Pela primeira vez, a rede pública de saúde de Sergipe realizou a captação de órgãos fora da capital. O procedimento, conduzido pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), ocorreu na quarta-feira, 8, no centro cirúrgico do Hospital Regional de Itabaiana Dr. Pedro Garcia Moreno Filho.
Foram retirados dois rins e duas córneas de um doador de 34 anos. O homem deu entrada na unidade em 30 de setembro, após ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 Sergipe) com parada cardiorrespiratória. Portador de paralisia cerebral, ele foi reanimado, mas evoluiu para morte encefálica.
O superintendente do hospital, Yuri Souza, classificou a operação como “marco histórico” por ampliar o acesso a procedimentos complexos no interior. Já o diretor técnico do HRI, Samuel Rodrigues, agradeceu à família do doador pelo ato de solidariedade que permitirá a pacientes recuperarem a visão e melhorarem a qualidade de vida.
Após a autorização familiar, a Organização de Procura de Órgãos (OPO) confirmou a doação e a Central Estadual de Transplantes (CET) encaminhou os órgãos ao Sistema Nacional de Transplantes para definição dos receptores compatíveis.
Como declarar a vontade de doar
Para ser doador, basta comunicar o desejo à família. A retirada de órgãos e tecidos só ocorre após autorização documentada dos parentes. O protocolo é iniciado quando pacientes neurocríticos apresentam Glasgow 03, indicando provável morte encefálica. Acompanhado pela OPO, o processo avança após a confirmação do diagnóstico e o consentimento familiar.
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