Na noite de terça-feira (14) e na madrugada de quarta-feira (15), o Irã afirmou ter atacado a infraestrutura militar dos Estados Unidos na região do Golfo, em resposta aos bombardeios americanos e ao restabelecimento do bloqueio aos portos iranianos. O bloqueio naval, que impede a circulação de navios entre os portos iranianos, foi retomado pelos militares dos EUA na terça-feira, às 17h (horário de Brasília), conforme anunciou o CENTCOM (Comando Central dos EUA).
De acordo com a Força de Bombeiros do Kuwait, um incêndio foi controlado, que teria sido “causado por uma agressão aérea hostil iraniana”, segundo informações da Kuwait News Agency, embora não tenha sido revelado o local exato da ocorrência.
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) fez diversas alegações sobre as ações militares realizadas na região. No Kuwait, a IRGC afirmou que atingiu um centro logístico e de apoio do Exército dos Estados Unidos em Mina Abdullah, incendiando o edifício, conforme relatado pela agência semioficial Tasnim.
No Bahrein, a IRGC declarou ter atacado um centro de comando e controle, além de armazéns e instalações de armazenamento de combustível da Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos. A Guarda Revolucionária também afirmou ter “destruído” um centro de controle de embarcações não tripuladas dos EUA no Bahrein, segundo a agência semioficial Fars.
Na Jordânia, o Exército iraniano informou ter atingido ativos militares dos EUA na Base Aérea de Al-Azraq. Segundo a agência estatal IRNA, drones iranianos atacaram uma área onde estariam estacionados caças F-18, um edifício de alojamento e um grande hangar de equipamentos do Exército americano. No entanto, os caças F-18 operam normalmente em porta-aviões, e não em bases militares na região do Oriente Médio.
A Guarda Revolucionária também alegou que sua Força Aeroespacial “destruiu” drones MQ-9 dos Estados Unidos na base de Al-Azraq, conforme informado pela agência semioficial Fars. As tensões entre Irã e Estados Unidos continuam a crescer, refletindo um cenário complexo e de incertezas na política regional.
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