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Aracaju, Sábado, 17 de outubro de 2026
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Política

Flávio Bolsonaro enfrenta perguntas sobre Banco Master em sabatina da TV Globo

A sabatina da TV Globo com o candidato Flávio Bolsonaro (PL) foi ao ar nesta sexta-feira (16), logo após o Jornal Nacional. O bloco de maior tensão tratou dos recursos pedidos ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o filme sobre Jair Bolsonaro. A sabatina foi ao ar logo após o Jornal Nacional, com […]

17/10/2026 · 17h36
Flávio Bolsonaro enfrenta perguntas sobre Banco Master em sabatina da TV Globo

A sabatina da TV Globo com o candidato Flávio Bolsonaro (PL) foi ao ar nesta sexta-feira (16), logo após o Jornal Nacional. O bloco de maior tensão tratou dos recursos pedidos ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o filme sobre Jair Bolsonaro.

A sabatina foi ao ar logo após o Jornal Nacional, com cerca de 40 minutos divididos em dois blocos e um minuto final para as considerações do candidato. A entrevista foi conduzida pela jornalista Renata Lo Prete e transmitida simultaneamente pela GloboNews e pelo g1.

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O financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro

O trecho mais tenso da noite tratou do dinheiro pedido por Flávio ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o filme Dark Horse, sobre seu pai — produção estrelada pelo ator americano Jim Caviezel.

A jornalista apresentou os números: o senador pediu R$ 134 milhões e recebeu parte disso. O dinheiro, em vez de ir diretamente para a produtora, passou por um fundo sediado nos Estados Unidos. Segundo ela, o fundo estava inativo havia quatro anos e até hoje não prestou informações sobre o destino dos recursos.

Flávio corrigiu um ponto da pergunta — disse que não se trata de um fundo imobiliário, mas de um fundo que faz apenas a gestão do filme — e sustentou que a produtora brasileira prestou contas de tudo.

“Eu estou falando de um pedido de um patrocínio privado, para um filme privado, sem absolutamente nenhuma contrapartida pelo fato de eu ser senador da República”

Questionado sobre por que pediu R$ 134 milhões se a perícia da própria produtora apontou custo de R$ 75 milhões, o candidato respondeu que “era um contrato que não foi cumprido” e afirmou que o filme foi concluído com os recursos aportados por Vorcaro e por outros investidores.

A resposta que citou a própria Globo

Para rebater a cobrança, Flávio mirou a emissora que o entrevistava:

“O programa Luciano Huck recebeu mais de 100 milhões de reais, 160 milhões de reais, se não me engano, para fazer uma propaganda no banco do Vorcaro. E o que tem de errado nisso? Nada.”

O candidato citou ainda a demissão de um diretor do Grupo Globo por causa da relação com o banqueiro. O caso é real: na véspera, o grupo desligou Frederic Kachar, diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio, após o vazamento de mensagens trocadas com Vorcaro entre outubro de 2023 e julho de 2025. Kachar estava na empresa havia 29 anos.

Renata Lo Prete respondeu ao ponto ainda no ar, separando as duas situações: compra de espaço comercial e patrocínio na programação, disse, seguem regras de transparência, são ditadas pelo mercado e não têm relação com a linha editorial nem com a independência do jornalismo. Sobre o executivo, confirmou que as conversas foram reveladas e que ele foi desligado no dia seguinte.

Onde a entrevista travou

Flávio tentou levar a conversa para um áudio atribuído a Vorcaro e para acusações envolvendo o entorno do presidente Lula. A jornalista interrompeu e explicou o critério da entrevista:

“Eu tenho procurado pautar essas entrevistas por fatos estabelecidos, respaldados ou nas investigações dos órgãos competentes ou de apurações jornalísticas da TV Globo. Só com base nisso, estou lhe fazendo perguntas. Então, eu sugiro que a gente não traga essa história aqui, porque ela mistura coisas que a gente não tem um terreno firme para pisar.”

E emendou a justificativa para insistir no tema do filme:

“O seu pai não é qualquer pai, ele é ex-presidente da República, e o senhor não é qualquer filho, o senhor é candidato a presidente da República.”

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O candidato afirmou estar “de boa em responder tudo”. Mais adiante, sustentou que o conteúdo que queria apresentar estaria “confirmado pela Polícia Federal”; a jornalista reiterou que não trataria de informações não confirmadas pelo jornalismo da emissora.

