fraca em junho e a revisão para baixo das expectativas do mercado reforçaram a percepção de que o Banco Central (BC) poderá manter o ciclo gradual de cortes da taxa básica de juros nas próximas reuniões. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,16% em junho, resultado bem abaixo da expectativa do mercado, que girava em torno de 0,31%.

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No acumulado de 12 meses, a inflação desacelerou de 4,72% para 4,64%. Com isso, o mercado revisou para baixo as projeções para a inflação. O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13.jul.2026), reduziu a estimativa para o IPCA de 2026 de 5,19% para 5,16%, na segunda queda consecutiva.

As projeções para 2027 e 2028 permaneceram praticamente estáveis, indicando uma melhora gradual das expectativas, ainda acima da meta perseguida pelo BC. A combinação entre inflação corrente mais baixa e revisão das expectativas fortalece a avaliação de parte do mercado de que o processo de desinflação ganhou consistência.

A principal surpresa veio da alimentação. Os preços dos alimentos consumidos em casa recuaram em junho, revertendo a forte alta registrada em maio. Café, carnes e frutas ficaram mais baratos, contribuindo decisivamente para que o índice ficasse abaixo das estimativas. A alimentação também ajudou a desacelerar os preços da alimentação fora do domicílio, reduzindo a pressão sobre o grupo de serviços.

Além disso, combustíveis registraram queda no mês, enquanto medicamentos e tarifas de água e esgoto também vieram abaixo do esperado. Entre os bens industriais, o resultado também foi considerado favorável. Para Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, o resultado surpreendeu principalmente pela qualidade da composição.

“O qualitativo veio bom, com surpresa nos núcleos. Grande parte da surpresa foi a alimentação, que também ajudou serviços subjacentes via alimentação fora. O segmento de industriais também registrou resultado abaixo”, declarou.

Segundo ela, o dado reforça a melhora do cenário para os próximos anos.

“O resultado corrobora a visão de virada do balanço de riscos da inflação para 2026 e o potencial de estabilidade ou leve viés de queda do Focus para 2028”, disse.

O desempenho do índice também fortaleceu as apostas de continuidade do ciclo de redução da Selic. Gabriel Pestana, economista-sênior da Genial Investimentos, afirmou que a surpresa foi relevante porque atingiu justamente os componentes mais persistentes da inflação.

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“A composição foi favorável, com resultados melhores em alimentação, serviços e preços administrados. Além disso, a surpresa não ficou restrita a poucos itens voláteis, alcançando componentes importantes e mais persistentes da inflação”, disse.

Segundo ele, o resultado melhora o cenário para a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), marcada para 4 e 5 de agosto.

“Os dados recentes de inflação, somados ao arrefecimento da atividade e do mercado de trabalho, abrem espaço para o Banco Central dar continuidade ao ciclo de cortes na reunião de agosto”, afirmou.

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A Genial continua projetando que a Selic termine 2026 em 14%, mas avalia que o resultado de junho aumenta a probabilidade de uma taxa ainda menor. Na avaliação de Rafael Rondinelli, economista da MAG Investimentos, junho marcou uma mudança importante na dinâmica dos preços. Segundo ele, a desaceleração foi disseminada.

“Serviços e, notadamente, os serviços subjacentes apresentaram desaceleração relevante na margem, reduzindo os temores de persistência que marcaram os meses anteriores”, disse.

Para o economista, o conjunto dos indicadores melhora o ambiente para as próximas decisões do BC.

“O IPCA de junho marcou uma inflexão positiva na trajetória inflacionária de curto prazo. O dado melhora o balanço de riscos macroeconômicos e fornece um cenário mais confortável para a condução da política monetária”, declarou.

Apesar da melhora dos indicadores, os economistas afirmam que ainda é cedo para concluir que a inflação está definitivamente controlada. O cenário fiscal e a proximidade das eleições continuam sendo fatores de risco, de acordo com os especialistas. Além disso, o cenário internacional segue no radar. A alta recente do petróleo, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, pode voltar a pressionar combustíveis e outros preços nos próximos meses.

Assim, embora o IPCA de junho tenha reforçado as expectativas de novos cortes na Selic, a avaliação predominante entre os economistas é de que o Banco Central deverá manter uma postura gradual e cautelosa diante das incertezas fiscais e externas.

