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Letalidade policial atinge recorde em quatro estados brasileiros em 2025

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Letalidade policial atinge recorde em quatro estados brasileiros em 2025

Crescimento da letalidade policial no Brasil em 2025 atinge recordes em quatro estados.

01/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 17h27
Letalidade policial atinge recorde em quatro estados brasileiros em 2025

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A letalidade resultante de intervenções policiais cresceu no Brasil, atingindo um total de 4.330 mortes em 2025, de acordo com dados da Rede de Observatórios de Segurança. Este número representa um aumento de 6,4% em relação ao ano anterior, que registrou 4.068 mortes. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 1º de julho de 2026.

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Quatro estados se destacaram ao atingir seus maiores patamares de mortes por ações policiais desde o início da série histórica, em 2019. Maranhão, Ceará, Pará e São Paulo foram os estados que registraram os índices mais altos, com 142, 200, 632 e 834 mortes, respectivamente.

Em São Paulo, o número de mortes policiais foi o maior da série histórica, mesmo com a queda em indicadores criminais, como furtos e roubos. Em 2024, foram registradas 812 mortes, e em 2025 esse número aumentou para 834. O estado acumulou 4.774 vítimas em sete anos.

O Maranhão apresentou um crescimento alarmante, com um aumento de 86,8% nas mortes, passando de 76 em 2024 para 142 em 2025. O relatório aponta que o fenômeno é atribuído à interiorização de facções criminosas do Sudeste e à resposta estatal baseada no confronto.

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No Pará, o número de mortes chegou a 632, com um aumento de 35 em relação a 2024. Somente em Belém, foram registradas 99 mortes, o maior número absoluto entre os municípios do estado. O Ceará também registrou 200 mortes, concentrando 50,5% das vítimas em apenas 12 municípios.

Outros estados monitorados, como Rio de Janeiro e Pernambuco, também apresentaram alta na letalidade policial. O Rio de Janeiro contabilizou 800 mortes, um aumento de 13,8% em relação ao ano anterior, enquanto Pernambuco registrou 89 mortes, representando um aumento de 30,9% comparado a 2024. Por outro lado, o Amazonas manteve o número de 43 mortes, enquanto a Bahia teve uma redução, passando de 1.702 mortes em 2024 para 1.570 em 2025.

Em relação ao perfil das vítimas, dos casos em que a raça foi identificada, 86,3% eram negras. O Amazonas apresentou a maior proporção, com 96% das vítimas sendo negras, seguido por Pernambuco (94,4%) e Bahia (93,9%). A pesquisa também indica que a maioria das vítimas era jovem, com 64,8% tendo até 29 anos, totalizando 2.804 jovens mortos em 2025.

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A metodologia utilizada para a coleta de dados foi a mesma aplicada nas edições anteriores do relatório “Pele Alvo: entre racismo e letalidade, o amanhã”, que considera informações oficiais das secretarias de segurança pública dos nove estados monitorados.

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Quatro estados se destacaram ao atingir seus maiores patamares de mortes por ações policiais desde o início da série histórica, em 2019. Maranhão, Ceará, Pará e São Paulo foram os estados que registraram os índices mais altos, com 142, 200, 632 e 834 mortes, respectivamente.

Em São Paulo, o número de mortes policiais foi o maior da série histórica, mesmo com a queda em indicadores criminais, como furtos e roubos. Em 2024, foram registradas 812 mortes, e em 2025 esse número aumentou para 834. O estado acumulou 4.774 vítimas em sete anos.

O Maranhão apresentou um crescimento alarmante, com um aumento de 86,8% nas mortes, passando de 76 em 2024 para 142 em 2025. O relatório aponta que o fenômeno é atribuído à interiorização de facções criminosas do Sudeste e à resposta estatal baseada no confronto.

No Pará, o número de mortes chegou a 632, com um aumento de 35 em relação a 2024. Somente em Belém, foram registradas 99 mortes, o maior número absoluto entre os municípios do estado. O Ceará também registrou 200 mortes, concentrando 50,5% das vítimas em apenas 12 municípios.

Outros estados monitorados, como Rio de Janeiro e Pernambuco, também apresentaram alta na letalidade policial. O Rio de Janeiro contabilizou 800 mortes, um aumento de 13,8% em relação ao ano anterior, enquanto Pernambuco registrou 89 mortes, representando um aumento de 30,9% comparado a 2024. Por outro lado, o Amazonas manteve o número de 43 mortes, enquanto a Bahia teve uma redução, passando de 1.702 mortes em 2024 para 1.570 em 2025.

Em relação ao perfil das vítimas, dos casos em que a raça foi identificada, 86,3% eram negras. O Amazonas apresentou a maior proporção, com 96% das vítimas sendo negras, seguido por Pernambuco (94,4%) e Bahia (93,9%). A pesquisa também indica que a maioria das vítimas era jovem, com 64,8% tendo até 29 anos, totalizando 2.804 jovens mortos em 2025.

A metodologia utilizada para a coleta de dados foi a mesma aplicada nas edições anteriores do relatório “Pele Alvo: entre racismo e letalidade, o amanhã”, que considera informações oficiais das secretarias de segurança pública dos nove estados monitorados.

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