O que diz a apuração sobre o caso Master

As acusações que Flávio tentou introduzir na entrevista têm origem na proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, noticiada por diversos veículos nos últimos dias. Nela, o banqueiro afirma que haveria um esquema para captar recursos de fundos de pensão de estatais, com pagamento de propina.

Trata-se de versão apresentada por um delator, não de fato julgado. Os citados negam. O ministro Alexandre Padilha classificou os relatos como “farsa”. A Polícia Federal investiga o caso, e o financiamento do filme também é objeto de inquérito, no qual se apura a existência de lavagem de dinheiro e evasão de divisas — Flávio Bolsonaro figura entre os investigados.

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Saúde: “padrão Einstein” no SUS

Em outro bloco, o candidato detalhou a proposta para a saúde ao lado do nome que escolheu para o ministério, o médico Cláudio Lottenberg, oftalmologista que presidiu o Conselho do Hospital Israelita Albert Einstein e foi presidente executivo da instituição por 15 anos.

“É para o SUS ter padrão Einstein”

Entre as medidas citadas: telemedicina, prontuário eletrônico único conectando redes municipal, estadual, federal e privada, e uso de vagas ociosas da rede privada para reduzir filas de cirurgia.

A pergunta da jornalista tinha um contexto: Lottenberg criticou publicamente a demora do governo Bolsonaro para comprar vacinas durante a pandemia. Ela quis saber se o futuro ministro teria liberdade para agir numa emergência de saúde pública. Flávio respondeu que sim e disse que a orientação na conversa com o médico foi “olhar para a frente”.

Judiciário e a condenação do pai

Ao falar do julgamento que condenou Jair Bolsonaro, o candidato questionou a imparcialidade do processo, citando nominalmente os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin:

“Nunca queiram ser julgado pelos seus inimigos, porque já sabem que a injustiça é certa”

Disse ainda considerar que há “vários vícios” no processo e que a condenação deveria ser cancelada.

O minuto final

No encerramento, Flávio fez três compromissos: não prometer o que não puder cumprir, recuperar o poder de compra e dedicar-se à segurança pública. E fez um aceno direto ao eleitor indeciso, lembrando que o segundo turno é no dia 25.

Contou que ouve de eleitores a sugestão de imitar o adversário e “prometer uma picanha”. Respondeu que não fará isso:

“Eu não, eu vou trabalhar com a verdade, eu não vou ser igual a esse cara”

As falas reproduzidas nesta matéria foram transcritas diretamente do áudio da sabatina.

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A sabatina da TV Globo com o candidato Flávio Bolsonaro (PL) foi ao ar nesta sexta-feira (16), logo após o Jornal Nacional. O bloco de maior tensão tratou dos recursos pedidos ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o filme sobre Jair Bolsonaro.

A sabatina foi ao ar logo após o Jornal Nacional, com cerca de 40 minutos divididos em dois blocos e um minuto final para as considerações do candidato. A entrevista foi conduzida pela jornalista Renata Lo Prete e transmitida simultaneamente pela GloboNews e pelo g1.

O financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro

O trecho mais tenso da noite tratou do dinheiro pedido por Flávio ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o filme Dark Horse, sobre seu pai — produção estrelada pelo ator americano Jim Caviezel.

A jornalista apresentou os números: o senador pediu R$ 134 milhões e recebeu parte disso. O dinheiro, em vez de ir diretamente para a produtora, passou por um fundo sediado nos Estados Unidos. Segundo ela, o fundo estava inativo havia quatro anos e até hoje não prestou informações sobre o destino dos recursos.

Flávio corrigiu um ponto da pergunta — disse que não se trata de um fundo imobiliário, mas de um fundo que faz apenas a gestão do filme — e sustentou que a produtora brasileira prestou contas de tudo.

“Eu estou falando de um pedido de um patrocínio privado, para um filme privado, sem absolutamente nenhuma contrapartida pelo fato de eu ser senador da República”

Questionado sobre por que pediu R$ 134 milhões se a perícia da própria produtora apontou custo de R$ 75 milhões, o candidato respondeu que “era um contrato que não foi cumprido” e afirmou que o filme foi concluído com os recursos aportados por Vorcaro e por outros investidores.

A resposta que citou a própria Globo

Para rebater a cobrança, Flávio mirou a emissora que o entrevistava:

“O programa Luciano Huck recebeu mais de 100 milhões de reais, 160 milhões de reais, se não me engano, para fazer uma propaganda no banco do Vorcaro. E o que tem de errado nisso? Nada.”

