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Aracaju, Quarta-feira, 1 de julho de 2026
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Estudo revela que negros têm risco quatro vezes maior de morte por polícia

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Estudo revela que negros têm risco quatro vezes maior de morte por polícia

Estudo revela que negros têm quatro vezes mais chances de serem mortos pela polícia.

01/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 17h27
Estudo revela que negros têm risco quatro vezes maior de morte por polícia

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Pessoas negras apresentam, em média, quatro vezes mais chances de morrer em ações policiais em comparação a pessoas brancas, segundo um estudo divulgado pela Rede de Observatórios da Segurança. O levantamento, intitulado “Pele Alvo: entre racismo e letalidade, o amanhã”, foi divulgado nesta quarta-feira (1º) e abrange dados coletados de nove estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.

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De acordo com a pesquisa, 4.330 mortes decorrentes de intervenções policiais foram registradas em 2025, representando um aumento de 6,4% em relação ao ano anterior. Dentre os casos analisados que continham informação sobre raça ou cor, a maioria das vítimas, cerca de 86,3%, era composta por pessoas negras.

Os jovens com idade de até 29 anos foram responsáveis por 64,8% do total de mortes, totalizando 2.804 vítimas. Dentro desse grupo, 2.492 tinham entre 18 e 29 anos, enquanto 312 crianças e adolescentes de até 17 anos também foram contabilizados, incluindo duas crianças de até 11 anos e 310 entre 12 e 17 anos.

“Com os dados de 2025, afirmamos: na média dos estados analisados, negros têm quatro vezes mais chances de serem mortos pela polícia do que brancos”, disse o estudo ao analisar as taxas por 100 mil habitantes.

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A desigualdade é ainda mais acentuada em alguns estados. Em Pernambuco, o risco para pessoas negras chega a ser 11 vezes maior em comparação à população branca, e no Rio de Janeiro, a diferença é de seis vezes. O estudo também destacou que quatro estados apresentaram, em 2025, o maior número de mortes por intervenção policial desde o início da série histórica em 2019. O Ceará registrou 200 mortes, o Maranhão 142, o Pará 632 e São Paulo 834 vítimas. Na Bahia, embora tenha havido uma redução em relação ao recorde de 2024, ainda foram registradas 1.570 mortes.

A situação em São Paulo é alarmante, pois mesmo em um contexto de queda em indicadores de criminalidade, como furtos e roubos, o estado registrou o maior número de vítimas da série histórica. Em 2025, houve um aumento de 22 mortes em relação a 2024, totalizando 4.774 vítimas em sete anos. O Maranhão, por sua vez, apresentou um crescimento de 86,8% nas mortes em um único ano, passando de 76 para 142 mortes, atribuído à interiorização de facções criminosas do Sudeste e à resposta estatal baseada no confronto.

No Pará, o recorde de 632 mortes representa um aumento de 35 em relação a 2024, acumulando 4.028 mortos em sete anos. O Ceará, com 200 mortes, alcançou o maior patamar desde 2019, com 50,5% das vítimas concentradas em apenas 12 municípios. A letalidade no estado cresceu 47,1% nos últimos sete anos, totalizando 1.094 mortos.

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A metodologia da pesquisa se baseia na coleta de dados oficiais junto às secretarias de segurança pública dos nove estados, por meio da Lei de Acesso à Informação, e é validada pela Rede de Observatórios, mantendo a comparabilidade com os dados desde 2019.

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Pessoas negras apresentam, em média, quatro vezes mais chances de morrer em ações policiais em comparação a pessoas brancas, segundo um estudo divulgado pela Rede de Observatórios da Segurança. O levantamento, intitulado “Pele Alvo: entre racismo e letalidade, o amanhã”, foi divulgado nesta quarta-feira (1º) e abrange dados coletados de nove estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.

De acordo com a pesquisa, 4.330 mortes decorrentes de intervenções policiais foram registradas em 2025, representando um aumento de 6,4% em relação ao ano anterior. Dentre os casos analisados que continham informação sobre raça ou cor, a maioria das vítimas, cerca de 86,3%, era composta por pessoas negras.

Os jovens com idade de até 29 anos foram responsáveis por 64,8% do total de mortes, totalizando 2.804 vítimas. Dentro desse grupo, 2.492 tinham entre 18 e 29 anos, enquanto 312 crianças e adolescentes de até 17 anos também foram contabilizados, incluindo duas crianças de até 11 anos e 310 entre 12 e 17 anos.

“Com os dados de 2025, afirmamos: na média dos estados analisados, negros têm quatro vezes mais chances de serem mortos pela polícia do que brancos”, disse o estudo ao analisar as taxas por 100 mil habitantes.

A desigualdade é ainda mais acentuada em alguns estados. Em Pernambuco, o risco para pessoas negras chega a ser 11 vezes maior em comparação à população branca, e no Rio de Janeiro, a diferença é de seis vezes. O estudo também destacou que quatro estados apresentaram, em 2025, o maior número de mortes por intervenção policial desde o início da série histórica em 2019. O Ceará registrou 200 mortes, o Maranhão 142, o Pará 632 e São Paulo 834 vítimas. Na Bahia, embora tenha havido uma redução em relação ao recorde de 2024, ainda foram registradas 1.570 mortes.

A situação em São Paulo é alarmante, pois mesmo em um contexto de queda em indicadores de criminalidade, como furtos e roubos, o estado registrou o maior número de vítimas da série histórica. Em 2025, houve um aumento de 22 mortes em relação a 2024, totalizando 4.774 vítimas em sete anos. O Maranhão, por sua vez, apresentou um crescimento de 86,8% nas mortes em um único ano, passando de 76 para 142 mortes, atribuído à interiorização de facções criminosas do Sudeste e à resposta estatal baseada no confronto.

No Pará, o recorde de 632 mortes representa um aumento de 35 em relação a 2024, acumulando 4.028 mortos em sete anos. O Ceará, com 200 mortes, alcançou o maior patamar desde 2019, com 50,5% das vítimas concentradas em apenas 12 municípios. A letalidade no estado cresceu 47,1% nos últimos sete anos, totalizando 1.094 mortos.

A metodologia da pesquisa se baseia na coleta de dados oficiais junto às secretarias de segurança pública dos nove estados, por meio da Lei de Acesso à Informação, e é validada pela Rede de Observatórios, mantendo a comparabilidade com os dados desde 2019.

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