O novo padrão removeu APIs usadas por muitos bloqueadores, diminuindo o bloqueio de scripts e requisições. Veja alternativas e ajustes que ainda reduzem a exposição a anúncios no navegador.
O Chrome mudou a estrutura exigida para rodar extensões no navegador e isso afetou diretamente os bloqueadores de anúncios. O padrão Manifest V3 inutilizou muitos adblockers que dependiam de componentes presentes na versão anterior, e ainda existem alternativas para reduzir a exposição a propagandas online.
O padrão antigo, Manifest V2, começou a ser desativado em 2024 por motivos de segurança. O salto para a versão mais nova eliminou alguns recursos cruciais no funcionamento de bloqueadores, reduzindo a eficácia de soluções que antes bloqueavam scripts e requisições com mais profundidade. A seguir, explicamos o que pode ser feito para driblar anúncios sem atribuir falas ou orientações a fontes específicas.
Como bloquear anúncios no navegador
Dicas práticas
- Usar o uBlock Origin Lite — Trata-se de uma versão adaptada do conhecido bloqueador às limitações do Manifest V3. A eficácia não é a mesma da versão para Manifest V2, mas a opção continua sendo uma alternativa prática para remover boa parte das propagandas por meio de extensão. A interface é semelhante à do uBlock Origin tradicional e a instalação é direta via loja de extensões do Chrome.
- Trocar o servidor DNS — O servidor DNS funciona como uma “lista telefônica” que associa endereços web a números de IP. Algumas soluções de DNS públicas e gratuitas prometem melhorar o carregamento de páginas e bloquear domínios de publicidade, atuando no nível do dispositivo ou da rede. Ao alterar o DNS no roteador, a proteção passa a valer para todos os aparelhos conectados; entre as opções citadas está o servidor público da AdGuard.
- Trocar de navegador — Mudar o navegador não é a solução mais simples, mas é uma alternativa. O Firefox continua permitindo o uso da versão padrão do uBlock Origin e de outros adblockers compatíveis com o modelo anterior. Outra opção é o Brave, que traz um bloqueador de anúncios nativo e dispensa a instalação de extensões; o Brave é baseado no Chromium, o mesmo código-fonte usado pelo Chrome, o que facilita a migração para quem busca compatibilidade com recursos semelhantes.
As alternativas listadas têm vantagens e limitações. Extensões adaptadas ao Manifest V3 tendem a trazer menos controle sobre requisições e filtros do que as versões antigas; servidores DNS podem bloquear domínios de propaganda, mas também exigem configuração e podem afetar o acesso a serviços legítimos; mudar de navegador resolve a limitação imposta pelo novo padrão do Chrome, mas implica em adaptação do usuário a uma nova interface e a possíveis diferenças em extensões e sincronização de dados.
Quem busca reduzir anúncios precisa avaliar qual abordagem se adequa ao seu uso: instalar um bloqueador compatível, ajustar o DNS do dispositivo ou roteador, ou adotar um navegador com bloqueio nativo. Cada alternativa mantém resultados variados dependendo das configurações e das atualizações futuras dos próprios navegadores e padrões de extensões.
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