O candidato citou ainda a demissão de um diretor do Grupo Globo por causa da relação com o banqueiro. O caso é real: na véspera, o grupo desligou Frederic Kachar, diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio, após o vazamento de mensagens trocadas com Vorcaro entre outubro de 2023 e julho de 2025. Kachar estava na empresa havia 29 anos.

Renata Lo Prete respondeu ao ponto ainda no ar, separando as duas situações: compra de espaço comercial e patrocínio na programação, disse, seguem regras de transparência, são ditadas pelo mercado e não têm relação com a linha editorial nem com a independência do jornalismo. Sobre o executivo, confirmou que as conversas foram reveladas e que ele foi desligado no dia seguinte.

Onde a entrevista travou

Flávio tentou levar a conversa para um áudio atribuído a Vorcaro e para acusações envolvendo o entorno do presidente Lula. A jornalista interrompeu e explicou o critério da entrevista:

“Eu tenho procurado pautar essas entrevistas por fatos estabelecidos, respaldados ou nas investigações dos órgãos competentes ou de apurações jornalísticas da TV Globo. Só com base nisso, estou lhe fazendo perguntas. Então, eu sugiro que a gente não traga essa história aqui, porque ela mistura coisas que a gente não tem um terreno firme para pisar.”

E emendou a justificativa para insistir no tema do filme:

“O seu pai não é qualquer pai, ele é ex-presidente da República, e o senhor não é qualquer filho, o senhor é candidato a presidente da República.”

O candidato afirmou estar “de boa em responder tudo”. Mais adiante, sustentou que o conteúdo que queria apresentar estaria “confirmado pela Polícia Federal”; a jornalista reiterou que não trataria de informações não confirmadas pelo jornalismo da emissora.

O que diz a apuração sobre o caso Master

As acusações que Flávio tentou introduzir na entrevista têm origem na proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, noticiada por diversos veículos nos últimos dias. Nela, o banqueiro afirma que haveria um esquema para captar recursos de fundos de pensão de estatais, com pagamento de propina.

Trata-se de versão apresentada por um delator, não de fato julgado. Os citados negam. O ministro Alexandre Padilha classificou os relatos como “farsa”. A Polícia Federal investiga o caso, e o financiamento do filme também é objeto de inquérito, no qual se apura a existência de lavagem de dinheiro e evasão de divisas — Flávio Bolsonaro figura entre os investigados.

Saúde: “padrão Einstein” no SUS

Em outro bloco, o candidato detalhou a proposta para a saúde ao lado do nome que escolheu para o ministério, o médico Cláudio Lottenberg, oftalmologista que presidiu o Conselho do Hospital Israelita Albert Einstein e foi presidente executivo da instituição por 15 anos.

“É para o SUS ter padrão Einstein”

Entre as medidas citadas: telemedicina, prontuário eletrônico único conectando redes municipal, estadual, federal e privada, e uso de vagas ociosas da rede privada para reduzir filas de cirurgia.

A pergunta da jornalista tinha um contexto: Lottenberg criticou publicamente a demora do governo Bolsonaro para comprar vacinas durante a pandemia. Ela quis saber se o futuro ministro teria liberdade para agir numa emergência de saúde pública. Flávio respondeu que sim e disse que a orientação na conversa com o médico foi “olhar para a frente”.

Judiciário e a condenação do pai

Ao falar do julgamento que condenou Jair Bolsonaro, o candidato questionou a imparcialidade do processo, citando nominalmente os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin:

“Nunca queiram ser julgado pelos seus inimigos, porque já sabem que a injustiça é certa”

Disse ainda considerar que há “vários vícios” no processo e que a condenação deveria ser cancelada.

O minuto final

No encerramento, Flávio fez três compromissos: não prometer o que não puder cumprir, recuperar o poder de compra e dedicar-se à segurança pública. E fez um aceno direto ao eleitor indeciso, lembrando que o segundo turno é no dia 25.

Contou que ouve de eleitores a sugestão de imitar o adversário e “prometer uma picanha”. Respondeu que não fará isso:

“Eu não, eu vou trabalhar com a verdade, eu não vou ser igual a esse cara”

As falas reproduzidas nesta matéria foram transcritas diretamente do áudio da sabatina.

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