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Aracaju, Quinta-feira, 9 de julho de 2026
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Metalurgia é o setor mais afetado pelo novo tarifaço dos EUA, aponta CNI

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Metalurgia é o setor mais afetado pelo novo tarifaço dos EUA, aponta CNI

Metalurgia será o setor mais impactado pelo tarifaço de 25% dos EUA, segundo a CNI.

09/07/2026 · 19h04
Metalurgia é o setor mais afetado pelo novo tarifaço dos EUA, aponta CNI

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A aplicação de uma tarifa extra de 25% pelos Estados Unidos poderá impactar severamente o setor de metalurgia e derivados, conforme indicam dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Este setor é responsável por exportações que somam aproximadamente US$ 1,845 bilhão anualmente, o que representa 17% do total das exportações brasileiras que podem ser afetadas por essa medida.

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Dentre os produtos que mais sofrerão com a nova tarifa, o ferro-gusa não ligado se destaca, com um valor de exportação de US$ 1,536 bilhão, representando 14,17% do total. Outros itens relevantes incluem cartuchos, com US$ 145,25 milhões; revólveres, com US$ 62,26 milhões; pistolas semiautomáticas, que atingem US$ 52,31 milhões; e ferrossilício, que soma US$ 49,24 milhões.

Confira a lista completa dos 50 produtos que podem ser mais impactados, segundo a CNI.

Caso os Estados Unidos implementem o tarifaço sugerido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), um total de 4.187 produtos exportados pelo Brasil será afetado. Esse conjunto de produtos representa uma soma de US$ 14,9 bilhões em exportações brasileiras.

Os 50 principais produtos listados pela CNI totalizaram US$ 6,450 bilhões em exportações em 2024, o que equivale a 59,47% do volume que corre o risco de ser taxado na faixa máxima.

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A proposta de tarifação divide-se em duas frentes na Seção 301: uma tarifa de 25% contra o Brasil e outra de 12,5%, baseada em alegações de trabalho forçado. A alíquota total para os produtos listados poderá chegar a 37,5%. Atualmente, esses itens estão sujeitos a uma tarifa adicional temporária de 10%, que se manterá até 24 de julho. Nesta semana, o USTR realizará audiências públicas em Washington para discutir o tema.

O setor produtivo brasileiro, juntamente com o governo, busca um entendimento com as autoridades norte-americanas antes do fim do prazo, que se encerra em 15 de julho.

Além da metalurgia, outros setores também enfrentam riscos devido ao protecionismo dos EUA. A indústria alimentícia é um dos alvos, com produtos como açúcar de cana em forma sólida bruta, que exporta US$ 439,59 milhões, sebo não comestível, com US$ 345,88 milhões, café instantâneo, que atinge US$ 92,29 milhões, e carne suína congelada, com US$ 86,34 milhões.

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Os setores de madeira, celulose e produtos químicos também estão na lista de afetados, com molduras de madeira padrão de pinho, que superam os US$ 350 milhões, compensados e estacas de madeira, também acima de US$ 350 milhões, além de álcool etílico não desnaturado, que soma US$ 194,05 milhões, e peptones e derivados, com US$ 152,03 milhões.

A indústria brasileira e associações do setor produtivo têm intensificado suas ações diplomáticas nos Estados Unidos, buscando atenuar o impacto das novas barreiras comerciais. Nos dias 6 e 7 de julho de 2026, representantes de diversos segmentos relataram que mantêm diálogos com autoridades norte-americanas e defendem a ampliação da lista de produtos isentos, além de descreverem um clima receptivo nas negociações.

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A aplicação de uma tarifa extra de 25% pelos Estados Unidos poderá impactar severamente o setor de metalurgia e derivados, conforme indicam dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Este setor é responsável por exportações que somam aproximadamente US$ 1,845 bilhão anualmente, o que representa 17% do total das exportações brasileiras que podem ser afetadas por essa medida.

Dentre os produtos que mais sofrerão com a nova tarifa, o ferro-gusa não ligado se destaca, com um valor de exportação de US$ 1,536 bilhão, representando 14,17% do total. Outros itens relevantes incluem cartuchos, com US$ 145,25 milhões; revólveres, com US$ 62,26 milhões; pistolas semiautomáticas, que atingem US$ 52,31 milhões; e ferrossilício, que soma US$ 49,24 milhões.

Confira a lista completa dos 50 produtos que podem ser mais impactados, segundo a CNI.

Caso os Estados Unidos implementem o tarifaço sugerido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), um total de 4.187 produtos exportados pelo Brasil será afetado. Esse conjunto de produtos representa uma soma de US$ 14,9 bilhões em exportações brasileiras.

Os 50 principais produtos listados pela CNI totalizaram US$ 6,450 bilhões em exportações em 2024, o que equivale a 59,47% do volume que corre o risco de ser taxado na faixa máxima.

A proposta de tarifação divide-se em duas frentes na Seção 301: uma tarifa de 25% contra o Brasil e outra de 12,5%, baseada em alegações de trabalho forçado. A alíquota total para os produtos listados poderá chegar a 37,5%. Atualmente, esses itens estão sujeitos a uma tarifa adicional temporária de 10%, que se manterá até 24 de julho. Nesta semana, o USTR realizará audiências públicas em Washington para discutir o tema.

O setor produtivo brasileiro, juntamente com o governo, busca um entendimento com as autoridades norte-americanas antes do fim do prazo, que se encerra em 15 de julho.

Além da metalurgia, outros setores também enfrentam riscos devido ao protecionismo dos EUA. A indústria alimentícia é um dos alvos, com produtos como açúcar de cana em forma sólida bruta, que exporta US$ 439,59 milhões, sebo não comestível, com US$ 345,88 milhões, café instantâneo, que atinge US$ 92,29 milhões, e carne suína congelada, com US$ 86,34 milhões.

Os setores de madeira, celulose e produtos químicos também estão na lista de afetados, com molduras de madeira padrão de pinho, que superam os US$ 350 milhões, compensados e estacas de madeira, também acima de US$ 350 milhões, além de álcool etílico não desnaturado, que soma US$ 194,05 milhões, e peptones e derivados, com US$ 152,03 milhões.

A indústria brasileira e associações do setor produtivo têm intensificado suas ações diplomáticas nos Estados Unidos, buscando atenuar o impacto das novas barreiras comerciais. Nos dias 6 e 7 de julho de 2026, representantes de diversos segmentos relataram que mantêm diálogos com autoridades norte-americanas e defendem a ampliação da lista de produtos isentos, além de descreverem um clima receptivo nas negociações.

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