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Irã fecha Estreito de Ormuz e mercado de petróleo entra em alerta

Mundo

Irã fecha Estreito de Ormuz e mercado de petróleo entra em alerta

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã gera incertezas sobre o tráfego de petróleo.

21/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 16h13
Irã fecha Estreito de Ormuz e mercado de petróleo entra em alerta

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O Irã declarou fechado o Estreito de Ormuz após colapso nas negociações com os EUA. O movimento reduz drasticamente o tráfego de petroleiros e ameaça elevar os preços do combustível no Brasil.

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O Estreito de Ormuz foi novamente declarado fechado pelo Irã no último sábado (20), embora o tráfego de embarcações pelo canal já apresentasse uma redução significativa antes do anúncio. Dados da empresa de inteligência marítima Kpler indicam que apenas 25 navios atravessaram o canal na quinta-feira (18), o maior número desde meados de abril, quando o Irã permitiu temporariamente o tráfego comercial no Estreito.

No dia seguinte, sexta-feira (19), após o cancelamento da primeira rodada de negociações entre Irã e Estados Unidos sobre os detalhes do acordo, o número de petroleiros que passaram pelo canal caiu para um único dígito.

“Não é como se você estivesse vendo de repente um êxodo em massa”, disse Matt Smith, analista-chefe de petróleo da Kpler. “Você está vendo um aumento no tráfego… mas não é material. Ainda não chegamos ao ponto em que um ‘primeiro a se mover’ está surgindo.”

Antes do conflito, entre 100 e 120 petroleiros cruzavam diariamente a passagem entre o Irã e Omã. Atualmente, cerca de 500 navios, sendo 220 petroleiros, permanecem retidos no Golfo Pérsico desde o início do conflito. Apesar da assinatura de um acordo entre Irã e Estados Unidos para encerrar os combates, especialistas acreditam que levará meses para que o tráfego de navios e os fluxos de petróleo retornem ao normal.

Smith estima que serão necessárias semanas para que os aproximadamente 120 petroleiros carregados de petróleo no Golfo consigam deixar a região, e ainda mais tempo para que os 100 petroleiros vazios sejam abastecidos e partam. A incerteza sobre rotas seguras e procedimentos de passagem é outro fator que impede a movimentação dos navios.

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“Apesar da assinatura do acordo de cessar-fogo, acreditamos que a situação de segurança para a indústria de transporte marítimo permanece volátil”, afirmou Jakob Larsen, diretor de segurança do BIMCO (Baltic and International Maritime Council).

Ele acrescentou que “a parte central do Estreito de Ormuz está minada e intransitável, e apenas as zonas de tráfego costeiro próximas a Omã e ao Irã estão supostamente livres de minas”. Congestionamentos e incidentes de navegação nessa área costeira também tornam a passagem arriscada.

Aproximadamente 20 mil tripulantes ainda estão presos em navios no Golfo Pérsico. Ben Bailey, diretor de programas da Mission to Seafarers, organização de apoio a marinheiros, descreveu o sentimento a bordo como “um tipo de otimismo cauteloso”, com marinheiros ansiosos para partir, mas apreensivos quanto à segurança.

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Os armadores também enfrentam a questão dos seguros marítimos. As seguradoras retiraram a cobertura de risco de guerra nos primeiros dias do conflito e ainda não a restabeleceram para a maioria dos clientes. Tom Kloza, analista independente de petróleo e consultor da Gulf Oil, afirmou: “Não foi apenas o Irã que fechou o Estreito de Ormuz, foram a Lloyd’s de Londres e empresas similares”.

A Lloyd’s Market Association também destacou questões práticas, como a condição de navegabilidade dos navios após mais de três meses ancorados e a disponibilidade de combustível e suprimentos. Bailey lembrou ainda da necessidade de remover cracas acumuladas nos cascos durante os meses de ancoragem. “Não é simplesmente dizer que o sinal agora está verde. Todo mundo pode ligar os motores e partir”, disse.

Mesmo que os navios partam imediatamente, a produção de petróleo no Golfo Pérsico não voltará ao normal de forma rápida. Grande parte da produção e do refino na região foi interrompida no início da guerra, e a retomada será gradual. Novos petroleiros precisarão retornar ao Golfo para buscar novos carregamentos, e os armadores não querem correr o risco de ficar presos novamente por meses. “Não sabemos a resposta para isso”, concluiu Kloza. “Talvez seja visto como um trecho seguro de água, mas acho que temos um longo caminho a percorrer até chegarmos lá.”

