O Irã afirmou neste domingo (28) que os ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos atingiram diversas instalações de monitoramento e vigilância na costa sul do país. Teerã classificou essas ações como uma violação do acordo provisório que tinha sido firmado para encerrar a guerra de quatro meses entre as duas nações.
“Esses ataques brutais mostram que os EUA não atribuem o menor valor ou credibilidade aos seus compromissos, e quebrar promessas faz parte de sua natureza”,
declarou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado oficial. O país, que tem se manifestado constantemente sobre a situação, também confirmou que houve ataques a bases militares dos Estados Unidos localizadas no Kuwait e no Bahrein. Essa informação foi divulgada pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
O comunicado da Guarda Revolucionária detalhou que a ofensiva utilizou mísseis e drones, com o objetivo de atingir as instalações militares americanas na região. Além disso, o grupo informou que a operação foi conduzida por forças navais e aeroespaciais, reforçando a capacidade de ataque do Irã em resposta às ações dos EUA.
A Guarda Revolucionária ainda afirmou que os ataques americanos “resultarão na completa paralisação de todos os processos diplomáticos”.
Por sua vez, um funcionário americano, em declaração à Reuters, garantiu que não houve baixas americanas nem danos significativos às instalações dos EUA na região do Golfo Pérsico. A situação continua tensa, e as repercussões dos ataques têm gerado preocupação sobre a continuidade do diálogo diplomático entre os países envolvidos.
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