A inflação ao consumidor no Reino Unido apresentou uma desaceleração, atingindo 2,6% em junho de 2026, comparada a 2,8% em maio do mesmo ano. Este é o menor índice registrado desde março de 2025. No comparativo mensal, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) teve um leve aumento de 0,1%, enquanto, no mesmo mês do ano anterior, o aumento foi de 0,3%. Os dados foram divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS) nesta quarta-feira, 22 de julho de 2026.
Além disso, o Índice de Preços ao Consumidor incluindo custos de moradia de proprietários (CPIH), que é um indicador mais abrangente da inflação britânica, subiu 2,8% em 12 meses. Em maio, a taxa havia sido de 3,0%. Na comparação mensal, houve um avanço de 0,2%.
Os setores de transportes e alimentos e bebidas não alcoólicas foram os principais responsáveis pela diminuição da taxa anual. A inflação no setor de transportes caiu de 6,8% em maio para 5,7% em junho. Os preços desse grupo recuaram 0,3% no mês, ao passo que no mesmo período de 2025, houve uma alta de 0,7%.
Um dos principais fatores que contribuíram para a redução dos preços dos transportes foi a queda nos preços dos combustíveis, especialmente do diesel. O preço médio do diesel caiu 10,7 centavos de libra por litro, passando a custar 176,4 centavos. No mesmo período do ano anterior, houve uma diminuição de apenas 0,6 centavo.
A gasolina também teve uma redução de 2,1 centavos de libra, custando, em média, 155,3 centavos por litro. Esta foi a primeira queda desde o início do conflito no Oriente Médio, que começou em 28 de fevereiro. Apesar da diminuição mensal, os combustíveis ainda apresentaram uma alta anual de 21,3%, embora em maio a alta tenha sido de 24,6%, o maior percentual desde setembro de 2022.
Por outro lado, a inflação de alimentos e bebidas não alcoólicas caiu de 2,2% para 1,7%, a menor taxa desde agosto de 2024. Os preços desses itens recuaram 0,2% no mês, em comparação com uma alta de 0,3% em junho de 2025. Produtos como chocolate, óleos, carnes, produtos lácteos e vegetais contribuíram para essa desaceleração.
Além disso, os preços de roupas e calçados apresentaram uma queda de 0,5% em 12 meses, após uma alta de 0,2% em maio. A redução mensal foi de 1,2%, comparada a um recuo de 0,4% em junho de 2025, sendo essa diminuição atribuída às liquidações de verão.
Outros destaques do relatório incluem: o núcleo da inflação se manteve estável em 2,6%; a inflação dos serviços caiu de 3,7% para 3,6%; e a taxa dos bens desacelerou de 2,0% para 1,7%. Os setores de restaurantes e hotéis subiram de 4,2% para 4,4%, enquanto a habitação e serviços domésticos permaneceram estáveis em 2,7%. Por fim, os custos de moradia de proprietários mantiveram-se em 3,3% e móveis e artigos domésticos registraram deflação de 0,2%.
Em comparação com a média da União Europeia, que ficou em 2,9%, a inflação britânica apresentou uma taxa inferior, mas ainda foi superior às taxas da Alemanha, que registrou 2,4%, e da França, que ficou em 2,0%.
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