Aos 83 anos, Jagger prefere um intérprete de cerca de 20 anos, sem grande fama, para retratar os primórdios da banda. O projeto, em fase inicial com a 101 Studios, vai focar na formação e ascensão do grupo.
Mick Jagger, de 83 anos, já sabe como imagina o ator que deverá interpretá‑lo na cinebiografia dos Rolling Stones. Em entrevista, o cantor defendeu que o personagem seja vivido por um artista na faixa dos 20 anos e ainda pouco conhecido, para representar com mais fidelidade o início da trajetória da banda.
“Quero um ator pouco conhecido, não uma grande estrela, mas alguém prestes a ficar famoso.”
O longa está em fase inicial de desenvolvimento após um acordo entre os Rolling Stones e a 101 Studios. A produção deve se concentrar nos anos formativos do grupo e na ascensão que transformou Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood em nomes históricos do rock, segundo informações sobre o projeto.
A escolha do intérprete do vocalista está diretamente ligada ao período que a cinebiografia pretende abordar. O artista afirmou que deseja mostrar os primeiros anos da banda sem pular a fase em que os integrantes ainda eram muito jovens e começavam a experimentar os efeitos da fama.
“Pensei muito sobre isso, e o problema com a escalação do elenco é que quero incluir o início da fama. Não quero ignorar essa parte.”
Jagger explicou que a idade do intérprete é importante para evitar uma representação distante daquela vivida por ele. Ele lembra que tinha apenas 19 ou 20 anos quando começou a ganhar projeção, e considera inadequado escalar atores muito mais velhos para reproduzir esse momento de formação e descoberta.
O projeto foi anunciado após o acordo com a 101 Studios, mas ainda não tem elenco definido, data de estreia ou outros detalhes de produção divulgados. A prioridade, neste momento, é estabelecer a narrativa que conduzirá a história para as telas, com atenção especial à juventude dos integrantes e à atmosfera dos anos iniciais da banda.
Especialistas e observadores do mercado cinematográfico apontam que as cinebiografias de músicos continuam em alta, atraindo públicos e investimentos. Entre produções recentes citadas no panorama de biopics estão filmes sobre os Beatles, que chamaram atenção ao recriar momentos ligados à Abbey Road, além de projetos que seguem trajetórias de artistas como Snoop Dogg e Michael Jackson — este último alcançando marca bilionária nas bilheterias.
No Brasil, também houve interesse por adaptar ao cinema histórias de nomes populares, com projetos anunciados sobre artistas como Chorão e Marília Mendonça, cada um buscando atores e intérpretes para representar fases distintas de carreiras marcantes. No caso dos Rolling Stones, a participação de Jagger na concepção do projeto indica que a escalação e a construção dramática deverão acompanhar a preocupação do cantor em reproduzir a juventude e os conflitos da época.
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