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Aracaju, Domingo, 21 de junho de 2026
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LACMA inaugura exposição com 70 peças raras da moda chinesa do século XX

Cultura

LACMA inaugura exposição com 70 peças raras da moda chinesa do século XX

Exposição no LACMA destaca cheongsams de Susan Mah, refletindo identidades culturais.

21/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 11h20
LACMA inaugura exposição com 70 peças raras da moda chinesa do século XX

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O Museu de Arte de Los Angeles abriu mostra que revela a evolução da moda feminina chinesa. Entre os destaques, um cheongsam de inspiração maia criado por Susan Mah, símbolo de identidade cultural.

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No último domingo (14), o Museu de Arte de Los Angeles (LACMA) inaugurou a exposição “Fashioning Chinese Women: Empire to Modernity” (Moldando Mulheres Chinesas: Do Império à Modernidade), que apresenta mais de 70 peças impressionantes de vestuário chinês do início ao meio do século XX. Dentre as obras em destaque, está um cheongsam de inspiração maia, criado por Susan Mah, uma americana de origem chinesa que se destacou por seu estilo único.

Na década de 1940, Susan Mah buscava um vestido que refletisse sua identidade cultural e estética. Após anos encomendando roupas a alfaiates renomados de Xangai e Hong Kong, ela decidiu costurar suas próprias peças. O resultado foi um cheongsam com gola mandarim, mangas curtas e uma silhueta justa, feito com uma ousada estampa em verde-limão, ao invés dos tradicionais tecidos chineses.

Segundo sua nora, Chere Lai Mah, Susan se inspirou em ícones de Hollywood como Irene Dunne e Barbara Stanwyck, buscando tecidos americanos extravagantes para compor seus cheongsams híbridos sino-americanos. “Ela queria se vestir de forma interessante”, destaca Lai Mah, que estudou as roupas deixadas por Susan e construiu um retrato de sua vida.

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“Há outro com aristocratas franceses dançando, palhaços, rosas, bolinhas e listras. Ela fez dezenas desses vestidos. São divertidos. São elegantes”, afirma Lai Mah.

A coleção, que inclui não apenas os cheongsams de Susan, mas também peças de sua mãe, Li Zhang Huifang, documenta um período de significativas transformações sociais para as mulheres chinesas. A curadora Michaela Hansen comenta que a doação de Lai Mah ao museu em 2022 é rara, pois muitas vezes as instituições exibem roupas de corte imperial ou moda ocidental inspirada na China, deixando em segundo plano as vestimentas de mulheres comuns.

Além da preservação das roupas, que se beneficiaram do clima da região da Baía de São Francisco, a coleção de Susan oferece uma perspectiva única sobre a vida de mulheres imigrantes. Nascida na pobreza na província de Guangdong, ela conseguiu levar seus figurinos quando deixou Hong Kong em 1938, durante a invasão japonesa, algo que muitos outros migrantes não conseguiram.

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Lai Mah, que também é artista e escreveu sobre a história de sua família, recorda o primeiro cheongsam que recebeu de Susan, uma peça turquesa adornada com ouro. Embora nunca a tenha usado, ela utilizou a inspiração para suas esculturas. A coleção revela a evolução do estilo de Susan, desde sua juventude até sua fase como matriarca nos Estados Unidos, refletindo sua confiança e aceitação das identidades cultural e americana.

“A confiança dela — e a aparente aceitação de suas identidades culturais chinesa e americana — transparece em uma fotografia de família, onde aparece fumando um cigarro, vestindo um cheongsam com estampa de palhaços dançantes”, finaliza Lai Mah.

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O Museu de Arte de Los Angeles abriu mostra que revela a evolução da moda feminina chinesa. Entre os destaques, um cheongsam de inspiração maia criado por Susan Mah, símbolo de identidade cultural.

No último domingo (14), o Museu de Arte de Los Angeles (LACMA) inaugurou a exposição “Fashioning Chinese Women: Empire to Modernity” (Moldando Mulheres Chinesas: Do Império à Modernidade), que apresenta mais de 70 peças impressionantes de vestuário chinês do início ao meio do século XX. Dentre as obras em destaque, está um cheongsam de inspiração maia, criado por Susan Mah, uma americana de origem chinesa que se destacou por seu estilo único.

Na década de 1940, Susan Mah buscava um vestido que refletisse sua identidade cultural e estética. Após anos encomendando roupas a alfaiates renomados de Xangai e Hong Kong, ela decidiu costurar suas próprias peças. O resultado foi um cheongsam com gola mandarim, mangas curtas e uma silhueta justa, feito com uma ousada estampa em verde-limão, ao invés dos tradicionais tecidos chineses.

Segundo sua nora, Chere Lai Mah, Susan se inspirou em ícones de Hollywood como Irene Dunne e Barbara Stanwyck, buscando tecidos americanos extravagantes para compor seus cheongsams híbridos sino-americanos. “Ela queria se vestir de forma interessante”, destaca Lai Mah, que estudou as roupas deixadas por Susan e construiu um retrato de sua vida.

“Há outro com aristocratas franceses dançando, palhaços, rosas, bolinhas e listras. Ela fez dezenas desses vestidos. São divertidos. São elegantes”, afirma Lai Mah.

A coleção, que inclui não apenas os cheongsams de Susan, mas também peças de sua mãe, Li Zhang Huifang, documenta um período de significativas transformações sociais para as mulheres chinesas. A curadora Michaela Hansen comenta que a doação de Lai Mah ao museu em 2022 é rara, pois muitas vezes as instituições exibem roupas de corte imperial ou moda ocidental inspirada na China, deixando em segundo plano as vestimentas de mulheres comuns.

Além da preservação das roupas, que se beneficiaram do clima da região da Baía de São Francisco, a coleção de Susan oferece uma perspectiva única sobre a vida de mulheres imigrantes. Nascida na pobreza na província de Guangdong, ela conseguiu levar seus figurinos quando deixou Hong Kong em 1938, durante a invasão japonesa, algo que muitos outros migrantes não conseguiram.

Lai Mah, que também é artista e escreveu sobre a história de sua família, recorda o primeiro cheongsam que recebeu de Susan, uma peça turquesa adornada com ouro. Embora nunca a tenha usado, ela utilizou a inspiração para suas esculturas. A coleção revela a evolução do estilo de Susan, desde sua juventude até sua fase como matriarca nos Estados Unidos, refletindo sua confiança e aceitação das identidades cultural e americana.

“A confiança dela — e a aparente aceitação de suas identidades culturais chinesa e americana — transparece em uma fotografia de família, onde aparece fumando um cigarro, vestindo um cheongsam com estampa de palhaços dançantes”, finaliza Lai Mah.

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