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Economia

Medidas simples podem tornar o Carnaval mais acessível a crianças e pessoas com autismo

O Carnaval, tradicionalmente marcado por música alta, cores vibrantes e grandes multidões, pode ser fonte de desconforto para crianças e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Especialistas alertam que o excesso de estímulos sonoros, visuais e táteis típico da festa tende a provocar ansiedade e sobrecarga sensorial nesse público. De acordo com a psicóloga […]

13/02/2026 · 13h33 · Atualizado às 19h01
Medidas simples podem tornar o Carnaval mais acessível a crianças e pessoas com autismo

O Carnaval, tradicionalmente marcado por música alta, cores vibrantes e grandes multidões, pode ser fonte de desconforto para crianças e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Especialistas alertam que o excesso de estímulos sonoros, visuais e táteis típico da festa tende a provocar ansiedade e sobrecarga sensorial nesse público.

De acordo com a psicóloga Denise Ribeiro, da startup Abraço, pessoas no espectro apresentam diferenças neurológicas descritas no DSM-5-TR, manual de referência internacional. “Sons intensos, luzes fortes e contato físico inesperado podem ser vivenciados como extremamente aversivos ou desorganizadores”, explica.

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Impacto sensorial e riscos

Estudos mostram que a hiper-reatividade a estímulos pode desencadear crises, comportamentos de fuga ou estados de desligamento emocional, conhecidos como shutdowns. A imprevisibilidade de horários, percursos e interações sociais, somada ao calor e a cheiros fortes, complica ainda mais a experiência carnavalesca para esse grupo.

Por que falar em inclusão

A Organização Mundial da Saúde estima que uma em cada 100 pessoas esteja no espectro autista, o que reforça a necessidade de garantir participação social em igualdade de condições. Para especialistas, inclusão não se limita ao acesso físico, mas envolve adaptar ambientes, oferecer previsibilidade e respeitar as diferenças neurológicas.

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Adaptações recomendadas

A literatura científica e profissionais da área sugerem estratégias que podem ser adotadas por prefeituras, blocos e organizadores:

  • Criação de áreas tranquilas ou de descompressão;
  • Redução de volume e intensidade de luz em horários específicos;
  • Divulgação prévia de rotas, cronogramas e níveis de som;
  • Autorização expressa para o uso de abafadores, óculos escuros e objetos de conforto;
  • Respeito aos sinais de cansaço, permitindo que a pessoa deixe o local quando necessário.

“A inclusão é ciência, não favor”, reforça Denise Ribeiro. Para ela, a abordagem contemporânea do autismo, baseada na neurodiversidade, propõe ajustar o ambiente e não mudar o indivíduo. Aplicar essas medidas durante o Carnaval, conclui a psicóloga, é alinhar cultura, ciência e direitos humanos, assegurando que todos possam participar da festa à sua maneira.

 

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O Carnaval, tradicionalmente marcado por música alta, cores vibrantes e grandes multidões, pode ser fonte de desconforto para crianças e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Especialistas alertam que o excesso de estímulos sonoros, visuais e táteis típico da festa tende a provocar ansiedade e sobrecarga sensorial nesse público.

De acordo com a psicóloga Denise Ribeiro, da startup Abraço, pessoas no espectro apresentam diferenças neurológicas descritas no DSM-5-TR, manual de referência internacional. “Sons intensos, luzes fortes e contato físico inesperado podem ser vivenciados como extremamente aversivos ou desorganizadores”, explica.

Impacto sensorial e riscos

Estudos mostram que a hiper-reatividade a estímulos pode desencadear crises, comportamentos de fuga ou estados de desligamento emocional, conhecidos como shutdowns. A imprevisibilidade de horários, percursos e interações sociais, somada ao calor e a cheiros fortes, complica ainda mais a experiência carnavalesca para esse grupo.

Por que falar em inclusão

A Organização Mundial da Saúde estima que uma em cada 100 pessoas esteja no espectro autista, o que reforça a necessidade de garantir participação social em igualdade de condições. Para especialistas, inclusão não se limita ao acesso físico, mas envolve adaptar ambientes, oferecer previsibilidade e respeitar as diferenças neurológicas.

Adaptações recomendadas

A literatura científica e profissionais da área sugerem estratégias que podem ser adotadas por prefeituras, blocos e organizadores:

  • Criação de áreas tranquilas ou de descompressão;
  • Redução de volume e intensidade de luz em horários específicos;
  • Divulgação prévia de rotas, cronogramas e níveis de som;
  • Autorização expressa para o uso de abafadores, óculos escuros e objetos de conforto;
  • Respeito aos sinais de cansaço, permitindo que a pessoa deixe o local quando necessário.

“A inclusão é ciência, não favor”, reforça Denise Ribeiro. Para ela, a abordagem contemporânea do autismo, baseada na neurodiversidade, propõe ajustar o ambiente e não mudar o indivíduo. Aplicar essas medidas durante o Carnaval, conclui a psicóloga, é alinhar cultura, ciência e direitos humanos, assegurando que todos possam participar da festa à sua maneira.

 

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