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Política

Malásia exige guia em 189 trilhas após onda de resgates

Malásia estabelece novas regras para trilheiros visando aumentar a segurança nas trilhas.

08/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 17h08
Malásia exige guia em 189 trilhas após onda de resgates

Governo malaio impõe guia obrigatório em 189 pontos de risco e triagem antes das subidas. Medida busca reduzir buscas e resgates, que aumentaram com a popularização das trilhas nas redes sociais.

As autoridades da Malásia estão introduzindo novas diretrizes para os praticantes de trilhas, em resposta ao aumento das operações de busca e resgate, que têm sido impulsionadas por tendências nas redes sociais. As medidas, anunciadas na quarta-feira (5), incluem a obrigatoriedade do uso de guias em 189 locais considerados de alto risco em todo o país, além de procedimentos de triagem antes das subidas, conforme informou a agência estatal de notícias Bernama.

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A popularidade da prática de trilhas tem crescido na Malásia, apesar de cerca de metade da área total do país ser coberta por florestas tropicais, onde as altas temperaturas e a elevada umidade são comuns. A vegetação densa torna fácil para os trilheiros se perderem caso se afastem das trilhas demarcadas.

Entre as caminhadas mais populares estão a subida do Monte Kinabalu, que tem 4.095 metros de altura em Bornéu, e as trilhas de uma semana pelas selvas de Gunung Tahan, onde se localiza o ponto mais alto da Malásia Peninsular: o Monte Tahan, com 2.187 metros. Para aqueles que preferem não se afastar muito da cidade, trilhas como o Penang Hill, em George Town, ou o KL Forest Eco Park, em Kuala Lumpur, são alternativas acessíveis.

As novas regulamentações, introduzidas pelo NRES (Ministério dos Recursos Naturais e da Sustentabilidade Ambiental), visam reduzir o risco de acidentes e a necessidade de operações dispendiosas de busca e resgate. O vice-ministro do NRES, Syed Ibrahim Syed Noh, destacou que muitos trilheiros estão iniciando suas atividades sem o preparo adequado ou utilizando rotas não autorizadas.

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“Quando o tempo da caminhada é reduzido, a margem para erros também se torna menor. Por isso, o planejamento logístico, o preparo físico e o gerenciamento de riscos precisam ser realizados com muito mais atenção aos detalhes”, afirmou.

Um aumento no número dos chamados “trilheiros expressos”, que buscam completar montanhas no menor tempo possível, também tem contribuído para o problema. Especialistas alertam que alguns desses trilheiros carregam o mínimo de equipamentos, com a intenção de parecerem corredores profissionais de trilha em suas postagens nas redes sociais.

“Há trilheiros que se concentram mais em produzir conteúdos interessantes e estão dispostos a assumir riscos, negligenciando a própria segurança”, comentou a guia de montanha Norimah Abd Karim.

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A CNN entrou em contato com o Ministério dos Recursos Naturais e da Sustentabilidade Ambiental da Malásia e com o Departamento de Vida Selvagem e Parques Nacionais para obter comentários sobre as novas regulamentações.

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Governo malaio impõe guia obrigatório em 189 pontos de risco e triagem antes das subidas. Medida busca reduzir buscas e resgates, que aumentaram com a popularização das trilhas nas redes sociais.

As autoridades da Malásia estão introduzindo novas diretrizes para os praticantes de trilhas, em resposta ao aumento das operações de busca e resgate, que têm sido impulsionadas por tendências nas redes sociais. As medidas, anunciadas na quarta-feira (5), incluem a obrigatoriedade do uso de guias em 189 locais considerados de alto risco em todo o país, além de procedimentos de triagem antes das subidas, conforme informou a agência estatal de notícias Bernama.

A popularidade da prática de trilhas tem crescido na Malásia, apesar de cerca de metade da área total do país ser coberta por florestas tropicais, onde as altas temperaturas e a elevada umidade são comuns. A vegetação densa torna fácil para os trilheiros se perderem caso se afastem das trilhas demarcadas.

Entre as caminhadas mais populares estão a subida do Monte Kinabalu, que tem 4.095 metros de altura em Bornéu, e as trilhas de uma semana pelas selvas de Gunung Tahan, onde se localiza o ponto mais alto da Malásia Peninsular: o Monte Tahan, com 2.187 metros. Para aqueles que preferem não se afastar muito da cidade, trilhas como o Penang Hill, em George Town, ou o KL Forest Eco Park, em Kuala Lumpur, são alternativas acessíveis.

As novas regulamentações, introduzidas pelo NRES (Ministério dos Recursos Naturais e da Sustentabilidade Ambiental), visam reduzir o risco de acidentes e a necessidade de operações dispendiosas de busca e resgate. O vice-ministro do NRES, Syed Ibrahim Syed Noh, destacou que muitos trilheiros estão iniciando suas atividades sem o preparo adequado ou utilizando rotas não autorizadas.

“Quando o tempo da caminhada é reduzido, a margem para erros também se torna menor. Por isso, o planejamento logístico, o preparo físico e o gerenciamento de riscos precisam ser realizados com muito mais atenção aos detalhes”, afirmou.

Um aumento no número dos chamados “trilheiros expressos”, que buscam completar montanhas no menor tempo possível, também tem contribuído para o problema. Especialistas alertam que alguns desses trilheiros carregam o mínimo de equipamentos, com a intenção de parecerem corredores profissionais de trilha em suas postagens nas redes sociais.

“Há trilheiros que se concentram mais em produzir conteúdos interessantes e estão dispostos a assumir riscos, negligenciando a própria segurança”, comentou a guia de montanha Norimah Abd Karim.

A CNN entrou em contato com o Ministério dos Recursos Naturais e da Sustentabilidade Ambiental da Malásia e com o Departamento de Vida Selvagem e Parques Nacionais para obter comentários sobre as novas regulamentações.

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