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Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
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Política

Mendonça diz que vazamento do celular de Vorcaro põe investigação em risco

Mendonça afirmou que abrir todos os dados do celular de Daniel Vorcaro pode tumultuar julgamento marcado para 15 e pôr investigações em risco.

13/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h44
Mendonça diz que vazamento do celular de Vorcaro põe investigação em risco

André Mendonça afirmou que divulgar dados do celular de Daniel Vorcaro a colegas do STF pode tumultuar a sessão de terça e prejudicar investigações. A Corte vota possível investigação sobre Alexandre de Moraes.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou, neste domingo (13), que disponibilizar a todos os colegas da Corte todos os dados do telefone celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro contribuiria para “tumultuar o julgamento” marcado para a próxima terça-feira (15) e colocaria as investigações em risco. Na data, a Corte terá uma sessão plenária extraordinária para decidir sobre a abertura de uma possível investigação a respeito de supostas relações do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro.

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“A inserção de elementos adicionais, que não constam dos autos até o presente momento, o que inclui a abertura de todas as informações contidas no celular do senhor Daniel Vorcaro, somente contribuiria para tumultuar o julgamento, bem como colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações, dando ensejo à suscitação de questionamentos de toda ordem, para desviar o feito especificamente apregoado para julgamento de seu caminho natural”.

Segundo Mendonça, “todo o material utilizado para o julgamento” do dia 15 já está disponível aos ministros, mas ele questionou a pertinência de revelar a integralidade do conteúdo extraído do aparelho do ex-dono do Banco Master. O posicionamento foi apresentado em despacho publicado hoje como resposta a uma demanda de outros ministros para ter acesso à íntegra dos dados encontrados no aparelho.

Os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin já manifestaram interesse em receber esses dados, segundo o registro sobre a demanda. Até o momento, foram tornados públicos dados do celular de Vorcaro relativos a conversas com o ministro Alexandre de Moraes.

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Mendonça também derrubou o sigilo de conversas de Vorcaro com aliados sobre o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A divulgação das conversas envolvendo o banqueiro, que está atualmente preso sob acusação de fraudes financeiras, com Moraes desencadeou uma crise na Corte.

Em resposta à divulgação, Moraes incluiu acusações contra Mendonça no âmbito do inquérito das Fake News. O relatório mencionado dizia que Mendonça teria, em tese, praticado uma série de condutas tipificadas como improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento a determinados grupos políticos.

Como efeito imediato da troca de ações entre Mendonça e Moraes, Fachin decidiu retirar de Moraes a relatoria do inquérito das Fake News. Além disso, no próximo dia 23 está marcada outra sessão na Corte para analisar o pedido de investigação contra André Mendonça.

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Segundo Fachin, o procedimento envolvendo o ministro ainda está em fase de instrução e não reúne, neste momento, todos os elementos necessários para ser levado ao plenário.

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André Mendonça afirmou que divulgar dados do celular de Daniel Vorcaro a colegas do STF pode tumultuar a sessão de terça e prejudicar investigações. A Corte vota possível investigação sobre Alexandre de Moraes.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou, neste domingo (13), que disponibilizar a todos os colegas da Corte todos os dados do telefone celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro contribuiria para “tumultuar o julgamento” marcado para a próxima terça-feira (15) e colocaria as investigações em risco. Na data, a Corte terá uma sessão plenária extraordinária para decidir sobre a abertura de uma possível investigação a respeito de supostas relações do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro.

“A inserção de elementos adicionais, que não constam dos autos até o presente momento, o que inclui a abertura de todas as informações contidas no celular do senhor Daniel Vorcaro, somente contribuiria para tumultuar o julgamento, bem como colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações, dando ensejo à suscitação de questionamentos de toda ordem, para desviar o feito especificamente apregoado para julgamento de seu caminho natural”.

Segundo Mendonça, “todo o material utilizado para o julgamento” do dia 15 já está disponível aos ministros, mas ele questionou a pertinência de revelar a integralidade do conteúdo extraído do aparelho do ex-dono do Banco Master. O posicionamento foi apresentado em despacho publicado hoje como resposta a uma demanda de outros ministros para ter acesso à íntegra dos dados encontrados no aparelho.

Os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin já manifestaram interesse em receber esses dados, segundo o registro sobre a demanda. Até o momento, foram tornados públicos dados do celular de Vorcaro relativos a conversas com o ministro Alexandre de Moraes.

Mendonça também derrubou o sigilo de conversas de Vorcaro com aliados sobre o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A divulgação das conversas envolvendo o banqueiro, que está atualmente preso sob acusação de fraudes financeiras, com Moraes desencadeou uma crise na Corte.

Em resposta à divulgação, Moraes incluiu acusações contra Mendonça no âmbito do inquérito das Fake News. O relatório mencionado dizia que Mendonça teria, em tese, praticado uma série de condutas tipificadas como improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento a determinados grupos políticos.

Como efeito imediato da troca de ações entre Mendonça e Moraes, Fachin decidiu retirar de Moraes a relatoria do inquérito das Fake News. Além disso, no próximo dia 23 está marcada outra sessão na Corte para analisar o pedido de investigação contra André Mendonça.

Segundo Fachin, o procedimento envolvendo o ministro ainda está em fase de instrução e não reúne, neste momento, todos os elementos necessários para ser levado ao plenário.

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