O funkeiro Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, recebeu uma condenação por injúria após ter chamado uma mulher de “bolo fofo” em uma publicação em uma rede social. O episódio ocorreu no dia 24 de abril de 2024 e, após análise do caso, a 20ª Vara Criminal da Comarca da Capital decidiu, nesta quinta-feira (9), que o cantor deverá cumprir uma pena de três meses de detenção.
A sentença foi proferida pela juíza Juliana Benevides de Barros Araújo, que também determinou que Poze arcasse com as custas do processo e a taxa judiciária. A pena foi aumentada, de acordo com o artigo 140 do Código Penal, devido à natureza da ofensa, que foi considerada mais grave por ter sido veiculada nas redes sociais, conforme estabelece o artigo 141 do mesmo código.
A acusação apresentou como evidência capturas de tela da publicação de Poze, além dos impactos sociais e emocionais que a ofensa causou à vítima. Em contrapartida, a defesa do artista argumentou que não existiam provas suficientes e que a intenção de ofender não estava clara, mencionando uma proposta de conciliação feita pela mulher como um indicativo de que a ação judicial tinha como objetivo apenas “expropriar o legítimo patrimônio do querelado”.
No entanto, a juíza rejeitou esses argumentos, afirmando que a materialidade do crime estava comprovada pelas publicações. Ela destacou que a autoria também foi confirmada, uma vez que Poze não negou a posse das contas nas redes sociais onde as ofensas foram postadas.
“Fica claro que o querelado usou de expressão ‘bolo fofo’ que ataca diretamente o peso da vítima, usando uma ação verbal direcionada à vítima com dolo direto de injuriar”, afirmou a magistrada.
A juíza ainda ressaltou que a ampla divulgação da publicação ampliou o alcance da ofensa, especialmente considerando a grande quantidade de seguidores que Poze possui. O Ministério Público havia reforçado que a materialidade e a ocorrência do delito foram amplamente demonstradas, ressaltando que as falas tinham a intenção de atingir a dignidade da mulher.
A defesa do cantor manifestou a intenção de recorrer da decisão. Em nota, afirmaram que a decisão de primeira instância desconsiderou a falta de provas nos autos e que a mulher havia selecionado apenas o cantor para processar, ignorando outros ataques que ela recebeu nas redes sociais.
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