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A inflação mais fraca em junho e a revisão para baixo das expectativas do mercado reforçaram a percepção de que o Banco Central (BC) poderá manter o ciclo gradual de cortes da taxa básica de juros nas próximas reuniões. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,16% em junho, resultado bem abaixo da expectativa do mercado, que girava em torno de 0,31%.

No acumulado de 12 meses, a inflação desacelerou de 4,72% para 4,64%. Com isso, o mercado revisou para baixo as projeções para a inflação. O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13.jul.2026), reduziu a estimativa para o IPCA de 2026 de 5,19% para 5,16%, na segunda queda consecutiva.

As projeções para 2027 e 2028 permaneceram praticamente estáveis, indicando uma melhora gradual das expectativas, ainda acima da meta perseguida pelo BC. A combinação entre inflação corrente mais baixa e revisão das expectativas fortalece a avaliação de parte do mercado de que o processo de desinflação ganhou consistência.

A principal surpresa veio da alimentação. Os preços dos alimentos consumidos em casa recuaram em junho, revertendo a forte alta registrada em maio. Café, carnes e frutas ficaram mais baratos, contribuindo decisivamente para que o índice ficasse abaixo das estimativas. A alimentação também ajudou a desacelerar os preços da alimentação fora do domicílio, reduzindo a pressão sobre o grupo de serviços.

Além disso, combustíveis registraram queda no mês, enquanto medicamentos e tarifas de água e esgoto também vieram abaixo do esperado. Entre os bens industriais, o resultado também foi considerado favorável. Para Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, o resultado surpreendeu principalmente pela qualidade da composição.

“O qualitativo veio bom, com surpresa nos núcleos. Grande parte da surpresa foi a alimentação, que também ajudou serviços subjacentes via alimentação fora. O segmento de industriais também registrou resultado abaixo”, declarou.

Segundo ela, o dado reforça a melhora do cenário para os próximos anos.

“O resultado corrobora a visão de virada do balanço de riscos da inflação para 2026 e o potencial de estabilidade ou leve viés de queda do Focus para 2028”, disse.

O desempenho do índice também fortaleceu as apostas de continuidade do ciclo de redução da Selic. Gabriel Pestana, economista-sênior da Genial Investimentos, afirmou que a surpresa foi relevante porque atingiu justamente os componentes mais persistentes da inflação.

“A composição foi favorável, com resultados melhores em alimentação, serviços e preços administrados. Além disso, a surpresa não ficou restrita a poucos itens voláteis, alcançando componentes importantes e mais persistentes da inflação”, disse.

Segundo ele, o resultado melhora o cenário para a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), marcada para 4 e 5 de agosto.

“Os dados recentes de inflação, somados ao arrefecimento da atividade e do mercado de trabalho, abrem espaço para o Banco Central dar continuidade ao ciclo de cortes na reunião de agosto”, afirmou.

A Genial continua projetando que a Selic termine 2026 em 14%, mas avalia que o resultado de junho aumenta a probabilidade de uma taxa ainda menor. Na avaliação de Rafael Rondinelli, economista da MAG Investimentos, junho marcou uma mudança importante na dinâmica dos preços. Segundo ele, a desaceleração foi disseminada.

“Serviços e, notadamente, os serviços subjacentes apresentaram desaceleração relevante na margem, reduzindo os temores de persistência que marcaram os meses anteriores”, disse.

Para o economista, o conjunto dos indicadores melhora o ambiente para as próximas decisões do BC.

“O IPCA de junho marcou uma inflexão positiva na trajetória inflacionária de curto prazo. O dado melhora o balanço de riscos macroeconômicos e fornece um cenário mais confortável para a condução da política monetária”, declarou.

Apesar da melhora dos indicadores, os economistas afirmam que ainda é cedo para concluir que a inflação está definitivamente controlada. O cenário fiscal e a proximidade das eleições continuam sendo fatores de risco, de acordo com os especialistas. Além disso, o cenário internacional segue no radar. A alta recente do petróleo, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, pode voltar a pressionar combustíveis e outros preços nos próximos meses.

Assim, embora o IPCA de junho tenha reforçado as expectativas de novos cortes na Selic, a avaliação predominante entre os economistas é de que o Banco Central deverá manter uma postura gradual e cautelosa diante das incertezas fiscais e externas.

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