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Irã e EUA intensificam ataques enquanto disputa por Ormuz se agrava; entenda

Irã e EUA intensificam ataques no Estreito de Ormuz, elevando tensões e preços do petróleo.

14/07/2026 · 20h57
Irã e EUA intensificam ataques enquanto disputa por Ormuz se agrava; entenda

O Irã disparou mísseis balísticos contra uma base aérea dos Estados Unidos na Jordânia nesta terça-feira (14), enquanto os EUA retaliaram com ataques a alvos iranianos durante cinco horas, em um cenário de crescente tensão pelo controle do Estreito de Ormuz. Esse conflito resultou em elevações significativas nos preços do petróleo, que atingiram os níveis mais altos em quatro semanas.

As forças americanas realizaram ataques pela terceira noite consecutiva, após o Irã anunciar, no último sábado (11), o fechamento do estreito. Essa ação levou o presidente dos EUA, Donald Trump, a restabelecer o bloqueio à navegação iraniana e a propor uma taxa de 20% sobre as cargas que transitam pela importante via marítima.

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Os recentes confrontos levantaram questionamentos sobre a viabilidade de um acordo provisório firmado no mês anterior, que buscava a resolução de um conflito que já perdura há mais de quatro meses. Este embate não apenas prejudica o abastecimento global de energia, mas também gera preocupações sobre uma possível alta da inflação em diversas partes do mundo.

“Duvido que os dois lados retomem uma guerra em larga escala, especialmente porque Trump sairia prejudicado — embora também exista uma possibilidade real de que os iranianos exagerem na dose. O mesmo vale para Trump, é claro”, afirmou Yezid Sayigh, pesquisador sênior do Carnegie Middle East Center.

Nos Estados Unidos, a guerra tem se mostrado impopular, com o aumento nos preços da gasolina desde o início do conflito. No mercado internacional, os preços do petróleo dispararam novamente nesta terça-feira, com contratos futuros do petróleo Brent ultrapassando a marca de US$ 86 por barril, embora ainda estejam abaixo do pico registrado no início da guerra.

O ataque à base aérea dos EUA na Jordânia foi confirmado pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, que também declarou que as forças armadas da Jordânia interceptaram quatro mísseis que entraram em seu espaço aéreo. A IRGC afirmou em comunicado que não nutre inimizade pelo reino jordaniano, mas pediu a desmilitarização das bases americanas no país.

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A situação no Estreito de Ormuz se intensificou após o Irã fechar a passagem, alegando a necessidade de controle sobre a navegação. Trump, por sua vez, declarou que a via permaneceria aberta, com ou sem a autorização iraniana, e reiterou a imposição da taxa de 20% sobre as cargas.

“20% é, obviamente, demais. Seremos justos”, respondeu Abbas Araqchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, ao se referir à proposta de Trump.

Antes do início do conflito, cerca de 20% do tráfego mundial de petróleo e gás utilizava diariamente o Estreito de Ormuz, transportando mais de 15 milhões de barris de combustível, avaliados em pelo menos 1,2 bilhão de dólares. A imposição da taxa proposta por Trump poderia gerar cerca de 240 milhões de dólares por dia.

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A agência da ONU responsável pela navegação se manifestou contra a ideia de taxas sobre estreitos utilizados para a navegação internacional, alegando que não existe base legal para a imposição de pedágios obrigatórios.

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O Irã disparou mísseis balísticos contra uma base aérea dos Estados Unidos na Jordânia nesta terça-feira (14), enquanto os EUA retaliaram com ataques a alvos iranianos durante cinco horas, em um cenário de crescente tensão pelo controle do Estreito de Ormuz. Esse conflito resultou em elevações significativas nos preços do petróleo, que atingiram os níveis mais altos em quatro semanas.

As forças americanas realizaram ataques pela terceira noite consecutiva, após o Irã anunciar, no último sábado (11), o fechamento do estreito. Essa ação levou o presidente dos EUA, Donald Trump, a restabelecer o bloqueio à navegação iraniana e a propor uma taxa de 20% sobre as cargas que transitam pela importante via marítima.

Os recentes confrontos levantaram questionamentos sobre a viabilidade de um acordo provisório firmado no mês anterior, que buscava a resolução de um conflito que já perdura há mais de quatro meses. Este embate não apenas prejudica o abastecimento global de energia, mas também gera preocupações sobre uma possível alta da inflação em diversas partes do mundo.

“Duvido que os dois lados retomem uma guerra em larga escala, especialmente porque Trump sairia prejudicado — embora também exista uma possibilidade real de que os iranianos exagerem na dose. O mesmo vale para Trump, é claro”, afirmou Yezid Sayigh, pesquisador sênior do Carnegie Middle East Center.

Nos Estados Unidos, a guerra tem se mostrado impopular, com o aumento nos preços da gasolina desde o início do conflito. No mercado internacional, os preços do petróleo dispararam novamente nesta terça-feira, com contratos futuros do petróleo Brent ultrapassando a marca de US$ 86 por barril, embora ainda estejam abaixo do pico registrado no início da guerra.

O ataque à base aérea dos EUA na Jordânia foi confirmado pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, que também declarou que as forças armadas da Jordânia interceptaram quatro mísseis que entraram em seu espaço aéreo. A IRGC afirmou em comunicado que não nutre inimizade pelo reino jordaniano, mas pediu a desmilitarização das bases americanas no país.

A situação no Estreito de Ormuz se intensificou após o Irã fechar a passagem, alegando a necessidade de controle sobre a navegação. Trump, por sua vez, declarou que a via permaneceria aberta, com ou sem a autorização iraniana, e reiterou a imposição da taxa de 20% sobre as cargas.

“20% é, obviamente, demais. Seremos justos”, respondeu Abbas Araqchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, ao se referir à proposta de Trump.

Antes do início do conflito, cerca de 20% do tráfego mundial de petróleo e gás utilizava diariamente o Estreito de Ormuz, transportando mais de 15 milhões de barris de combustível, avaliados em pelo menos 1,2 bilhão de dólares. A imposição da taxa proposta por Trump poderia gerar cerca de 240 milhões de dólares por dia.

A agência da ONU responsável pela navegação se manifestou contra a ideia de taxas sobre estreitos utilizados para a navegação internacional, alegando que não existe base legal para a imposição de pedágios obrigatórios.

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