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Aracaju, Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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ELEIÇÕES 2026

Meta, Google e TikTok veiculam propaganda eleitoral no domingo de votação

Estudo do NetLab/UFRJ apontou anúncios e recomendações irregulares de candidatos no dia 4/10; Meta, Kwai, Google, TikTok e YouTube foram citadas.

06/10/2026 · 14h42 · Atualizado às 15h50
Meta, Google e TikTok veiculam propaganda eleitoral no domingo de votação

Levantamento do Observatório das Big Techs (NetLab/UFRJ) encontrou anúncios irregulares na Meta, Kwai e Google e recomendações de candidatos no TikTok e YouTube. As infrações ocorreram no domingo, no primeiro turno de 2026.

Redes sociais continuaram a veicular anúncios político-eleitorais e a recomendar conteúdos de candidatos no domingo (4), dia do primeiro turno das eleições de 2026, segundo levantamento do Observatório das Big Techs, do NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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O estudo identificou anúncios irregulares na Meta, no Kwai e no Google, além de recomendações de vídeos de candidatos pelo TikTok e pelo YouTube. De acordo com as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet é proibida desde 48 horas antes até 24 horas depois da eleição. A norma também determina que plataformas com sistemas de recomendação excluam desses mecanismos os canais e perfis de candidatas e candidatos informados à Justiça Eleitoral, ressalvadas as hipóteses previstas na legislação.

O monitoramento do NetLab foi feito com buscas manuais e computacionais, a partir de termos relacionados às candidaturas e às eleições, pelas interfaces das bibliotecas de anúncios disponíveis nas plataformas e via API, ferramenta que acessa um banco de dados oficial dessas redes.

Na Meta, o levantamento identificou 568 anúncios veiculados de forma irregular nas plataformas do grupo (Instagram, Facebook, WhatsApp, Messenger e Audience Network) durante o período analisado. Outros seis anúncios simulavam comunicações do TSE: utilizavam nomes e elementos visuais associados à Justiça Eleitoral e divulgavam uma suposta possibilidade de votar remotamente, pelo celular ou de casa, o que é falso. Essas peças mencionavam situações como problemas de saúde, dificuldades de locomoção e fortes chuvas para estimular o usuário a utilizar o serviço falso e, em alguns casos, direcionavam para sites que solicitavam o CPF para iniciar a suposta votação.

No Kwai, o NetLab identificou 18 anúncios eleitorais ativos no dia da votação e outros quatro classificados como em pausa na biblioteca da plataforma. Três dos quatro anúncios classificados como pausados haviam circulado durante o período de resguardo, entre os dias 1º e 3 de outubro. O laboratório também encontrou 45 anúncios cuja data final de circulação teria sido estendida para o dia da votação; as peças estavam associadas a dez páginas de candidaturas. O relatório ressalta que não foi possível confirmar integralmente alguns casos devido a divergências entre os dados exportados pelo Kwai e as informações exibidas na própria biblioteca de anúncios.

No Google, o monitoramento apontou um anúncio identificado anteriormente, em 3 de outubro, que permaneceu ativo de forma irregular na infraestrutura de publicidade da empresa.

Além da publicidade paga, foram acompanhados os sistemas de recomendação do TikTok, YouTube e Instagram. Entre os dias 3 e 4 de outubro, foram identificados 18 vídeos de sete candidatos recomendados pelo TikTok e 17 vídeos de seis candidatos recomendados pelo YouTube. No Instagram, não foram encontradas recomendações de vídeos publicados por candidatos.

O NetLab destacou ainda que limitações das plataformas dificultam a fiscalização e a responsabilização por eventuais irregularidades. No caso da Meta, foram detectadas divergências entre a interface da Biblioteca de Anúncios e dados obtidos por meio da ferramenta de programação da empresa. No Kwai, também houve inconsistência entre a biblioteca e os arquivos exportados pela própria plataforma. Google, LinkedIn e TikTok ofereceram informações consideradas limitadas para o acompanhamento sistemático da propaganda eleitoral.

As empresas citadas responderam com notas sobre o tema.

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Meta:

A Meta está comprometida em proteger o processo eleitoral em nossas plataformas e atua em conformidade com a legislação eleitoral. A amostragem deste relatório não reflete a escala do nosso trabalho de integridade.

Kwai:

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O Kwai, que ainda aguarda acesso aos conteúdos mencionados para a devida avaliação, reitera seu compromisso com a integridade do processo eleitoral e com o cumprimento da legislação brasileira e das resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para o período eleitoral, incluindo os dias de silêncio eleitoral e de votação, a plataforma manteve uma operação especial, com equipes dedicadas atuando continuamente na moderação de conteúdos e no atendimento às determinações da Justiça Eleitoral. As regras aplicáveis ao período de silêncio também foram comunicadas previamente a todos os parceiros e anunciantes, e o upload de novos criativos de publicidade eleitoral foi restrito desde o dia 1º de outubro.

TikTok:

No TikTok, proteger a integridade do ambiente digital durante as eleições é uma prioridade. Acreditamos que esse é um desafio que exige colaboração entre plataformas, autoridades e sociedade. Seguimos trabalhando em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral e cumprindo a legislação e as resoluções eleitorais aplicáveis. Entre junho e setembro de 2026, removemos 348.963 vídeos no Brasil por violarem nossas políticas de Integridade Cívica e Eleitoral, desinformação e conteúdos enganosos gerados por IA.

