O Mercado Municipal Antônio Franco, situado no centro de Aracaju, celebra 100 anos neste domingo, 8 de fevereiro, mantendo a tradição de reunir moradores e visitantes em torno da gastronomia, do artesanato e da música.
Primeira parada para quem volta à cidade
Natural da capital sergipana, a comissária de voo Gisele Mota Almeida Gomes mora na Irlanda, mas, sempre que retorna, inclui o mercado em seu roteiro. “Gosto de sentar, comer tapioca e observar gente do mundo inteiro”, contou, destacando o atendimento cordial como principal diferencial do espaço.
Convívio entre gerações
O aposentado Gilberto dos Santos frequenta o local desde a juventude e hoje compartilha o hábito com a esposa, Renata, e a filha, Tereza Izabel. “Aqui a gente vê todas as classes, todo mundo junto”, disse enquanto saboreava uma mariscada.
Recepção calorosa para turistas
Para o agente comunitário de saúde Paulino Ferreira da Silva, de Queimadas (BA), a acolhida superou expectativas. “Em uma hora parece que conhecemos as pessoas há anos”, afirmou, já planejando nova visita.
Música que percorre os corredores
Conhecido como Cabeça de Galo, o artista de rua Vanilson Barros Andrade anima o mercado desde 1992. Com zabumba, pandeiro e microfone, ele exalta o local como “centro da cultura sergipana”, onde se encontram castanhas, licor, sarapatel e moqueca.
Economia movimentada
O complexo abriga 186 permissionários que atuam em armarinhos, confecções, sebos, ferragens, barbearias, lanchonetes, sorveterias, mercearias, restaurantes, vinhos e frios. O artesanato ocupa 63 pontos; há ainda 19 barbearias e 14 restaurantes.
Histórias entre linhas e agulhas
A artesã Joelilde Santos de Moura, 66 anos, trabalha no mercado desde o início da década de 1980. Mesmo com problemas de saúde, continua produzindo bordados que conquistam turistas. “O mercado é nossa vaquinha de leite, nosso sustento diário”, resumiu.
Entre bancas carregadas de rendas, peças em palha, madeira e cerâmica, o Mercado Antônio Franco mantém vivo o hábito do encontro, marcado pelo café cedo, pelos almoços sem pressa e pelas conversas que surgem naturalmente de mesa em mesa.
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