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Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
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Economia

Manutenção da Selic em 15% provoca críticas de indústria, construção e sindicatos

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros em 15% ao ano, anunciada nesta quarta-feira (28), gerou reação imediata de diversos segmentos do setor produtivo, que veem efeitos negativos sobre crescimento, crédito e emprego. Indústria fala em custo elevado Para a Confederação Nacional da Indústria […]

29/01/2026 · 07h28
Manutenção da Selic em 15% provoca críticas de indústria, construção e sindicatos

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros em 15% ao ano, anunciada nesta quarta-feira (28), gerou reação imediata de diversos segmentos do setor produtivo, que veem efeitos negativos sobre crescimento, crédito e emprego.

Indústria fala em custo elevado

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o atual patamar de juros impõe “custo elevado” à economia e ignora a trajetória recente de desaceleração da inflação. O presidente da entidade, Ricardo Alban, afirmou que o Banco Central deveria ter iniciado um ciclo de flexibilização monetária. “É indispensável iniciar a redução dos juros já na próxima reunião”, disse em nota.

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Dados da CNI indicam que o IPCA encerrou 2025 em 4,26%, abaixo do teto da meta de 4,5%. Projeções do Boletim Focus apontam inflação de 4% em 2026 e convergência gradual para 3% nos anos seguintes. Ainda assim, a taxa real de juros permanece em torno de 10,5% ao ano, aproximadamente 5,5 pontos percentuais acima da taxa neutra estimada pelo próprio Banco Central.

Construção vê restrição ao crédito

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, avaliou que juros elevados restringem o crédito imobiliário, reduzem a demanda por novos empreendimentos e dificultam a viabilização de projetos. “Uma política monetária contracionista desacelera a atividade e afeta toda a cadeia produtiva, com reflexos prolongados sobre emprego e renda”, declarou.

Comércio adota tom cauteloso

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) classificou a decisão como reflexo de cautela diante de incertezas fiscais e externas. O economista Ulisses Ruiz de Gamboa ressalvou que, apesar da perda de fôlego da atividade, inflação corrente e expectativas ainda estão acima da meta. Segundo ele, o comunicado do Copom será fundamental para identificar sinais de eventual início de cortes.

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Centrais sindicais criticam “juros proibitivos”

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) afirmou que a manutenção da Selic mantém o Brasil entre os países com maiores juros reais do mundo e penaliza a população. Para Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), “juros altos encarecem o crédito, reduzem o consumo e resultam em menos empregos”. A entidade calcula que cada ponto percentual adicional da Selic eleva em cerca de R$ 50 bilhões as despesas públicas com juros da dívida.

A Força Sindical classificou a decisão como “irresponsabilidade social”. Segundo o presidente Miguel Torres, a política monetária atual favorece a especulação financeira, restringe o crédito, eleva o endividamento das famílias e freia o desenvolvimento econômico.

Quinta manutenção consecutiva

O Copom manteve a Selic em 15% pela quinta vez seguida, mantendo o nível mais alto desde 2006. A decisão estava em linha com as expectativas da maioria dos analistas, que apontavam inflação ainda acima da meta, incertezas fiscais e riscos externos como justificativa para a continuidade do aperto monetário.

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Com informações de Agência Brasil

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A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros em 15% ao ano, anunciada nesta quarta-feira (28), gerou reação imediata de diversos segmentos do setor produtivo, que veem efeitos negativos sobre crescimento, crédito e emprego.

Indústria fala em custo elevado

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o atual patamar de juros impõe “custo elevado” à economia e ignora a trajetória recente de desaceleração da inflação. O presidente da entidade, Ricardo Alban, afirmou que o Banco Central deveria ter iniciado um ciclo de flexibilização monetária. “É indispensável iniciar a redução dos juros já na próxima reunião”, disse em nota.

Dados da CNI indicam que o IPCA encerrou 2025 em 4,26%, abaixo do teto da meta de 4,5%. Projeções do Boletim Focus apontam inflação de 4% em 2026 e convergência gradual para 3% nos anos seguintes. Ainda assim, a taxa real de juros permanece em torno de 10,5% ao ano, aproximadamente 5,5 pontos percentuais acima da taxa neutra estimada pelo próprio Banco Central.

Construção vê restrição ao crédito

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, avaliou que juros elevados restringem o crédito imobiliário, reduzem a demanda por novos empreendimentos e dificultam a viabilização de projetos. “Uma política monetária contracionista desacelera a atividade e afeta toda a cadeia produtiva, com reflexos prolongados sobre emprego e renda”, declarou.

Comércio adota tom cauteloso

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) classificou a decisão como reflexo de cautela diante de incertezas fiscais e externas. O economista Ulisses Ruiz de Gamboa ressalvou que, apesar da perda de fôlego da atividade, inflação corrente e expectativas ainda estão acima da meta. Segundo ele, o comunicado do Copom será fundamental para identificar sinais de eventual início de cortes.

Centrais sindicais criticam “juros proibitivos”

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) afirmou que a manutenção da Selic mantém o Brasil entre os países com maiores juros reais do mundo e penaliza a população. Para Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), “juros altos encarecem o crédito, reduzem o consumo e resultam em menos empregos”. A entidade calcula que cada ponto percentual adicional da Selic eleva em cerca de R$ 50 bilhões as despesas públicas com juros da dívida.

A Força Sindical classificou a decisão como “irresponsabilidade social”. Segundo o presidente Miguel Torres, a política monetária atual favorece a especulação financeira, restringe o crédito, eleva o endividamento das famílias e freia o desenvolvimento econômico.

Quinta manutenção consecutiva

O Copom manteve a Selic em 15% pela quinta vez seguida, mantendo o nível mais alto desde 2006. A decisão estava em linha com as expectativas da maioria dos analistas, que apontavam inflação ainda acima da meta, incertezas fiscais e riscos externos como justificativa para a continuidade do aperto monetário.

Com informações de Agência Brasil

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