Em show no Villa Country, Jeninho, o Peão Tatuado, contou os desafios que enfrentou até estourar no agrofunk. O artista disse que chegou a pensar em desistir, mas a fé o manteve na estrada.
Em uma noite marcante no Villa Country, uma das casas noturnas mais renomadas do Brasil, Jeninho, conhecido como MC Peão ou Peão Tatuado, compartilhou sua emocionante trajetória na música. O cantor, que se destaca no cenário do agrofunk, esteve em São Paulo na última quinta-feira (30/7) e abriu o coração sobre os desafios que enfrentou em sua carreira.
Durante a entrevista, o artista refletiu sobre sua relação com a fé e como isso o ajudou a superar momentos de incerteza. Jeninho revelou que, apesar do sucesso atual, quase desistiu de sua carreira musical. “É verdade. Eu estive muito próximo, assim, de largar a minha carreira, sabe? De deixar para trás e seguir outro caminho… Sabe quando as coisas ficam difíceis, você começa a duvidar se aquilo ali era plano de Deus para sua vida mesmo?!”, desabafou.
A pressão e as dificuldades enfrentadas o levaram a considerar novas opções, inclusive uma mudança de profissão. “Falei: ‘Eu vou largar, vou caçar o emprego, fazer uma faculdade e tal’”, relembrou Jeninho, ressaltando que a espiritualidade foi fundamental para sua decisão de continuar na música. “Só que nesse momento Deus falou no meu coração, me estendeu a mão, me levantou, me reergueu, renovou minha fé e eu continuei trabalhando mais um pouquinho e deu no que deu”, afirmou.
Jeninho, que hoje é um dos principais nomes do agrofunk, destaca que o momento atual é uma colheita de anos de dedicação e paciência. “Tudo que Deus prometeu um dia para mim está se cumprindo. Então eu só tenho a agradecer, só tenho que dar graça e glória a Deus, porque é um sonho, né? É o que eu sonhei a vida inteira”, acrescentou.
Antes de se tornar um ícone da música, Jeninho teve uma ligação com o futebol e, em tom de brincadeira, comentou sobre como sua vida poderia ter tomado outro rumo. “Modéstia parte eu era bom”, disse ele sobre suas habilidades com a bola, mas concluiu que a escolha de seguir a música foi a melhor. “Acho que sim. É melhor, é melhor. É melhor cantando”, finalizou.


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