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Internacional

Lula rebate Trump no G7: ‘Fala muito e ouve pouco’

Lula critica Trump em evento do G7 e se posiciona sobre as eleições no Brasil.

18/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 17h59
Lula rebate Trump no G7: ‘Fala muito e ouve pouco’

O presidente Lula respondeu com dureza às críticas de Trump sobre o Brasil durante a cúpula do G7, na França. O americano havia chamado a situação política brasileira de 'perigosa'.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, em coletiva de imprensa, que “a situação política no Brasil se tornou perigosa”. A afirmação surgiu após questionamento sobre as novas tarifas impostas pelos EUA ao Brasil e a designação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelo governo americano. O episódio ocorreu à margem da cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França.

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Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que “Trump fala muito e ouve pouco”. Ele ainda criticou a postura do presidente americano, sugerindo que Trump age como um imperador ao tratar das tarifas e da designação de facções como terroristas. Lula enfatizou: “Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil é um problema do Brasil”.

Durante a coletiva, Trump confundiu Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, com seu irmão Eduardo Bolsonaro (PL), que foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a quatro anos de pena por coação no processo da trama golpista. Eduardo reside nos Estados Unidos e não está preso. O analista de Internacional Lourival Sant’Anna comentou que Trump misturou os dois, possivelmente por falta de informação sobre o caso. “Trump nem sabe que o Bolsonaro tem mais de um filho”, observou Lourival.

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Os presidentes também se cruzaram rapidamente nos corredores do G7, onde Trump teria elogiado Lula com um “good job” (“bom trabalho”). Para Lourival, esse breve encontro sugere que Trump não guarda animosidade em relação a Lula. “Tarifas, designação de grupos terroristas são políticas do governo Trump, não é algo dirigido contra o presidente Lula”, analisou.

O analista de Política Caio Junqueira comentou sobre as repercussões do evento: “Essa dança hoje é só o Lula que lucra, é só o Lula que ganha”. Ele destacou que a estratégia histórica do PT de combinar discurso de esquerda com governança pragmática está sendo favorecida, neste ano, pelas ações de Trump e pelo bolsonarismo nos EUA. A âncora Thais Herédia também ressaltou que o embate com Trump representa um presente eleitoral para Lula, reforçando seu argumento de soberania nacional.

Herédia ainda mencionou que, em um contexto polarizado como o brasileiro, Lula não poderia afirmar ao eleitorado que nunca foi de esquerda, como fez em conversas informais com líderes internacionais. “Vamos ver como é que ele vai usar essa fórmula entre o que ele é de verdade e o personagem que ele cria para ganhar a eleição de novo”, finalizou.

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O presidente Lula respondeu com dureza às críticas de Trump sobre o Brasil durante a cúpula do G7, na França. O americano havia chamado a situação política brasileira de 'perigosa'.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, em coletiva de imprensa, que “a situação política no Brasil se tornou perigosa”. A afirmação surgiu após questionamento sobre as novas tarifas impostas pelos EUA ao Brasil e a designação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelo governo americano. O episódio ocorreu à margem da cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França.

Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que “Trump fala muito e ouve pouco”. Ele ainda criticou a postura do presidente americano, sugerindo que Trump age como um imperador ao tratar das tarifas e da designação de facções como terroristas. Lula enfatizou: “Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil é um problema do Brasil”.

Durante a coletiva, Trump confundiu Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, com seu irmão Eduardo Bolsonaro (PL), que foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a quatro anos de pena por coação no processo da trama golpista. Eduardo reside nos Estados Unidos e não está preso. O analista de Internacional Lourival Sant’Anna comentou que Trump misturou os dois, possivelmente por falta de informação sobre o caso. “Trump nem sabe que o Bolsonaro tem mais de um filho”, observou Lourival.

Os presidentes também se cruzaram rapidamente nos corredores do G7, onde Trump teria elogiado Lula com um “good job” (“bom trabalho”). Para Lourival, esse breve encontro sugere que Trump não guarda animosidade em relação a Lula. “Tarifas, designação de grupos terroristas são políticas do governo Trump, não é algo dirigido contra o presidente Lula”, analisou.

O analista de Política Caio Junqueira comentou sobre as repercussões do evento: “Essa dança hoje é só o Lula que lucra, é só o Lula que ganha”. Ele destacou que a estratégia histórica do PT de combinar discurso de esquerda com governança pragmática está sendo favorecida, neste ano, pelas ações de Trump e pelo bolsonarismo nos EUA. A âncora Thais Herédia também ressaltou que o embate com Trump representa um presente eleitoral para Lula, reforçando seu argumento de soberania nacional.

Herédia ainda mencionou que, em um contexto polarizado como o brasileiro, Lula não poderia afirmar ao eleitorado que nunca foi de esquerda, como fez em conversas informais com líderes internacionais. “Vamos ver como é que ele vai usar essa fórmula entre o que ele é de verdade e o personagem que ele cria para ganhar a eleição de novo”, finalizou.

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