Google:

O Google apoia as eleições do Brasil ao conectar milhões de pessoas a in

O levantamento ressalta a necessidade de maior transparência nas bibliotecas de anúncios e nos relatórios de recomendação das plataformas para facilitar a fiscalização e garantir o cumprimento das normas eleitorais.

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Levantamento do Observatório das Big Techs (NetLab/UFRJ) encontrou anúncios irregulares na Meta, Kwai e Google e recomendações de candidatos no TikTok e YouTube. As infrações ocorreram no domingo, no primeiro turno de 2026.

Redes sociais continuaram a veicular anúncios político-eleitorais e a recomendar conteúdos de candidatos no domingo (4), dia do primeiro turno das eleições de 2026, segundo levantamento do Observatório das Big Techs, do NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O estudo identificou anúncios irregulares na Meta, no Kwai e no Google, além de recomendações de vídeos de candidatos pelo TikTok e pelo YouTube. De acordo com as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet é proibida desde 48 horas antes até 24 horas depois da eleição. A norma também determina que plataformas com sistemas de recomendação excluam desses mecanismos os canais e perfis de candidatas e candidatos informados à Justiça Eleitoral, ressalvadas as hipóteses previstas na legislação.

O monitoramento do NetLab foi feito com buscas manuais e computacionais, a partir de termos relacionados às candidaturas e às eleições, pelas interfaces das bibliotecas de anúncios disponíveis nas plataformas e via API, ferramenta que acessa um banco de dados oficial dessas redes.

Na Meta, o levantamento identificou 568 anúncios veiculados de forma irregular nas plataformas do grupo (Instagram, Facebook, WhatsApp, Messenger e Audience Network) durante o período analisado. Outros seis anúncios simulavam comunicações do TSE: utilizavam nomes e elementos visuais associados à Justiça Eleitoral e divulgavam uma suposta possibilidade de votar remotamente, pelo celular ou de casa, o que é falso. Essas peças mencionavam situações como problemas de saúde, dificuldades de locomoção e fortes chuvas para estimular o usuário a utilizar o serviço falso e, em alguns casos, direcionavam para sites que solicitavam o CPF para iniciar a suposta votação.

No Kwai, o NetLab identificou 18 anúncios eleitorais ativos no dia da votação e outros quatro classificados como em pausa na biblioteca da plataforma. Três dos quatro anúncios classificados como pausados haviam circulado durante o período de resguardo, entre os dias 1º e 3 de outubro. O laboratório também encontrou 45 anúncios cuja data final de circulação teria sido estendida para o dia da votação; as peças estavam associadas a dez páginas de candidaturas. O relatório ressalta que não foi possível confirmar integralmente alguns casos devido a divergências entre os dados exportados pelo Kwai e as informações exibidas na própria biblioteca de anúncios.

No Google, o monitoramento apontou um anúncio identificado anteriormente, em 3 de outubro, que permaneceu ativo de forma irregular na infraestrutura de publicidade da empresa.

Além da publicidade paga, foram acompanhados os sistemas de recomendação do TikTok, YouTube e Instagram. Entre os dias 3 e 4 de outubro, foram identificados 18 vídeos de sete candidatos recomendados pelo TikTok e 17 vídeos de seis candidatos recomendados pelo YouTube. No Instagram, não foram encontradas recomendações de vídeos publicados por candidatos.

O NetLab destacou ainda que limitações das plataformas dificultam a fiscalização e a responsabilização por eventuais irregularidades. No caso da Meta, foram detectadas divergências entre a interface da Biblioteca de Anúncios e dados obtidos por meio da ferramenta de programação da empresa. No Kwai, também houve inconsistência entre a biblioteca e os arquivos exportados pela própria plataforma. Google, LinkedIn e TikTok ofereceram informações consideradas limitadas para o acompanhamento sistemático da propaganda eleitoral.

As empresas citadas responderam com notas sobre o tema.

Meta:

A Meta está comprometida em proteger o processo eleitoral em nossas plataformas e atua em conformidade com a legislação eleitoral. A amostragem deste relatório não reflete a escala do nosso trabalho de integridade.

Kwai:

O Kwai, que ainda aguarda acesso aos conteúdos mencionados para a devida avaliação, reitera seu compromisso com a integridade do processo eleitoral e com o cumprimento da legislação brasileira e das resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para o período eleitoral, incluindo os dias de silêncio eleitoral e de votação, a plataforma manteve uma operação especial, com equipes dedicadas atuando continuamente na moderação de conteúdos e no atendimento às determinações da Justiça Eleitoral. As regras aplicáveis ao período de silêncio também foram comunicadas previamente a todos os parceiros e anunciantes, e o upload de novos criativos de publicidade eleitoral foi restrito desde o dia 1º de outubro.

TikTok:

No TikTok, proteger a integridade do ambiente digital durante as eleições é uma prioridade. Acreditamos que esse é um desafio que exige colaboração entre plataformas, autoridades e sociedade. Seguimos trabalhando em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral e cumprindo a legislação e as resoluções eleitorais aplicáveis. Entre junho e setembro de 2026, removemos 348.963 vídeos no Brasil por violarem nossas políticas de Integridade Cívica e Eleitoral, desinformação e conteúdos enganosos gerados por IA.

Google:

O Google apoia as eleições do Brasil ao conectar milhões de pessoas a in

O levantamento ressalta a necessidade de maior transparência nas bibliotecas de anúncios e nos relatórios de recomendação das plataformas para facilitar a fiscalização e garantir o cumprimento das normas eleitorais.

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