O Irã e Omã realizaram a primeira reunião de um comitê conjunto sobre o Estreito de Ormuz, conforme informou o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, em sua conta na rede social X. O encontro ocorreu em Mascate e contou com a participação de autoridades dos dois países.
Durante a reunião, os representantes discutiram os direitos soberanos dos Estados costeiros do Golfo e a futura administração do estreito. Essa discussão se deu no contexto de um acordo provisório firmado entre Teerã e Washington, que visa regular aspectos relacionados à segurança e à navegação na área.
“Durante a viagem a Mascate, foi realizada a primeira reunião do Comitê Conjunto sobre o Estreito de Ormuz, com a participação de Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, e Badr Albusaidi, ministro das Relações Exteriores de Omã. Além de revisar as questões em andamento relacionadas ao estreito, trocamos opiniões, no âmbito dos cinco eixos do memorando de entendimento, sobre a gestão futura dessa hidrovia e sobre os direitos soberanos dos Estados costeiros”, escreveu Gharibabadi.
A importância do Estreito de Ormuz para o comércio global é significativa, pois cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo transita por essa rota. Nos últimos dias, a análise da empresa Kpler, especializada em inteligência de dados sobre transporte marítimo, revelou que 124 navios atravessaram o estreito desde a última quinta-feira (25). Este número, embora considerável, ainda é inferior ao que era observado anteriormente ao início de conflitos na região.
Antes do aumento das tensões, mais de 100 embarcações costumavam passar diariamente pelo Estreito de Ormuz. Com a escalada da situação, o tráfego marítimo na região foi afetado, levando a sérias incertezas para operadores e tripulações de navios comerciais.
Recentemente, Estados Unidos e Irã trocaram ataques nas proximidades do estreito, o que intensificou a preocupação sobre a segurança na área. Apesar de um membro do governo do ex-presidente Donald Trump ter declarado que “as embarcações podem navegar livremente” pelo estreito, a realidade é que as tensões permanecem elevadas, impactando diretamente a navegação e o comércio.
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