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O Irã declarou fechado o Estreito de Ormuz após colapso nas negociações com os EUA. O movimento reduz drasticamente o tráfego de petroleiros e ameaça elevar os preços do combustível no Brasil.

O Estreito de Ormuz foi novamente declarado fechado pelo Irã no último sábado (20), embora o tráfego de embarcações pelo canal já apresentasse uma redução significativa antes do anúncio. Dados da empresa de inteligência marítima Kpler indicam que apenas 25 navios atravessaram o canal na quinta-feira (18), o maior número desde meados de abril, quando o Irã permitiu temporariamente o tráfego comercial no Estreito.

No dia seguinte, sexta-feira (19), após o cancelamento da primeira rodada de negociações entre Irã e Estados Unidos sobre os detalhes do acordo, o número de petroleiros que passaram pelo canal caiu para um único dígito.

“Não é como se você estivesse vendo de repente um êxodo em massa”, disse Matt Smith, analista-chefe de petróleo da Kpler. “Você está vendo um aumento no tráfego… mas não é material. Ainda não chegamos ao ponto em que um ‘primeiro a se mover’ está surgindo.”

Antes do conflito, entre 100 e 120 petroleiros cruzavam diariamente a passagem entre o Irã e Omã. Atualmente, cerca de 500 navios, sendo 220 petroleiros, permanecem retidos no Golfo Pérsico desde o início do conflito. Apesar da assinatura de um acordo entre Irã e Estados Unidos para encerrar os combates, especialistas acreditam que levará meses para que o tráfego de navios e os fluxos de petróleo retornem ao normal.

Smith estima que serão necessárias semanas para que os aproximadamente 120 petroleiros carregados de petróleo no Golfo consigam deixar a região, e ainda mais tempo para que os 100 petroleiros vazios sejam abastecidos e partam. A incerteza sobre rotas seguras e procedimentos de passagem é outro fator que impede a movimentação dos navios.

“Apesar da assinatura do acordo de cessar-fogo, acreditamos que a situação de segurança para a indústria de transporte marítimo permanece volátil”, afirmou Jakob Larsen, diretor de segurança do BIMCO (Baltic and International Maritime Council).

Ele acrescentou que “a parte central do Estreito de Ormuz está minada e intransitável, e apenas as zonas de tráfego costeiro próximas a Omã e ao Irã estão supostamente livres de minas”. Congestionamentos e incidentes de navegação nessa área costeira também tornam a passagem arriscada.

Aproximadamente 20 mil tripulantes ainda estão presos em navios no Golfo Pérsico. Ben Bailey, diretor de programas da Mission to Seafarers, organização de apoio a marinheiros, descreveu o sentimento a bordo como “um tipo de otimismo cauteloso”, com marinheiros ansiosos para partir, mas apreensivos quanto à segurança.

Os armadores também enfrentam a questão dos seguros marítimos. As seguradoras retiraram a cobertura de risco de guerra nos primeiros dias do conflito e ainda não a restabeleceram para a maioria dos clientes. Tom Kloza, analista independente de petróleo e consultor da Gulf Oil, afirmou: “Não foi apenas o Irã que fechou o Estreito de Ormuz, foram a Lloyd’s de Londres e empresas similares”.

A Lloyd’s Market Association também destacou questões práticas, como a condição de navegabilidade dos navios após mais de três meses ancorados e a disponibilidade de combustível e suprimentos. Bailey lembrou ainda da necessidade de remover cracas acumuladas nos cascos durante os meses de ancoragem. “Não é simplesmente dizer que o sinal agora está verde. Todo mundo pode ligar os motores e partir”, disse.

Mesmo que os navios partam imediatamente, a produção de petróleo no Golfo Pérsico não voltará ao normal de forma rápida. Grande parte da produção e do refino na região foi interrompida no início da guerra, e a retomada será gradual. Novos petroleiros precisarão retornar ao Golfo para buscar novos carregamentos, e os armadores não querem correr o risco de ficar presos novamente por meses. “Não sabemos a resposta para isso”, concluiu Kloza. “Talvez seja visto como um trecho seguro de água, mas acho que temos um longo caminho a percorrer até chegarmos lá.”

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